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Curruíra – Recanto da Natureza

A Curruíra ou cambaxirra [Troglodytes aedon (Vieillot, 1809)] é um pássaro que habita uma grande parte das Américas. Tem uma cor escura e marrom. Mede aproximadamente 12 cm com a cauda. A espécie T. aedon era descrita como habitando quase toda a América, exceto o Ártico, mas recentemente foi proposta a subdivisão da espécie em duas, sendo a outra Troglodytes musculus (Naumann, 1823), abrangendo as populações da América Central e América do Sul, embora a questão permaneça polêmica.

curruira

 

Um dos pássaros mais conhecidos do País. Presente em todo o Brasil e também da América do Norte a toda a América do Sul. Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima. É onívora, predominando em sua dieta insetos e suas larvas; come também lagartixas, sementes e frutos. Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto. Faz ninho forrando qualquer cavidade, seja um pau oco, um buraco ou mesmo um ninho abandonado de joão-de-barro. Põe de 3 a 4 ovos vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza-claras. Conhecida também como correte (Pará), cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Maranhão) e corruíra-de-casa. Fonte: Brasil 500 Pássaros.

Características

A Curruíra Mede 12 centímetros de comprimento. É grande cantadora e seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo. Bem pequena, pode ser escondida na palma da mão. É parente do famoso uirapuru, considerado por muitos como a ave brasileira que tem o canto mais bonito.

Habitat

curruira onde vive

A Curruíra  vive em Borda de matas, cerrados, caatingas, áreas alagadas, campos e áreas verdes urbanas, próximo de residências.

Ocorrência

A Curruíra está presenta em Toda a América do Sul

Hábitos

A Curruíra  é um pássaro Muito gracioso e irriquieto, vive saltitando pelos muros, telhados e solo. Constrói o ninho normalmente escondido nas telhas de casas.

 

Família

Troglodytidae

Espécie

Troglodytes aedon

Comprimento

12 cm

A Curruíra  é um dos pássaros mais conhecidos do País. Presente em todo o Brasil e também da América do Norte a toda a América do Sul.

Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas.

A Curruíra  Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima.

É onívora, predominando em sua dieta insetos e suas larvas; come também lagartixas, sementes e frutos. Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto.

Faz ninho forrando qualquer cavidade, seja um pau oco, um buraco ou mesmo um ninho abandonado de joão-de-barro.

Põe de 3 a 4 ovos vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza-claras.

Conhecida também como correte (Pará), Cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Maranhão) e corruíra-de-casa.

Fonte: www.flickr.com

 

Sobre a Curruíra

A Curruíra é um pássaro quase inconfundível, ao menos em ambientes alterados pelo homem, as outras espécies brasileiras da família Troglodytidae são típicas de ambientes florestais ou restritas a habitats muito específicos.

Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto após uma série de estudos as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes aedon. A mudança no nome científico não mudou em nada a popularidade desta ave já muito conhecida em nosso país.

Esta pequena ave apresenta um comportamento hiperativo, pulando pelo chão a procura de pequenos invertebrados, lembrando um camundongo ( musculus = camundongo ). Também pode saltar de galho em galho com a mesma velocidade, porém raramente se alimenta muito distante do solo, empoleirando principalmente para cantar.

Sua vocalização é muito complexa e melodiosa, algo que é de se esperar para uma ave da mesma família do famoso uirapuru.

Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a esta espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas, etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Os ovos, de 3 a 6, eclodem após cerca de duas semanas e os filhotes demoram quase o dobro deste tempo para abandonar o ninho. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.

A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-pardo (Turdus leucomelas ).

Fonte: dimaserose.blogspot.com

Nome científico

Troglodytes aedon

Extremamente comum em todo o Brasil, essa cambaxirra habita os jardins, locais povoados e até o interior das cidades; gosta de saltitar sobre os telhados das casas, onde procura insetos e apanha de passagem mosquitos que estão a seu alcance; constrói seu ninho sob telhas, em fendas ou até em ocos e seu canto é alegre, se assemelhando ao da carriça, espécie européia (Descourtilz,1944).

