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14 de abril de 1945 BATALHA DE MONTESE 64º Aniversário |
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Começava naquele 14 de abril o fim da guerra na Itália. As melhores forças dos V e VIII Exército convergiam sobre Bolonha e, depois, veriam quem primeiro chegaria ao Passo de Brenner. O
I/11º Regimento de Infantaria ia se constituir como a Unidade
mais à esquerda do dispositivo de ataque, cabendo-lhe por missão: Cobrir o ataque do III/11º Regimento de Infantaria (Batalhão Cândido), conquistando inicialmente Montese e, posteriormente, cota 726. Depois de atingir e ocupar a região de 747, ligando-se a Montese e à cota 931 (W de Monteforte) Ficar em condições de iniciar o aproveitamento do êxito na direção de Montespecchio, lançando reconhecimento até Riva di Biscia. Pela missão recebida vemos que os altos comandos não acreditavam em grandes reações alemãs em nosso setor. Como estavam enganados! Matéria copiada do site www.com.br. Durante a segunda parte da noite de 13 para 14, o I/11º Regimento de Infantaria entrou em linha na região do ponto cotado 783 (N de Monteforte), região das casas ao N de Maserno e cotas 806 e 808. Às 06:00 horas do dia 14 o dispositivo do Batalhão estava executando, em condições de cobrir o flanco W contra qualquer ação inimiga vinda de W e NW.
Às 10:15 horas, após preparação da artilharia, a 2ª Companhia lançou seu reconhecimento na direção de Montaurígola, encosta S de Montese. O reconhecimento foi fortemente hostilizado pelas resistências inimigas das encostas SE de Montese e por fortes bombardeios da artilharia e morteiros na baixada, entre Montaurígola e Montese, não podendo progredir. Às 11:07 horas o reconhecimento estava detido junto a um campo minado, com apresentação de muitas baixas, cujo sucesso da evacuação se deu, uma vez mais, graças à audácia, arrojo e amor ao próximo revelados pelo Dr. Yvon e sua equipe de padioleiros, auxiliado pelo Tenente Dentista Ruy Lopes Ribeiro, também terceiro-anista de medicina. Às 13:25 horas, após forte preparação de artilharia e morteiros, a 2ª Companhia partiu para o ataque, com os pelotões dos Tenentes Ary Rauen e Iporan Nunes de Oliveira, em busca de seus objetivos. O inimigo desencadeou então terrível barragem de fogos de Infantaria e Artilharia entre as encostas S de Montese, suas orlas L e a base de partida (Montaurígola), conseguindo deter a ação do Pelotão Ary Rauen, que teve seu heróico comandante ferido mortalmente na cabeça, quando tentava neutralizar uma incômoda “lurdinha” que barrava o avanço de seu pelotão e causava grandes baixas em seu efetivo, cujos remanescentes ficaram detidos, sem se moverem, em meio a terrível campo minado. Tomando conhecimento das pesadas baixas ocorridas naquele Pelotão, o Dr. Yvon, acompanhado do Tenente Ary, de padioleiros e do 1º Sargento Alfeu, sargenteante de minha Companhia e que se apresentara como voluntário, iniciaram sua longa e perigosa caminhada, cortada de campos minados e varrida incessantemente pelo fogo alemão, em busca daqueles elementos, até alcançar estreita e rala ravina, entre Montaurígola e faldas de Montese, quando foram também detidos por fortes rajadas de “lurdinha”, morteiros e artilharia. Logo explodiu uma granada sobre o padioleiro Geraldo Baeta da Cruz, de nossa Seção de Saúde, que morreu no mesmo instante. Quando tentavam retroceder, outra granada matou o Soldado José Varela e feriu a Eduardo Gomes dos Santos, ambos padioleiros, vindo este também a falecer, horas depois, devido ao forte deslocamento de ar de uma explosão próxima, já que estava muito debilitado por prolongada