![]() |
Sd
Paulo Stankevecz Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial 6º RI - Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga Caçapava - SP |
![]() |
|||||||||||||||||||||||||
|
Durante
a Segunda Guerra Mundial, no ano de 1944, cerca de vinte e cinco mil
soldados brasileiros foram enviados à Itália para auxiliar
o Exército dos Estados Unidos e parar o avanço das tropas
nazistas na Europa.
Segundo relatos
do ex-combatente, o Exército brasileiro se reuniu no Rio de
Janeiro/RJ para embarcar à Itália, em navios com camas
improvisadas com lençóis suspensos, amarrados pelas
extremidades. Muitas pessoas passaram mal durante a viagem. Paulo
Stankevecz auxiliou nos trabalhos da cozinha durante a travessia do
oceano.
Seguindo o plano traçado pelas forças aliadas, coube ao Exército brasileiro avançar sobre o território montanhoso dominado pelos alemães, correspondente à região de Monte Castelo e Castelnuovo. Missão ingrata, já que os alemães tinham maior campo de visão e de fogo por estarem na parte superior das montanhas, o que gerou a perda de muitas vidas brasileiras. No caminho em direção ao norte, na cidade de Porretta Terme, o ex-combatente perdeu um de seus amigos de guerra, Constantino Marochi, conforme relatou em uma entrevista:
“Eu cheguei a Porretta (Porretta Terme), também num local onde morreu Constantino Marochi, meu companheiro. Não lembro bem onde foi. Uma bomba estourou... Isto deu vontade de atacar, eu vi a morte dele... uma bomba de morteiro, ele era atirador de morteiro; eu estava levando comida e munição, os soldados trouxeram ele para a casa de um italiano, eles rezavam. Morreu também um paulista junto, não lembro o nome”.
Enquanto
serviu como motorista, Paulo Stankevecz voluntariamente se ofereceu
para servir de mensageiro na região da frente de batalha. Em
uma dessas viagens, passou com o seu jeep em uma mina terrestre, em
Castelnuovo, sendo ele e seu companheiro arremessados para fora do
veículo. Ambos conseguiram se salvar com vida.
O fascismo italiano
já tinha sido derrubado quando da chegada do Exército
brasileiro. Porém, alguns italianos ainda apoiavam o regime
de direita e se uniram aos alemães. Isso tornava muito maior
o perigo, pois o inimigo era, muitas vezes, desconhecido. Entretanto,
a maior parte dos italianos tinha uma relação amistosa
com os brasileiros, como acontece nos atuais dias.
A comida, muitas
vezes, era improvisada. Na maioria das vezes, a comida servida eram
latas de conservas (feijoada em conservas). O simples desejo de dormir
era impedido pelo medo de ser atingido pelo inimigo de combate. Por
isso, muitos soldados tinham que alternar, com seus parceiros combatentes,
no sono e na vigilância.
Após o fim da guerra, os soldados brasileiros tiveram alguns momentos de lazer antes de retornar para o Brasil, realizando passeios pelas cidades libertadas e conhecendo as principais localidades da parte norte da Itália. Alguns “Pracinhas”, incluindo o combatente Paulo Stankevecz, dirigiram-se para a região do Lago di Como, arredores de Milão. Ao tentarem adentrar na Suíça, foram impedidos de ingressar naquele país e tiveram que permanecer na Itália.
Ao retornar para o Brasil, Paulo Stankevecz voltou a viver em São José dos Pinhais/PR, na região de Curitiba/PR, e logo se casou com Madelena Luiza Hungarato Stankevecz, filha de italianos, nascida em 1931, com quem convive até os atuais dias. Deste casamento, tiveram oito filhos e dez netos.