Possui cerca de 12 cm, sendo de coloração parda, com asas e caudas tendo finas faixas transversais negras, sendo que existe em Minas Gerais uma mutação cor de canela; é chamado também de garrincha e localmente no Rio de Janeiro, há uma crendice que essa ave dá azar (Sick,1985). No Parque, observamos um ninho feito em uma fenda entre tijolos, na região da Praça das Águas, onde se desenvolveram três filhotes.

Fonte: pbh.gov.br

Ameaças

É uma espécie de ampla distribuição e capaz de se adaptar muito bem aos ambientes alterados pelo homem, mas deve ser preservada por prestar importante contribuição no controle de insetos em ambientes urbanizados.

 

Alimentação

É onívora: come tanto artrópodes (insetos e aranhas) como também frutinhos e sementes.

Reprodução

Nidifica em qualquer cavidade: seja um pau-oco, buracos em casas, ou ninho abandonado de João-de-barro. Os ovos são avermelhados e salpicados de cinza escuro. Põe de 3 a 4 ovos e faz mais de uma postura por estação reprodutiva caso eles se percam. Os ovos são chocados pela mãe durante 15 dias. Os pais alimentam os filhotes até 18 dias, quando então eles saem do ninho.

Observações

É uma ave inquieta, movimenta-se bastante e é muito territorial. O macho tem o canto bastante complexo e canta para atrair a fêmea e defender seu território. O canto tem estrofe curta, ininterrupta, com notas altas e intervalo curto e a fêmea responde com seqüência de tons roucos e monótonos.

REFERÊNCIAS

* Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro-RJ.

Fonte: www.espacoecologiconoar.com.br

Troglodytes musculus

Ordem: Passeriformes
Família: Troglodytidae
Outro nome popular: cambaxirra

Na maioria dos livros é citada como Troglodytes aedon

A pequenina corruíra é uma das aves mais comuns da cidade. Sozinha ou em casal, percorre muros, telhados e copas de árvores, com movimentos rápidos e nervosos. Seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo.

O ninho é uma tigelinha construída em buracos de muros e de árvores. A ave usa também casinhas e caixas colocadas pelas pessoas com essa finalidade.

Come insetos pequenos (besouros, cigarrinhas, formigas, lagartas, vespinhas) e aranhinhas, e às vezes até filhotes de lagartixa. Captura as presas enfiando o bico em frestas e cavidades, tanto em construções humanas quanto sob a casca de plantas.

Pode ser vista em qualquer tipo de ambiente dentro da cidade, desde parques com matas até bairros movimentados. Existem corruíras, por exemplo, em toda a região da avenida Paulista.

Martha Argel

Citação bibliográfica

Argel, M., 2001. Corruíra (Troglodytes musculus). In: www.marthaargel.com.br.

Fonte: www.marthaargel.com.br

Pintagol – Recanto da Natureza

Pintagol é uma ave híbrida do Canário com Pintassilgo. Em Portugal usa-se machos de pintassilgo-comum (Carduelis carduelis) e no Brasil usa-se macho de pintassilgo-de-cabeça-preta (Carduelis magellanica), principalmente, com fêmeas de Canário (Serinus canaria), o Carduelis yarrelliiPintassilgo-do-nordeste é também usado.

Este cruzamento é feito por causa do canto do pintassilgo que é preferido por alguns criadores e o pintagol tem um canto bastante parecido. Porém o primeiro híbrido entre pássaros do gênero Carduelis e Canários foi com o verdilhão (Carduelis chloris).

pintagol

Informações sobre o Pintagol

Origem: O pintagol (Serinus sp.) é uma ave resultante do cruzamento do Pintassilgo (Carduelis magellanica) com a canária (Serinus canaria); tem um excelente canto, é valente, e muito resistente.

Tempo de vida: No cativeiro, o pintagol vive aproximadamente 5 anos, mas há relatos de aves que viveram até os 10 anos.

Tamanho adulto: Apresentam comprimento total (da cabeça à ponta da cauda) de 12,0 cm.

Acessórios necessários:

– Gaiola de madeira ou metal: deve ter um tamanho apropriado ao porte da ave.

– Saia e cobertura de gaiola: para evitar que as sementes caiam no chão, e para obter maior proteção durante a noite.

