General Euclydes Zenóbio da Costa
Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial

Comandante da Infantaria
Em 9 de maio de 1893, nasceu em Corumbá/MS, Euclydes Zenóbio da Costa, que viria a ser o idealizador da Polícia do Exército (PE) da Força Terrestre. Filho e neto de militares, estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro, no ano de 1903, de onde seguiu para a Escola Militar de Realengo, lá concluindo, em 1916, os cursos de Infantaria e Cavalaria

Terminada a Revolução de 1932, o então Major Zenóbio cursou a Escola de Infantaria e a de Estado-Maior e foi promovido, por merecimento, a tenente-coronel e a coronel. Neste posto, comandou o 3º Regimento de Infantaria. Promovido a General-de-Brigada em 1942, ocasião em que o Exército passava por radical transformação, assumiu o comando da 8ª Região Militar, em Belém.

Naquela oportunidade, o Brasil, como um dos signatários da 1ª Declaração Conjunta dos Povos da América, já havia declarado guerra à Alemanha e à Itália. Com esse ato, nosso País apressou-se em satisfazer seus compromissos com as nações aliadas, organizando a Força Expedicionária Brasileira (FEB), inicialmente com uma Divisão de Infantaria, sob o comando do General Mascarenhas de Moraes. Para comandar a Infantaria da Divisão, o General Eurico Gaspar Dutra convidou o General Zenóbio.

O General Zenóbio reuniu toda a Infantaria da Vila Militar e procurou, sem perda de tempo, aprofundar ao máximo a instrução, a fim de colocar os combatentes em condições ideais de emprego. Para isso, determinou aos comandantes das unidades de Infantaria o máximo realismo possível em todo o adestramento da tropa.

No dia 2 de julho de 1944, o 1º Escalão da FEB embarcou para a Itália. Após duros treinamentos para o combate, no dia 12 de setembro de 1944 o Destacamento FEB, sob o comando do General Zenóbio, substituiu o II/370º Regimento de Infantaria americano e o 434º Batalhão de Artilharia Antiaérea, numa frente de 10 km, na região de Massaciuccole-Fitétole-Vecchiano. Foi o início de uma campanha marcada por dificuldades e sucessos conquistados com extrema bravura.

Terminado o conflito mundial, passou a dedicar sua atenção à Polícia Militar da FEB, unidade por ele formada para a guerra. Quando visitara na Itália o Quartel-General (QG) do Comando do V Exército Americano, o General Zenóbio se entusiasmara com a postura, a seriedade, a atitude e o decoro dos "MP" que compunham a guarda daquele QG. Começou a ser plantada a semente da nossa PE, idéia à qual se apegaria por toda a sua vida.

Quando promovido ao posto de General-de-Divisão foi nomeado comandante da Zona Militar do Leste (ZML) e 1ª Região Militar (1ª RM). Nessa ocasião, a 1ª Divisão Expedicionária estava sendo extinta, mas graças ao apelo feito ao General Dutra, seu antigo comandante na Revolução Constitucionalista, a Companhia de PE foi mantida, recebendo a denominação de 1ª Companhia de Polícia do Exército (1ª Cia PE).

Prestigiando a idéia do General Zenóbio, o então ministro da Guerra, General Canrobert Pereira da Costa, e todos os oficiais-generais do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, acompanhados de comandantes da área da ZML, comparecem ao quartel da 1ª Cia PE para assistir a uma demonstração de instrução militar dos primeiros policiais do Exército. O General Canrobert, ao final da cerimônia, disse ao General Zenóbio que não esperava uma demonstração de tão alto nível, sobretudo pelo pouco tempo de preparo dos soldados, o que viria a motivar a criação de outras unidades de PE nas demais regiões militares.

A PE começou a ser admirada pela população e a despertar o interesse da Marinha e da Aeronáutica, desejosas de criarem também as suas unidades de polícia.

Tamanho foi o prestígio da corporação que o Presidente Dutra escolheu o quartel da 1ª Cia PE para sede das comemorações do Dia da Vitória, em 1950. Naquele ano, acompanhado de todo o seu ministério e por políticos, oficiais-generais e autoridades, assistiu a uma demonstração especial de técnicas empregadas pela PE.

Era o justo prêmio e a consagração ao General Zenóbio, cuja vida confunde-se com a própria história da nossa Polícia do Exército.

FONTE:
Revista Verde Oliva - Fevereiro 2001

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