Apesar de ter vivido os horrores da Segunda Guerra Mundial, sentindo frio e fome e presenciando, de forma impotente, a morte de companheiros brasileiros, foi uma experiência que certamente contribuiu para a vivência de mais de oitenta anos. FONTE: O
artigo já teve publicação na revista “Insieme”,
na edição de outubro/2008 (nº. da edição:
118)
EM ITALIANO Durante la Seconda
Guerra Mondiale, nel corso del 1944, circa venticinquemila soldati
brasiliani sono stati inviati in Italia per aiutare l'esercito statunitense
a bloccare l’avanzata delle truppe naziste in Europa. Secondo le dichiarazione
dell’ex-combattente, l’esercito brasiliano si riunì
a Rio de Janeiro/RJ per salire a bordo verso l'Italia, su navi con
letti improvvisati di lenzuoli sospesi, legati alle estremità.
Molte persone si ammalarono durante il viaggio. Egli contribuì
nei lavori della cucina mentre attraversavano l'oceano. Per seguire il piano delle forze alleate, l'esercito brasiliano doveva avanzare su un territorio di montagna controllato dai tedeschi, corrispondente alla zona di Monte Castello e Castelnuovo. Missione ingrata, dal momento che i tedeschi avevano un maggior campo di visione e di fuoco, perche erano posizionati sulle montagne, situazione che determinò la perdita di molte vite brasiliane.
Sulla strada verso il nord, nella città di Porretta Terme, Paulo perdette uno dei suoi amici di guerra, Costantino Marochi, come ha riferito in una intervista: "Sono venuto a Porretta (Porretta Terme), anche in un luogo dove morì Constantino Marochi, mio compagno. Non ricordo bene dove è sucesso. Esplose una bomba ... Questo mi diede la volontà di attaccare, vidi la sua morte ... causata da una bomba di mortaio, egli era tiratore di mortaio, io stavo prendendo cibo e munizioni, i soldati lo portarono a casa di un italiano e pregarono. Morì anche un paulista insieme, non ricordo il nome" Come autista,
Paulo Stankevecz si ofrrì come messaggero nella regione del
fronte di battaglia. In uno di questi viaggi, la sua jeep saltò
su una mina antiuomo a Castelnuovo, e lui ed il suo compagno furono
sbalzati fuori dal veicolo. Ma entrambi si salvarono.
Il fascismo era
già stato rovesciato quando giunse l’esercito brasiliano.
Ma alcuni italiani ancora sostenevano il regime di destra e si unirono
tedeschi. Questa circostanza creò ancora più pericoli,
perché il nemico era spesso sconosciuto. Tuttavia, la maggior
parte degli italiani ebbe un cordiale rapporto con i brasiliani, come
ai giorni nostri. Il cibo era spesso
improvvisato. Nella maggior parte dei casi, era in lattine di conserve
(feijoada a lunga scadenza). Il semplice desiderio di dormire era
impedito dal timore di essere colpiti dal nemico. I soldati facevano
i turni con i compagni per chi dormiva e chi faceva la guardia. Dopo la fine della guerra, i soldati brasiliani ebbero anche momenti di tempo libero prima di tornare in Brasile, potendo fare gite nelle città liberate e conoscendo le principale città della parte settentrionale d'Italia. Alcuni "pracinhas", tra cui Paulo, andarono verso la zona del Lago di Como, vicino a Milano. Ma volendo visitare la Svizerra, vennero bloccati al confine dovendo così rimanere in Italia.
Tornato in Brasile, Paulo Stankevecz tornò a vivere a São José dos Pinhais / PR, vicino a Curitiba / PR, e più tardi si sposò con Madelena Luiza Hungarato Stankevecz, figlia di italiani, nata nel corso del 1931, con la quale tuttora vive. Da questa unione sono nati otto figli e dieci nipoti.
Nonostante aver vissuto gli orrori della Seconda Guerra Mondiale, le sensazione di freddo, fame e testimoniato, impotente, alla morte dei compagni brasiliani, fu un'esperienza che certamente fa parte dei suoi ottanta e passa anni di vita.
|
|||||||||||||||||||||||||||