Academia
de Estudos de Assuntos Históricos |
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Era um homem de forte personalidade e muita energia. Depois de ter assentado praça voluntariamente, em 1841, recebeu seguidas promoções por méritos: em 29 de julho de 1852, foi promovido a alferes e, em 1860, com menos de vinte anos de serviço, alcançou o posto de tenente. No dia 28 de dezembro de 1864, o Tenente Antônio João, então comandante da Colônia Militar de Dourados, tomou conhecimento da aproximação de uma força inimiga, de aproximadamente 300 homens, durante a Guerra da Tríplice Aliança. Determinou, então, que os poucos habitantes se retirassem para lugar mais seguro, permanecendo na Colônia com pequeno efetivo para resistir à invasão. Informou os superiores sobre a situação por meio de bilhete escrito a lápis que continha a frase que se tornaria imortal – “Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria”. No dia seguinte, as forças inimigas atacaram Dourados. Intimado a render-se, o Tenente Antônio João optou por combater e sacrificar a própria vida. Antônio João, que honrou o Corpo de Oficiais do Exército Imperial, foi militar exemplar, simples, forjado na dureza das lides castrenses. A Instituição reconheceu seus méritos tornando-o Patrono do Quadro Auxiliar de Oficiais. Agradecimento:
Sinto-me honrado por ter sido agraciado com a Medalha
Tenente Antônio João,
importante comenda criada por esta Academia. Expresso os meus sinceros
agradecimentos pela outorga desta honraria. |
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