General Plínio Pitaluga
Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial

Comandante do Esquadrão de Reconhecimento

General Plínio Pitaluga, natural da cidade de Cuiabá, Mato Grosso, pertence à turma de 1934 da Escola Militar de Realengo, exerceu, na guerra, as funções de Subcomandante e Comandante do 1º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro). Foi promovido a Capitão em dezembro de 1944, na Itália. No período de 1952 a 1954, foi instrutor da Escola de Comando e Estado-maior do Exército. Em 1961, assumiu o comando do 13º Regimento de Cavalaria, em Jaguarão (RS). Em 1963, foi promovido ao posto de Coronel e, de abril de 1964 a abril de 1966, comandou o Regimento de Reconhecimento Mecanizado - R Rec Mec - no Rio de Janeiro. Em 1966, serviu no Gabinete do Ministro do Exército. Entre 1967 e 1969, exerceu a função de Adido Militar na Argentina e, 1968, foi promovido ao posto de General-de-Brigada. De 1969 a 1972, comandou a 4ª Divisão de Cavalaria (atual 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada - Brigada Guaicurus), sediada em Mato Grosso do Sul, passando em seguida para a reserva. Recebeu as seguintes medalhas e condecorações pela sua participação na Segunda Guerra Mundial: Cruz de Combate 1ª Classe, por ato de bravura individual; Medalha de Campanha; Medalha de Guerra; Estrela de Bronze (Estados Unidos); Cruz de Guerra com Palma (França); e Cruz ao Valor Militar (Itália). Foi reeleito várias vezes, para Presidente do Conselho Nacional das Associações dos Ex-Combatentes, função que exerceu até seu falecimento.

Todas as palavras que dissermos nesta última homenagem ao General Plínio Pitaluga não serão capazes de traduzir as emoções que sentimos. Queremos agradecer o valoroso exemplo que este homem deixa a todos nós e às novas gerações.

O General Pitaluga manteve, até o último instante, a coragem invulgar, a inteireza das suas energias intelectuais e morais, que lhe asseguram posição de liderança em todos os momentos da sua extraordinária trajetória.

O General que nos abandona ao fim da sua caminhada não deixará de ser lembrado como o ardoroso combatente da Força Expedicionária Brasileira, ativo, voluntarioso e consciente, a cuja inteligência e vocação para a ação e para o movimento foi confiada a importante tarefa de comandar o Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária na campanha da Itália, 2ª Guerra Mundial.

Herói do Exército Brasileiro. O General Pitaluga será lembrado com as mesmas lágrimas de saudade com que recordamos o sangue dos companheiros que tombaram no solo italiano; a bravura incomparável dos nossos infantes, a eficiência dos nossos artilheiros, a abnegação ímpar dos engenheiros, a dedicação e o sacrifício dos integrantes do Serviço de Saúde, o esforço ingente do pessoal de Comunicações e de Intendência, a assistência constante e valiosa dos capelães militares e, particularmente, a agressividade e coragem dos cavalarianos do Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado. Enfim, o General Pitaluga será sempre lembrado tal como recordamos de todos os que partiram daquela cruzada memorável.

Neste momento de extrema tristeza, quando a saudade começa a invadir nossos corações, queremos, em nome te todos os integrantes do Clube Militar, Clube ao qual vossa excelência tanto amou, prestar-lhe a derradeira homenagem!

Adeus Cavalariano Pitaluga! Adeus herói do Brasil!

FONTE:
Revista do Clube Militar - janeiro/fevereiro - 2003.


www.anvfeb.com.br

Copyright © 2000/2008 - www.anvfeb.com.br - Todos os Direitos Reservados.