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Monumento
aos Ex-Combatentes Nuporanguenses |
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Como previsto, a passeata Cívica teve o seu início nas escadarias da Prefeitura Municipal, percorrendo as Ruas Bernardino Pereira da Silva, Sete de Setembro e Espírito Santo. Presentes na passeata: um dos homenageados, Dr. José Aleixo Irmão, o Ten. Cel. Antônio de Paula, do Alto Comando da Polícia Militar de Ribeirão Preto; Sr. Afrânio João Gera, Prefeito Municipal; Paulo Afonso Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal, autoridades policiais e centenas de populares.
Com acordes da Banda da Polícia Militar de Ribeirão Preto, um grupo de cinquenta atletas e professores de Educação Física chegaram liderados pelo Professor Luís Antônio Fleury Guedes (Tota), que conduziu o fogo simbólico até à pira. no Monumento. Seguiu-se a execução do Hino Nacional e o hasteamento do Pavilhão Nacional da Bandeira Paulista e da Bandeira Municipal, pelos Srs. Afrânio João Gera, Paulo Afonso Ribeiro e Ten. Cel Antônio de Paula, respectivamente. Falaram os Senhores: Olavo Aleixo de Paula, redator do Jornal Estância de Nuporanga e autor do projeto (Lay Out); senhor Antônio Ferreira Viana, Vereador; Professor Reinaldo Aleixo de Paula; Ten. Júlio Conceição, Vice Presidente da Força Expedicionária Brasileira, região de Ribeirão Preto; o soldado homenageado, Voluntário de 1932, Dr. José Aleixo Irmão e o Sr. Afrânio João Gera. No prosseguimento, houve o toque de silêncio, numa homenagem aos soldados falecidos. No descerramento da placa, com a presença dos Voluntários de 32, Dr. José Aleixo Irmão e José Francisco Marcolino, a Banda da Polícia Militar, sob o comando do Ten. Négri, executou o Hino Nacional de Nuporanga, com mais de 30 crianças previamente ensaiadas pela Professora Marina Célia de Fiqueiredo Gera. Para a posteridade ficarão as fotos tiradas por familiares dos homenageados e os discursos repassados de civismo que ora publicamos.
Exmo.
Sr. Prefeito Municipal Exmo.
Sr. Presidente da Câmara Municipal Exmo.
Sr. Dr. Paulo César Gentile Tenente Coronel Antônio de Paula, do alto Comando da Polícia Militar, sede de Ribeirão Preto. Demais
autoridades Civis, Militares, Eclesiásticas. Acabamos de presenciar um espetáculo de civismo, da maior relevância, quando toda uma população, numa verdadeira passeata cívica, se reúne diante deste Monumento, erguido em homenagem aos nossos soldados da Revolução Constitucionalista de 1932 e da Força Expedicionária Brasileira, de 1945. Sem dúvida para nós, um ato histórico para Nuporanga. Os nossos atletas menores acabaram de acender a pira do Monumento, que muito representa a chama viva daquele amor cívico pela Pátria que foi despertado nos corações desses soldados que defenderam a legalidade do país e a liberdade de um mundo democrático e livre. Nossas bandeiras apontando para o infinito, eleva a nossa mente para aquele que lá estão. É uma homenagem significativa a esses abnegados homens que partiram de nossa cidade com destino aos campos de batalha, para defender o que de mais alto e digno possa existir: defender a sua Pátria, a nossa cidadania. Já são passados dois anos, quando em agosto, setembro e outubro de 1989, lançamentos através do jornal Estância de Nuporanga, e aí conclamávamos a todos os cidadãos nuporanguenses ou não, filhos ou netos, para nos fornecer os nomes para a homenagem. Tendo recebido todo o respaldo das autoridades no Município, a Lei foi aprovada pela Câmara e nosso DD. Prefeito Municipal Sr. Afrânio João Gera, aderindo de corpo e alma ao projeto, ordenou a sua execução. A ele pelo seu ato patriótico e calor cívico, devemos a nossa Praça. A população de sua terra e familiares dos homenageados, hipotecam-lhe o mais sadio reconhecimento e gratidão. Os nossos agradecimentos à firma Oimasa que nos presenteou com todos os bancos da praça; ao Dr. José Ângelo Borsato, engenheiro civil que deu toda a cobertura técnica do projeto e a sua execução; aos pedreiros Vitor, Celso e Agenor, tendo este útimo trabalhado com carinho na bandeira Paulista, sob o Monumento. Nossos agradecimentos à Polícia Militar, tendo à frente o seu comandante Sargento Selmo, que desde o primeiro momento, mostrou grande interesse e não mediu esforços para que hoje se tornasse uma realidade bastante cívica e patriótica para a nossa cidade. Ao seu comando ficará a guarda do nosso monumento. Agradecemos tanbém ao Alto Comando da Polícia Militar de Ribeirão Preto, na pessoa do Ten. Cel. Antônio de Paula, que, demostrando todo o interesse, filho de nuporanguenses, quis aqui devotar todo o seu carinho, trazendo-nos a Corporação Musical, a Banda da Polícia Militar de Ribeirâo Preto, para maior brilhantismo das festividades. Nossos Agradecimentos aos professores de Educação Física e aos atletas, que conduziram até o Monumento, o fogo simbólico, com as crianças, representando as diversas modalidades esportivas, tendo à frente o nuporanguense "Tota", professor Luís Antônio Fleury Guedes, que resentemente chegou da Suécia e Finlândia, onde prestou serviços chefiando os alunos do Colégio São Luís, de São Paulo, do qual é professor de Educação Física. De um modo muito especial ao conterrâneo Sr. Itagyba Otoni da Silva, por sugestão sua e por nós acatada, a estender a homenagem aos soldados que participaram da FEB - Força Expedicionária Brasileira, uma lembrança muito bem colocada. Neste Momento, é muito salutar agradecermos à Divina Providência, Termos em nosso meio e aqui presente. como testemunhas das homenagens aqui prestadas, ao lado dos nomes dos seus irmãos, colegas e amigos, os soldados Dr. José Aleixo Irmão e José Francisco Marcolino, que viveram toda a epopéia nos idos de 32. Unidos, como nos campos de batalha hoje estão todos seu nomes inscritos para a posteridade. Sirvam de exemplo à nossa juventude e a todos os cidadãos nupoganguenses. São eles: Etelvino
Borges Aqui estão agrupadas como unidas estavam quando partiram, as famílias: Borges, Barbosa da Silva Aleixo, Ambrósio, Marcolino, Teodoro de Lima, Dernovsek, Ramos Brandão, Gomes, Rodrigues, Justino de Souza, Pereira, Leopoldino, Ferreira Martins e Jeremias. Nuporanga fecha, hoje, um ciclo da sua história. Nossa cidade ficará lembrada pelos nossos heróis, nesta praça. Aqui estará, sempre, a lembrança de que, alguém com muito civismo, muito calor pela Pátria, como a chama dessa pira, partiu para um ideal que todos nós devemos ter na vida: o de servir! O de servir na hora precisa e sem covardia! (*) Presentes às cerimônias. Fonte: Transcrito do Jornal Estância de Nuporanga, Nº 40, datado de 1º de outubro de 1991. Gentilmente enviado pelo Sr. Olavo Aleixo de Paula, Jornalista redator do Jornal e responsável pelo Patrimônio Cultura da Cidade.
Site: www.nuporanga.sp.gov.br |