perda de sangue. Em socorro desses homens seguiram o Dr. Yvon, o Tenente Ruy e o ordenança Demerval, logo caindo num campo minado, que os cercava completamente, bem debaixo do nariz do “tedesco”, pelo que permaneceram imóveis, aproveitando ao máximo a proteção do terreno, isto durante umas três longas e ansiosas horas. Neste local, a explosão de uma mina feriu mortalmente o Tenente Ruy, atingindo em sua fronte esquerda, com pequena perda de massa encefálica, ficando inconsciente, em estado muito grave. Na Ocasião, foi também ferido o Soldado conhecido como Mussolini, do Pelotão Ary Rauen, que viera ter até eles. O Sargento Alfeu foi o único que conseguiu retrair-se para um lugar seguro, após dirigiu-se ao PC do I/11º Regimento de Infantaria, aonde chegou muito nervoso, dizendo que toda a equipe, inclusive o Dr. Yvon, havia sido aniquilada. Não conseguindo conter-me, tão bons amigos nela se encontrava, apoderei-me de um jipe e, desobedecendo ordens do Major Lisboa, tomei a direção de Montese, por estrada perigosa e terrivelmente batida, em busca de saber o que realmente acontecera. Na estrada, alguns italianos começavam a sair de seus abrigos e vendo-me na direção daquele jipe, começaram a gritar: “Liberatori! Liberatori!”. Num ponto da estrada encontrei-me com o Yvon, que finalmente conseguira sair do campo minado com seus homens, já que diminuíra a ação inimiga naquela região. Revi o Ruy sendo colocado num jipe adaptado para o transporte de macas com feridos, sangue e espuma saído de sua boca, dando para se ver que o ferimento era mortal. Lembrei-me das malhas que ele conseguira em uma de suas idas à retaguarda, para que jogássemos escondidos das vistas inimigas. Visualizei os traços de sua esposa, cujo retrato me havia mostrado. Um bravo cuja verdadeira função era tratar de doentes, bem atrás das primeiras linhas. Matéria copiada do site www.com.br. Enquanto os acontecimentos acima de sucediam, o Pelotão Iporan desaparecera de nossas vistas. Em determinado momento, o Tenente Coronel Mamede informou ao Major Lisboa que dois Grupos de Artilharia iam concentrar seus fogos sobre Montese, para ver se com isso conseguiriam diminuir a forte resistência alemã e que a situação de toda a Ofensiva não era boa, sem resultados positivos em nenhuma das Divisões empregada. Ignorava-se portanto que o Pelotão Iporan, num aproveitamento perfeito do terreno. Já lutava na entrada da cidade, com absoluto êxito. Matéria copiada do site www.com.br. Logo após, informava o Tenente Iporan ao seu comandante de Campanha, o bravo Capitão Sidney Teixeira Álvares, que entrara em Montese e que suspendessem qualquer tiro sobre a cidade, mas foi de tudo impossível sustar mais um bombardeio, que o valente Iporan recebeu como um “presente” da tropa amiga. Outros elementos foram lançados em suas pegadas, inclusive o nosso Pelotão Especial. Às 18:00 horas Montese estava em nosso poder. Matéria copiada do site www.com.br. Mas, objetivando dar maior realce à história viva que estamos procurando transmitir, vamos deixar que o próprio Iporan, em sua simplicidade, nos conte como conseguiu realizar tão admirável feito:
