Curruíra – Recanto da Natureza

A Curruíra ou cambaxirra [Troglodytes aedon (Vieillot, 1809)] é um pássaro que habita uma grande parte das Américas. Tem uma cor escura e marrom. Mede aproximadamente 12 cm com a cauda. A espécie T. aedon era descrita como habitando quase toda a América, exceto o Ártico, mas recentemente foi proposta a subdivisão da espécie em duas, sendo a outra Troglodytes musculus (Naumann, 1823), abrangendo as populações da América Central e América do Sul, embora a questão permaneça polêmica.

curruira

 

Um dos pássaros mais conhecidos do País. Presente em todo o Brasil e também da América do Norte a toda a América do Sul. Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima. É onívora, predominando em sua dieta insetos e suas larvas; come também lagartixas, sementes e frutos. Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto. Faz ninho forrando qualquer cavidade, seja um pau oco, um buraco ou mesmo um ninho abandonado de joão-de-barro. Põe de 3 a 4 ovos vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza-claras. Conhecida também como correte (Pará), cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Maranhão) e corruíra-de-casa. Fonte: Brasil 500 Pássaros.

Características

A Curruíra Mede 12 centímetros de comprimento. É grande cantadora e seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo. Bem pequena, pode ser escondida na palma da mão. É parente do famoso uirapuru, considerado por muitos como a ave brasileira que tem o canto mais bonito.

Habitat

curruira onde vive

A Curruíra  vive em Borda de matas, cerrados, caatingas, áreas alagadas, campos e áreas verdes urbanas, próximo de residências.

Ocorrência

A Curruíra está presenta em Toda a América do Sul

Hábitos

A Curruíra  é um pássaro Muito gracioso e irriquieto, vive saltitando pelos muros, telhados e solo. Constrói o ninho normalmente escondido nas telhas de casas.

 

Família

Troglodytidae

Espécie

Troglodytes aedon

Comprimento

12 cm

A Curruíra  é um dos pássaros mais conhecidos do País. Presente em todo o Brasil e também da América do Norte a toda a América do Sul.

Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas.

A Curruíra  Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima.

É onívora, predominando em sua dieta insetos e suas larvas; come também lagartixas, sementes e frutos. Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto.

Faz ninho forrando qualquer cavidade, seja um pau oco, um buraco ou mesmo um ninho abandonado de joão-de-barro.

Põe de 3 a 4 ovos vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza-claras.

Conhecida também como correte (Pará), Cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Maranhão) e corruíra-de-casa.

Fonte: www.flickr.com

 

Sobre a Curruíra

A Curruíra é um pássaro quase inconfundível, ao menos em ambientes alterados pelo homem, as outras espécies brasileiras da família Troglodytidae são típicas de ambientes florestais ou restritas a habitats muito específicos.

Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto após uma série de estudos as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes aedon. A mudança no nome científico não mudou em nada a popularidade desta ave já muito conhecida em nosso país.

Esta pequena ave apresenta um comportamento hiperativo, pulando pelo chão a procura de pequenos invertebrados, lembrando um camundongo ( musculus = camundongo ). Também pode saltar de galho em galho com a mesma velocidade, porém raramente se alimenta muito distante do solo, empoleirando principalmente para cantar.

Sua vocalização é muito complexa e melodiosa, algo que é de se esperar para uma ave da mesma família do famoso uirapuru.

Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a esta espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas, etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Os ovos, de 3 a 6, eclodem após cerca de duas semanas e os filhotes demoram quase o dobro deste tempo para abandonar o ninho. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.

A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-pardo (Turdus leucomelas ).

Fonte: dimaserose.blogspot.com

Nome científico

Troglodytes aedon

Extremamente comum em todo o Brasil, essa cambaxirra habita os jardins, locais povoados e até o interior das cidades; gosta de saltitar sobre os telhados das casas, onde procura insetos e apanha de passagem mosquitos que estão a seu alcance; constrói seu ninho sob telhas, em fendas ou até em ocos e seu canto é alegre, se assemelhando ao da carriça, espécie européia (Descourtilz,1944).

Possui cerca de 12 cm, sendo de coloração parda, com asas e caudas tendo finas faixas transversais negras, sendo que existe em Minas Gerais uma mutação cor de canela; é chamado também de garrincha e localmente no Rio de Janeiro, há uma crendice que essa ave dá azar (Sick,1985). No Parque, observamos um ninho feito em uma fenda entre tijolos, na região da Praça das Águas, onde se desenvolveram três filhotes.

Fonte: pbh.gov.br

Ameaças

É uma espécie de ampla distribuição e capaz de se adaptar muito bem aos ambientes alterados pelo homem, mas deve ser preservada por prestar importante contribuição no controle de insetos em ambientes urbanizados.

 

Alimentação

É onívora: come tanto artrópodes (insetos e aranhas) como também frutinhos e sementes.

Reprodução

Nidifica em qualquer cavidade: seja um pau-oco, buracos em casas, ou ninho abandonado de João-de-barro. Os ovos são avermelhados e salpicados de cinza escuro. Põe de 3 a 4 ovos e faz mais de uma postura por estação reprodutiva caso eles se percam. Os ovos são chocados pela mãe durante 15 dias. Os pais alimentam os filhotes até 18 dias, quando então eles saem do ninho.

Observações

É uma ave inquieta, movimenta-se bastante e é muito territorial. O macho tem o canto bastante complexo e canta para atrair a fêmea e defender seu território. O canto tem estrofe curta, ininterrupta, com notas altas e intervalo curto e a fêmea responde com seqüência de tons roucos e monótonos.

REFERÊNCIAS

* Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro-RJ.

Fonte: www.espacoecologiconoar.com.br

Troglodytes musculus

Ordem: Passeriformes
Família: Troglodytidae
Outro nome popular: cambaxirra

Na maioria dos livros é citada como Troglodytes aedon

A pequenina corruíra é uma das aves mais comuns da cidade. Sozinha ou em casal, percorre muros, telhados e copas de árvores, com movimentos rápidos e nervosos. Seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo.

O ninho é uma tigelinha construída em buracos de muros e de árvores. A ave usa também casinhas e caixas colocadas pelas pessoas com essa finalidade.

Come insetos pequenos (besouros, cigarrinhas, formigas, lagartas, vespinhas) e aranhinhas, e às vezes até filhotes de lagartixa. Captura as presas enfiando o bico em frestas e cavidades, tanto em construções humanas quanto sob a casca de plantas.

Pode ser vista em qualquer tipo de ambiente dentro da cidade, desde parques com matas até bairros movimentados. Existem corruíras, por exemplo, em toda a região da avenida Paulista.

Martha Argel

Citação bibliográfica

Argel, M., 2001. Corruíra (Troglodytes musculus). In: www.marthaargel.com.br.

Fonte: www.marthaargel.com.br

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