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Natural
de Simão Pereira - MG
UNIDADE:
III/11° Regimento de Infantaria
POSTO DE GRADUAÇAO:
Soldado. Retornando ao Brasil, foi licenciado e reassumiu suas atividades
civis.
CONDECORAÇÕES:
Medalhas de Campanha
Cruz de Combate de 2ª Classe.
Entrevistado por um membro da Diretoria da ANVEFEB –
Juiz de Fora.
UM ACONTECIMENTO QUE FICOU GRAVADO EM SUA MEMÓRIA
Tomei
parte nos combates a Monte Castelo, fiz inúmeras patrulhas, participei
do combate a MONTESE e da perseguição ao inimigo através
do Vale do Pó. Enfrentei o mal tempo na região dos Apeninos,
isto é, a chuva, a lama, a neve e o frio intenso; senti como
todos os componentes da FEB, a saudade da Pátria e da família;
vibrei de contentamento quando recebia cartas; vi tombar mortos ou feridos,
vários companheiros, e, convivi com os habitantes de várias
regiões da Itália. Muito poderia contar sobre o que vi
e observei. Mas a verdade é que não sei por onde começar.
Mas, como tenho que falar sobre um acontecimento que ficou gravado em
minha memória, vou contar os acontecimentos de uma Patrulha que
tomei parte, na noite de Natal, do ano de 1944, no período das
21 às 24 horas.
Havia nevado durante toda a noite anterior e também durante o
dia e o solo estava coberto de neve. Caminhando sobre aquele imenso
tapete branco, com as casas e as árvores cobertas por uma camada
de neve, tive a impressão de que estava reconhecendo aquele panorama.
Veio, então, a minha memória, a lembrança dos cartões
postais de Boas Festas e Ano Novo. Com paisagens semelhantes aquela
que estava vendo.
Enquanto ia caminhando, deixando a marca de minha galocha por onde passava,
permiti que a minha mente projetasse sobre aquele imenso tapete branco,
a figura do PAPAI NOEL, em sua carruagem puxada por renas transportando
brinquedos para as crianças deste pobre país, sacrificado
pela desumanidade de uma guerra...!!!
A nossa missão naquele dia foi cumprida. A patrulha retornou
sem acidentes.
Para mim aquele serviço foi um passeio, naquela noite fria, sobre
aquilo que conhecia através de cartões postais: a neve.
Retornando aos nossos abrigos, enquanto, me aquecia na lareira, eu pensava:
FELIZMENTE NO BRASIL NÃO HÁ GUERRA.
FONTE:
Do livro "Histórias de Pracinhas" Contadas por eles
mesmos
Autor: Vet Maj Álvaro Duboc Filho
Matéria
gentilmente enviada por
Zenaide Duboc
Filha do Vet Maj. Álvaro Duboc Filho
(Colaboradora do site)
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