“Às 12:00 horas, bastante preocupados com a possibilidade de recebermos tiros pela retaguarda, oriundos de Montaurígola, saímos para o ataque. Mal o Pelotão transpôs, em linha, a crista, partiram de Montese foguetes de sinalização, com estrelas vermelhas, denunciando nosso ataque. A tropa ultrapassou os pontos mais elevados com grande rapidez, facilitada, em muito, pelo terreno íngreme. Após o Pelotão ter vencido um terço da elevação, sua retaguarda foi batida por densa e compacta barragem de artilharia, que cortou o fio telefônico em vários pontos e colocou fora de combate um soldado da equipe de minas e outro de saúde. No terço inferior da elevação, aproveitando-se de uma estrada carroçável, que oferecia boa proteção, o Pelotão reajustou o seu dispositivo e lançou à frente o 3º Grupo de Combate (Sgt Celso Racioppi), os outros dois GC apoiaram o seu avanço, trocando tiros esparsos com as primeiras resistências inimigas, mal definidas no terreno. O 3º Grupo, após um pequeno deslocamento, pára e assinala a existência de minas. O Comandante do Pelotão, ao chegar ao ponto assinalado pelo Sargento, constatou, com satisfação, que não se tratava de um campo minado, e sim de “booby-trap” (armadilhas), ligados a minas anti-pessoais. Neutralizamos pessoalmente as minas, pois conhecíamos tecnicamente o manuseio daqueles artefatos. Mandamos o 3º GC continuar a progressão, ao mesmo tempo em que determinamos o avanço do 2º GC (Sgt José Mathias Jr.), passando a marchar com este. Matéria copiada do site www.com.br. O Grupo mais avançado começou a galgar as elevações de Montese, favorecido pelo terreno, que se assemelhava a uma grande escada, ao chegar ao topo, o Grupo foi detido por fogos oriundos das resistências colocadas na frente de uma casa de grande porte. Matéria copiada do site www.com.br. Juntamo-nos ao Grupo para estudarmos a situação, quando constatamos que as posições inimigas distavam cerca de 150 metros e que o espaço que nos separava era formado por uma espécie de bacia, com encostas suaves e vegetação rasteira. Determinamos, então, ao Comandante do Grupo de Combate, manter a posição, apoiar o avanço do 2º GC, que seria empregado à esquerda, o que se processou, enquanto o 1º GC (Sgt Rubens) foi puxado para frente. Matéria copiada do site www.com.br. Naquela oportunidade, o Pelotão tinha perdido toda a ligação com a Companhia, o telefone não funcionava por ter os cabos rompidos pelos tiros da artilharia inimiga, o rádio deixou de captar e transmitir as mensagens, devido a distancia e ondulações do terreno e, ainda, não havíamos conseguido estabelecer nenhuma ligação com o Pelotão Ary Rauen, que deveria estar atuando à direita. Matéria copiada do site www.com.br. Preocupados com a falta de comunicação, enviamos um mensageiro ao Comandante da Companhia, dando ciência da nossa posição e da situação. Matéria copiada do site www.com.br. O segundo GC empregado teve o seu avanço sustado por fogos oriundos do flanco direito da casa mencionada e de duas outras colocadas à esquerda, sua situação era análoga ao do outro anteriormente detido, ou seja, no topo das escadas, separados do inimigo por curta distancia, tendo de permeio um terreno limpo. Competia ao Comandante do Pelotão empregar o último grupo. Naquela situação difícil, passaram pela nossa mente algumas aulas de tática ministradas na Escola Militar de Realengo, pelo então Major Humberto de Alencar Castelo Branco, recordamo-nos também do ataque a Monte Castelo, em 12 de dezembro de 1944, quando um Pelotão de nossa companhia entrou em terreno limpo na região de Abetaia e foi surpreendido pelo inimigo, caindo o Tenente prisioneiro e sofrendo o Pelotão pesadas baixas. Em face destas meditações, não nos apressamos em acionar o último Grupo, único trunfo que nos poderia levar à vitória. Procuramos estudar meticulosamente o terreno e o inimigo, chegando à conclusão que atuando mais à esquerda, aumentaríamos as possibilidades de sucesso, porque os “degraus das escadarias” prolongavam-se quase junto a duas casas da esquerda. Matéria copiada do site www.com.br. Após os reconhecimentos, determinamos o avanço do último GC, sob o