– Banheira para pássaros: algumas aves costumam banhar-se na presença do sol matinal.

– Comedouros pequenos: onde serão colocadas as sementes e outros alimentos (areia lavada, farinhada específica e vitamina amarela).

– Bebedouro: deve ser colocado junto a um dos poleiros da gaiola.

– Papel (jornal) ou areia para forrar o fundo da gaiola.

Alimentação do Pintagol

pintagol alimentação

Como o pintagol é uma ave granívora (se alimenta de grãos), sua dieta consiste de sementes. Pode-se utilizar rações de canário (pintagol é descendente do canário).

  • Mistura de sementes trocadas diariamente.
  • Verduras 2x/semana bem lavadas, colocadas de manhã, e retiradas ao final do dia (couve, chicória, e almeirão)
  • Legumes 2x/semana bem lavados, colocados de manhã, e retirados ao final do dia (pepino, e jiló).
  • Complexos vitamínicos na água de beber: segue orientação de um médico veterinário;
  • Areia lavada para consumo à vontade, pois auxilia na digestão da ave.
  • Vitamina amarela ou farinhada para canários em pequenas porções diariamente, pois complementam a alimentação da ave.
  • Água filtrada trocada diariamente (evitar a água com cloro)
  • Utilizar a pedra de cálcio, ou osso de siba, pois ajuda no desgaste do bico, e fornece minerais.

Manutenção da gaiola: A limpeza deve ser diária, efetuando a troca do material do fundo da gaiola. A limpeza dos poleiros deve ser feita uma vez pôr semana. Evite deixar a gaiola num local frio, ou com correntes de ar; e exposta ao sol forte.

Alimentação Complementar para Experimentar

Muito usada na alimentação de um de seus pais, que você também pode experimentar com o seu pintagol. Possuo algumas postagens aqui sobre a alimentação dos canários e as sementes que devem ser utilizadas, mas os alimentos úmidos são muito importantes! Principalmente na época de reprodução.

O que você pode dar :

– Couve com talo: pode oferecer a vontade, é rica em vitamina E, ajuda a deixar os canários felizes e a se acostumarem com locais, gaiolas ou lares novos. indispensável quando os canários estiverem com filhotes.]

couve alimentação para pintagol

– Pimentão Amarelo: podem comer inclusive as sementes que fazem muito bem. o pimentão amarelo ajuda a intensificar a cor amarela nas penas dos seus canários.

pintagol pimentao amarelo

– Pimentão Vermelho: podem comer inclusive as sementes que fazem muito bem. o pimentão vermelho ajuda a intensificar a cor vermelha nas penas dos seus canários por possuir baixos níveis de cataxantina.

pimentao vermelho alimentacao pintagol

– Acelga: podem comer o quanto quiserem.

pintagol alimentacao acelga

– Banana: deveriam comer uma banana por dia por conta do potássio. nem todos os canários gostam de banana, então é melhor oferecer em porções pequenas até que eles se acostumem a comê-la.

banana pintagol

– Jiló: podem comer a vontade inclusive as sementes. ofereça partido ao meio.

jilo pintagol

– Maxixe: podem comer a vontade inclusive as sementes que fazem muito bem.

maxixe pintagol

– Ovo Cozido: pode oferecer diariamente, mas ele é fundamental e indispensável para fêmeas na postura e na cria dos filhotes.

pintagol ovo cozido
– Pão: você deve colocar o pão velho/duro para que  comam a vontade. nunca dê o pão fresco/mole pois ele fermenta no estômago das aves e pode matá-las! já o pão duro não faz mal algum e eles adoram. você pode deixar sempre um pão inteiro no fundo do viveiro.

pintagol alimentacao pao

Acasalamento de Pintagol

(Artigo escrito por J. Bernardino na Revista SANO de 2006.)

Obs: a Prática de HIBRIDAÇÃO é PROIBIDA!! (Artigo apenas para fins Informativos).