comando do Sargento Rubens. Para ficarmos com as nossas atenções inteiramente voltadas ara a ofensiva deste Grupo, determinamos, previamente, que o 2º Sargento Auxiliar Nestor da Silva, comandasse o apoio de fogos dos detidos, em proveito do ataque, inicialmente a progressão foi feita com relativa facilidade, mas, à proporção que se aproximava das casas, diminuía o seu impacto, consta4amos, em dado momento, que o ataque estava praticamente parando, resolvemos então, impulsioná-lo pessoalmente, deslocando-nos para frente, passando a atuar qual um Comandante de Grupo. O Sargento ponderou, achando que o Tenente estava fazendo “loucuras” mas passou a atuar com mais energia e denodo, avançávamos, ouvindo o pipocar das granadas de mão dos alemães, que explodiam nas proximidades. Matéria copiada do site www.com.br. O Grupo em ação, com o Tenente à testa, quando se aproximava do topo das escadarias do terreno, cerca de 40 metros das duas casas e se preparava para tomar o dispositivo para o ataque, recebeu inesperada e surpreendentemente um denso bombardeio da nossa artilharia, que o envolveu, juntamente com o inimigo. Num relance de vista, verificamos que não houve nenhuma baixa. Então bradamos: “Avante! Às casas!”. O Grupo atingiu as posições inimigas, enquanto não havia se dissipado a fumaça da Artilharia, os alemães permaneciam no fundo de seus abrigos, quando os nossos ultrapassaram as suas posições, sabiamente camufladas. Tentaram, então, reagir, mas foram postos fora de combate. O Comandante do Pelotão procurou, imediatamente, reconhecer o terreno em frente e, quando o fazia, foi metralhado de uma das janelas laterais da casa grande, não sendo atingido, mas tendo a sua calça chamuscada. Matéria copiada do site www.com.br. Para fugir dos tiros, saltou para o interior de uma casa ou, mais precisamente, ficou equilibrado na soleira da porta, não podendo penetrar no seu interior porque o piso da mesma havia sido destruído dor tiros da artilharia, logo a seguir, viu um combatente passar correndo a sua frente, o que lhe fez esquecer o perigo e sair em sua perseguição, quando constatou que não se tratava de um alemão, mas sim de um brasileiro, que também estava escapando da metralhadora inimiga. Após penetrarmos nas linhas inimigas, conseguimos restabelecer as ligações pelo rádio com o Comandante da Companhia, o qual foi informado de que havíamos introduzido uma cunha na defesa adversária, mas que a situação era critica, pois recebíamos tiros de armas tensas pelos dois flancos, o Capitão Sidney prometeu mandar um Pelotão de fuzileiros, para nos reforçar. O fato de o nosso Pelotão ter sofrido bombardeio da nossa própria Artilharia, foi explicado pelo General Delmiro Pereira de Andrade, Comandante do 11º Regimento de Infantaria, no seu livro “O 11º Regimento de Infantaria na II Guerra Mundial” do modo seguinte: Matéria copiada do site www.com.br. As 2ª Companhias estavam sendo bastante hostilizada nas encostas S de Montese. O Pelotão mais avançado tem várias baixas, inclusive seu Tenente. Matéria copiada do site www.com.br. O S/3 do RI informa ao Comandante do I Batalhão que uma concentração de dois Grupos de Artilharia ia ser desencadeada sobre as resistências de Montese. Matéria copiada do site www.com.br. Uma mensagem urgente às 14 horas, do Capitão Sidney, Comandante da 2ª Companhia, informa que o Tenente Iporan entrara em Montese sob terrível bombardeio e que suspendesse imediatamente a concentração que havia começado momentos antes. Um mensageiro enviado pelo Tenente Iporan informava ao seu Comandante de Companhia a sua verdadeira situação, isto é, que havia atingido o seu 1º