        Pintagol Azul

O artigo abaixo tem por finalidade dar algumas informações técnicas sobre acasalamentos entre Pintassilgos e Canárias para obtenção de Pintagóis
cinzas.
A tradição entre os passarinheiros que se dedicam à hibridação é que deve-se utilizar Canárias Brancas para obtenção destes desejados e belos
pássaros.
O comportamento dos fatores Branco Recessivo (BR), Branco  dominante (BR DO), Albino (AL) e Albino Dominantes (AL DO) serão  demonstrados nas linhas que se seguem. Serão dadas informações adicionais com relação ao fator enzima que está relacionado à pigmentação melânica.

        Branco Recessivo (BR)

A cor BR é um fator recessivo autossomal (não ligado ao sexo) e como todo fator recessivo necessita para obter-se indivíduos puros que cruzemos pelo menos dois portadores de tal fator. Nesse caso, não nascem pintagóis cinzas (técnicamente azuis) somente pelo fato de ser cruzado uma canária BR
porque esse fator não faz parte do patrimônio genético dos pintassilgos.
Uma possibilidade de nascerem é introduzirmos esse fator no patrimônio
genético do pintassilgo ou que naturalmente, por mutação, apareça um fator análogo à esse nos pintassilgos. Outra possibilidade é utilizarmos os filhotes F1 do cruzamento pintassilgo x canária branca. Pois, os filhotes F1 serão portadores de recessivo. Esse tipo de cruzamento não é utilizado pêlos
criadores pois, muitos alegam que os F1, em muitos cruzamentos são estéreis ou que a taxa de fertilidade é baixa e portando não valeria a pena. O comportamento genético do BR é demonstrado na tabela abaixo:

        Branco Dominante (BR DO)

O fator Branco Dominante (BR DO), como o próprio nome diz, é um fator que domina o lipocromo(cor de fundo amarela ou vermelha) mas, não elimina totalmente restando na gordura do corpo e na plumagem, preferencialmente, apenas incrustrações de lipocromo nas remiges do pássaro.
O comportamento é demonstrado na tabela abaixo, tomando por base o cruzamento com pássaros de cor de fundo amarela.

Portanto, num cruzamento entre uma canária BR DO e um pintassilgo,
teremos 50% de pintagóis fundo amarelo e 50% Azuis Dominantes. Para obter-se pintagois azuis dominantes pode-se usar qualquer canária de fundo BR DO, como seguem abaixo alguns exemplos:

Azul Dominante(AZ DO)
Canela Prateado Dominante(CN PR DO)
Ágata Prateado Dominante(AG PR DO)
Isabelino Prateado Dominante(IS PR DO)

Além logicamente das tradicionais canárias brancas dominantes. A vantagem da utilização de canárias de cor escura é que tendemos à aumentar a aceitabilidade por parte dos pintassilgos. Também aumenta essa aceitabilidade utilizarmos canárias de médio para pequeno porte.

        Albino(AL)

Porém, o dito albinismo nos canários não é realmente albinismo. Pois, o albinismo é também um fator autossomal recessivo e portanto, como já dito, necessitaríamos de pelo menos dois portadores para obtenção de um indivíduo albino real.
A cor vermelha dos olhos dos canários é dada por um fator sexo-ligado,
chamado acetinado ou satinet.
Esse fator originalmente apareceu nos canários de linha escura e depois, por cruzamento e seleção transferido para a linha clara, gerando os Albinos(Brancos de olhos vermelhos), Lutinos (amarelos de olhos vermelhos) e Rubinos (vermelhos de olhos vermelhos).
O que criou-se foi uma fenocópia dos canários albinos reais. Se utilizarmos canárias albinas dominantes AL DO, obteremos o mesmo resultado do BR DO porém, os machos F1 seriam portadores do fator acetinado. Se for possível utilizarmos os machos F1 com canárias albinas poderíamos obter machos e fêmeas de olhos vermelhos. Abaixo o comportamento do fator acetinado (AC) nos albinos:

Existe também um outro fator envolvido quando pensamos em canários de linha clara (BR e BR DO ou AL e AL DO ou Amarelo ou vermelho). Esse fator é chamado de fator enzima(E) e é responsável pela depósito de pigmentos melânicos na plumagem da ave e demais tecidos. Isso explica o depósito de pigmentos melânicos nos pés, unhas, patas e bicos de muitas aves. O fator enzima original, em homozigose, propicia esse depósito de pigmento melânico na plumagem e demais tecidos. O seu a/e/o mutado(e) quando em homozigoze faz com que o pigmento melânico não seja depositado na plumagem e demais tecidos mas, não afeta o lipocromo (cor de fundo amarela ou vermelha). Quando acontece a heterozigose desses genes, ou seja, um indivíduo E/e, o resultado é um pássaro pintado. Isso explica o aparecimento de pintagois pintados em nossas gaiolas. Segue na tabela abaixo o comportamento do fator enzima.

      Conclusão

Levando-se em consideração que quando utilizamos Canárias albinas(AL
ou AL DO) temos pelo menos três fatores envolvidos portanto, o leque de
possibilidades aumenta. Aumentando consideravelmente as possibilidades de novas cores para os híbridos obtidos.
Para obtermos Pintagois de plumagem exclusivamente escura devemos usar também preferencialmente canárias de linha escura, como no exemplos dados acima.
Acredito que deveríamos, impulsionar o hibridismo em nosso país, pensando na variedade de raças e cores que poderíamos desenvolver à exemplo do ocorrido com os canários. Poderíamos transferir fatores de um a outro e assim
criarmos pássaros sensacionais.

Glossário:
BR: Branco
BR DO: Branco Dominante
AL: Albino
AL DO: Albino Dominante
AC: Acetinado ou satinet
Homozigose: par de genes a/e/os iguais
Heterozigose: par de genes a/e/os diferentes
Pigmento Melânico – pigmento negro ou marrom que colore a plumagem e
outros tecidos do corpo Fator enzima – fator responsável pelo depósito do pigmento melânico.
Híbrido – produto do cruzamento de indivíduos de espécies diferentes.

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Trinca-Ferro – Recanto da Natureza

trinca-ferro ou tempera-viola (Saltator similis) é uma ave passeriforme da família Thraupidae, que ocorre no Brasil e países limítrofes, de coloração geral olivácea, cabeça acinzentada, garganta ocre-clara, peito e abdome cinzento-oliváceo, lavado de ocre no meio. Sua dieta baseia-se em frutos silvestres e insetos, podendo alimentar-se também de pequenos vertebrados, inclusive atacando ninhos de outras aves para alimentar-se de ovos e filhotes. É uma ave extremamente territorialista, onde o macho dominante, através de seu canto extremamente alto, tenta manter afastado outros machos que tentam adentrar seu domínio.

trinca ferro

Nome Científico

Seu nome científico significa:Saltator similis⇒ Dançarino semelhante ao tangará.Como os termos latino Saltator e tupi Tangara têm a mesma transliteração – dançarino – encontrou-se no termo similis para o Saltator similis a forma de se demonstrar o motivo da utilização dessa terminologia.

Onde vive o Trinca-Ferro?

Na natureza, o Trinca Ferro é encontrado da Bahia até o Rio Grande do Sul. Devido a sua grande distribuição, o Trinca Ferro acabou se dividindo em cerca de 8 formas de pássaros do gênero “Saltator”, e praticamente todas são iguais.

O macho e a fêmea são idênticos, sendo o canto o fator que os distingue. Em alguns casos a fêmea pode desenvolver uma espécie de canto parecido com o do macho, mas não tão alto, sendo perfeitamente distinguível. Não se sabe ainda o motivo palo qual algumas fêmeas desenvolvem este canto. Tal fenômeno foi observado em aves mais velhas.

É uma ave altamente valorizada por criadores e é alvo constante de contrabandistas de animais silvestres.

Hábitos

trinca ferro habitos

Vive em capoeiras, bordas de matas e clareiras. Está sempre associado às matas, ocupando o estrato médio e superior.

Características Fisicas

O Trinca Ferro têm o corpo de cor olivácea, cabeça acinzentada, garganta ocre-clara, peito e abdome cinzento-oliváceo, lavado de ocre no meio. Chegam a ter cerca de 20 cm de comprimento e a pesar por volta de 50 gramas. Não apresentam diferenças visuais entre machos e fêmeas de Trinca Ferro, sendo que o canto do macho é o fator que determina a diferenciação sexual. É um pássaro extremamente territorialista, onde o macho dominante, através de seu canto extremamente alto, tenta manter afastado outros machos que tentam adentrar seu domínio, essa característica torna o Trinca Ferro um alvo fácil de traficantes de animais.