objetivo: Montese. Matéria copiada do site www.com.br. Realmente o mensageiro, Sd Melo, vencendo sozinho inúmeras dificuldades, conseguiu fazer chegar, numa boa hora, a mensagem do Comandante de Pelotão ao Comandante da Companhia, da qual resultou na sustação do bombardeio, que há poucos minutos havia iniciado sobre o nosso Pelotão. Matéria copiada do site www.com.br. Rompidas as defesas, os GC foram levados para frente e empregados na consolidação da posição conquistada e nos ataques aos flancos inimigos, que e processou com dificuldades, ou seja, em pequenos grupos de soldados, que galgaram as elevações por lanço, para fugirem aos tiros da artilharia inimiga que, postada no nosso flanco esquerdo, começou a atirar logo após termos conquistado a posição. Esta arma nos causou uma baixa fatal. Matéria copiada do site www.com.br. O 2º GC, logo após juntar-se ao primeiro, e empregado para dominar as resistências que hostilizavam o nosso flanco direito, isto é, a instalada em frente a casa grande, que foi a primeira a nos deter. Este Grupo, postado em situação favorável, atirando de curta distancia sobre um abrigo onde se havia localizado uma metralhadora inimiga, fez com que os seus dois ocupantes levantassem um lenço branco, para logo em seguida se entregarem e as resistências silenciaram, possivelmente com a fuga dos demais defensores. O 1º GC foi empregado, logo a seguir, para os “tedescos” que hostilizavam o nosso flanco direito. Depois de uma luta demorada, em que se conquistou o terreno palmo a palmo, conseguiu no final do dia dominá-los, fazendo os mesmos se retraírem, após sofrerem algumas baixas. Matéria copiada do site www.com.br. No desenrolar desta peleja, foi digna de louvor a atuação do Comandante de Grupo, Celso Racioppi, que, ferido, ocultou o ferimento e prosseguiu na refrega. Matéria copiada do site www.com.br. Quase ao cair da noite, o Tenente Iporan determinou a um cabo que, com um grupo de cinco soldados, efetuasse uma limpeza na casa grande e seus arredores, para certificar-se não haver algum soldado inimigo onde havíamos feito dois prisioneiros, cerca de uma hora após, o Comandante foi verificar a sua execução, quando encontrou o cabo e seus comandados, em frente a porta da casa, num “bate-papo” bem brasileiro, como se estivesse bem longe da guerra. Naquela oportunidade perguntamos ao cabo se havia efetuado a limpeza, como havia sido determinado, tendo o mesmo respondido afirmativamente e que não havia encontrado nada de anormal, tendo em vista a resposta, o Tenente Comandante retornou com o destacamento para juntar-se aos demais. O Tenente Iporan, logo após ter rompido as defesas inimigas, manteve-se numa posição central, com uma reserva na mão, a espera de um contra-ataque, que felizmente, não se deu. Cerca
das 19 horas, o Capitão Sidney, à frente dos remanescentes
da Companhia, e ainda, reforçado por um Pelotão de fuzileiros,
juntou-se ao Pelotão que se encontrava em Montese, o Capitão,
logo após inteirar-se da situação, à testa
de alguns homens, procurou entrar em ligação com uma
tropa amiga, nas proximidades do 3º Pelotão, mas não