O canto do Trinca-Ferro

canto do trinca ferro

O canto do Trinca Ferro é forte e melodioso, muito apreciado por quem gosta de pássaros canoros. Seu canto varia um pouco de região para região, porém mantêm o mesmo tom.

Criação

O Trinca Ferro é onívoro, ou seja, ele come de tudo. Sua dieta baseia-se em frutos silvestres e insetos, podendo alimentar-se também de pequenos vertebrados, inclusive atacando ninhos de outras aves para alimentar-se de ovos e filhotes. Em uma criação de Trinca Ferro Verdadeiro em cativeiro, normalmente os donos fornecem uma ração de boa qualidade, e que pode ser complementada com frutas, verduras e legumes. Na época do acasalamento é comum oferecer larvas de tenébrio para os filhotes.

trinca ferro alimentacao

Sua criação em cativeiro exige autorização especial do IBAMA, uma vez que este pássaro faz parte da fauna brasileira. Recomenda-se, para aqueles interessados em criar esta ave, a compra de espécimes provenientes de criadouros certificados e anilhados,a fim de evitar o contrabando de aves.

O trinca-ferro é uma ave que, quando em cativeiro, exige uma alimentação variada e um ambiente limpo e amplo, com exposições diárias ao sol, preferencialmente no período matutino.

Diferenças do Trinca Ferro Macho e Fêmea

Infelizmente não existem diferenças do Trinca Ferro macho e fêmea, ou seja, ao olharmos um casal não é possível precisar com 100% de certeza qual o macho e qual é a fêmea de Trinca Ferro. Para ter certeza é necessário fazer o exame de DNA, que é a forma mais segura de identificar o sexo do Trinca Ferro. A outra forma de identificação é através do canto, sendo que apenas o macho canta vigorosamente, já a Fêmea emite apenas alguns piados. Justamente o canto forte e vigoroso deste pássaros que fez com que ele fosse uma das espécies mais desejadas e criadas em cativeiro no Brasil, lembrando sempre da necessária permissão do IBAMA para se iniciar na criação

O Acasalamento do Trinca-Ferro 

Com 01 ano de vida os Trinca Ferros estão prontos para reproduzir, sendo que eles fazem ninhos em arbustos a 01 ou 02 metros do chão, usando gravetos e folhas grandes. O período reprodutivo do Trinca Ferro Verdadeiro vai de agosto a novembro, e as fêmea fica piando, como sendo um sinal que está pronta para iniciar o processo de reprodução. As fêmeas botam de 02 a 03 ovos que são encubados entre 10 a 15 dias após o inicio do choco.

A reprodução do Trinca Ferro Verdadeiro geralmente acontece em gaiolas criadeiras com cerca de 80cm x 40cm x 40cm, sendo que estas medidas são suficientes para realizar o acasalamento. Você também poderá criar os Trinca Ferros em viveiros maiores.

Reprodução

Seu período reprodutivo se dá entre agosto e novembro, sendo que sua ninhada consiste normalmente em 2 ou 3 filhotes, podendo haver exceções.

reproducao do trinca ferro

A maior dificuldade em conseguir sua reprodução em cativeiro está na alimentação dos filhotes, que consiste basicamente em insetos, sendo que na natureza os pais fornecem uma grande variedade de espécies a fim de conseguir todas as proteínas necessárias para o desenvolvimento necessário dos filhotes.

Seu habitat natural é a orla das matas, dificilmente sendo encontrado em regiões de mata fechada, preferindo viver em pé de serra ou no alto dos morros, capoeira (vegetação). Seu tempo de vida, dura entre 15 e 28 anos.

Subespécies do Trinca-Ferro

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Saltator similis similis (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do leste da Bolívia até o estado da Bahia no Brasil, ao sul até o Paraguai, Uruguai e Nordeste da Argentina;
  • Saltator similis ochraceiventris (Berlepsch, 1912) – ocorre no sudeste do Brasil, do sul do estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014); ITIS – (Integrated Taxonomic Information System – 2015).

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