conseguiu. Na noite de 14 para 15 de abril, Montese, não obstante encontra-se sob o domínio das tropas brasileiras, abrigava em seu seio um número elevado de soldados inimigos, o que não impediu a artilharia alemã de desencadear sobre a cidade, naquela noite, cerca de 2.800 tiros, ou seja, uma média de quatro tiros por minuto. Matéria copiada do site www.com.br. Na manhã do dia 15, ainda debaixo de intenso fogo da artilharia alemã, a tropa brasileira ultima a limpeza da cidade, tendo sido feitos vários prisioneiros. Matéria copiada do site www.com.br. O 6º Pelotão de engenharia, comandado pelo Tenente Almir Miguez Vinhaes, que se encontrava em apoio a nossa Companhia, em missão de limpeza, fez sete prisioneiros, na casa grande, que foi vistoriada, no dia anterior, pelo cabo. Como coroamento da missão, tivemos oportunidade de prender pessoalmente dois soldados artilheiros alemães que se encontravam no interior da torre de Montese. Matéria copiada do site www.com.br. A captura destes inimigos se efetuou do seguinte modo: Matéria copiada do site www.com.br. Penetramos com alguns soldados, no pátio todo murado que dá acesso à torre e outras edificações, enquanto alguns vistoriavam outras dependências, o Comandante do Pelotão, acompanhado de um soldado, subiu uma rampa, que tem no seu topo a entrada da torre e, na ocasião, estava com a porta entre aberta, então o Comandante dá um violento pontapé na mesma e penetra impetuosamente para seu interior, armado com uma carabina ponto 30, dando de cara, a menos de três metros, , com dois soldados alemães que, surpreendidos, entregaram-se imediatamente, sem esboçar nenhuma reação. Foi nesta época que o Major Lisboa Resolveu organizar um Pelotão Especial, constituído de praças escolhidos por suas ações anteriores e que após a Tomada de Montese iria receber, do General Mascarenhas de Moraes, magnífica Citação de Combate, conforme veremos mais adiante. Matéria copiada do site www.com.br. O Major Lisboa escolhera o bravo, destemido e impressionante Sargento Max Wolff Filho para comandar este conjunto de soldados maravilhosos, que logo passou a ser chamado de “Pelotão SS”, num reconhecimento ao valor combativo das célebres tropas germânicas de igual designação. Procurou-se, de imediato, arregimentar seus integrantes entre aqueles que, nas diferentes Subunidades do Batalhão, mais se tinha destacado em ações de patrulha, principalmente. Ao ser indicado por Wolff um determinado soldado, travamos o seguinte diálogo: Matéria copiada do site www.com.br. - Mas, Wolff, esse soldado não é um nordestino, tipo total do opilado, desajeitado, que, aliais, eu quis deixar no Capistrano? - É esse mesmo, Capitão. Já saiu comigo em várias patrulhas, sempre voluntário e é muito bom soldado. - Ora, este assunto você conhece melhor do que eu, portanto, vamos deixar o “Jeca Tatu” no Pelotão. Guardem estes nomes. Pelotão Especial 3º
Sgt Matias Júnior Sd
Wagner Costa e Silva Sd
José Mário Ribeiro Sd
Sergílio Joaquim de Souza Sd
Benedito Gardino Sd
Sebastião Augusto Ferreira Sd
Sérvulo Gomes da Silva Sd
João Caetano Coura Sd
Armindo Cetto Sd
Raul Constâncio Ferreira Sd
Durval José de Souza Sd
Antônio Manoel Raimundo Sd
Afonso Inácio da Cruz Sd
Benedito Vitalino Sd
Waldemiro Militão da Costa Sd
Pedro Silva Sd
Florival Alves Pereira Soldado
Miguel Arcanjo Sd
Pedro Nogueira Sd
Jesualdo Cruz Sd
Luiz Moura Palavras
do General Mascarenhas de Moraes
Durante a limpeza do casario de Montese viu-se sair de um buraco um loiro e enorme “Fritz”, era o “Jeca Tatu” dói Pelotão SS. E, atrás dele, um opilado nordestino, que como estranhassem não ter ele desarmado o prisioneiro, ele logo retrucou, em seu pausado linguajar: Matéria copiada do site www.com.br. - É ... deixei o “alemãozão” armado de propósito ... pois assim ele pode tentar fugir ... e ai ... zás ... eu dou cabo deste filho da peste ... e vou buscar outro. Matéria copiada do site www.com.br. Desculpe-me, soldado, cujo nome infelizmente não guardei, por ter querido deixa-lo no Morro do Capistrano ... mas a arma do “alemãozão” foi por mim doada ao Museu da Casa da FEB. MatGENERAL CRITTENBERGER
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