NAVIOS TORPEDEADOS

DATA
NAVIO
COMANDANTE
SUBMARINO
MORTOS
SALVOS
RESUMO DO OCORRIDO
22.03.1941
Taubaté
Desconhecido
Ataque Aéreo
1
13
Foi o primeiro navio brasileiro a ser afundado. Navegava com destino a Alexandria transportando mercadorias e passageiros. É metralhado por um avião alemão no Mediterrâneo. Morre 1 tripulantes e 13 são feridos. Neste episódio morre o primeiro brasileiro no conflito, numa situação ainda de neutralidade do nosso país. O conferente Fraga foi morto no passadiço, vítima de rajada de metralhadora alemã.
14.02.1942
Cabedelo
Pedro Veloso
da Silveira
Da Vinci
54
-
Navio mercante de 3.557 toneladas, pertencente ao Loyd Brasileiro, partiu da Filadélfia, U.S.A, com destino ao Brasil. Ao largo das Antilhas, cruza com o submarino Italiano, comandado pelo Cap. Longanesi-Catani. Não houve sobreviventes. A tripulação brasileira era composta de 54 homens.
16.02.1942
Buarque
José Joaquim Moura
U-432
1
64
Navio mercante de 5152 toneladas pertencente ao Loyd Brasileiro, partira de Curaçao, nas Antilhas, com destino a New York, aos 45 minutos desta data, próximo do Cabo Hateras, recebe o primeiro impacto de um torpedo. Apesar de posto a pique, toda sua tripulação foi salva, perdendo apenas um passageiro.
18.02.1942
Olinda
Jacob Benemond
U-432
-
46
Navio mercante que levava 46 passageiros e torpedeado. Este fato provoca veementes protestos do povo brasileiro, que através de passeatas dirigidas aos quartéis nas capitais, exige providências oficiais.

07.03.1942

Arabutã
Anibal Alfredo
do Prado
U-155
1
50
Este navio saíra do porto de Norfolk com destino ao Rio de Janeiro transportando carvão para uso na Estrada de Ferro Central do Brasil. Às 15:30h deste dia, recebe o impacto do torpedo. Os brasileiros conseguem se salvar, menos o enfermeiro de bordo Manoel Florêncio Coimbra. Atingido o navio, o submarino U-155 vem à tona assistir o macabro espetáculo da tentativa de salvamento da tripulação. O Arabutã afunda em vinte minutos.
09.03.1942
Cairú
José Moreira Pequeno
U-94
53
86
Navio mercante do Loyd Brasileiro era considerado um dos mais bonitos da frota. Foi torpedeado na costa do Atlântico. Transportava mica, material estratégico muito necessário ao Brasil.
01.05.1942
Parnaíba
Raul.Francisco Diegoli
U-162
7
65
Quando navegava próximo a ilha de Trindade, vindo de Nova York com destino a Recife, é atingido. O comandante brasileiro Raul Francisco Diegoli ainda tenta pedir ajuda pelo rádio às bases navais e aéreas do nordeste. Tudo em vão. Os alemães bombardeiam e metralham o navio, pondo-o a pique.
18.05.1942
Comandante Lira
Severo Silva Oliveira
Barbárico
2
50
Foi torpedeado pelo submarino italiano quando navegava a altura da ilha Fernando de Noronha. Ia de Recife para Nova Orleans
24.05.1942
Gonçalves Dias
João Batista Gomes de Figueiredo
U-502
6
46
Transportando café para o porto de Nova Orleans este navio mercante e torpedeado, causando a morte de seis tripulantes, entre eles o comandante.
01.06.1942
Alegrete
Gomes de Sousa
U-156
-
64
O navio mercante e torpedeado quando atingia Santa Lúcia, nas Antilhas, transpunha o farol de Monte Chique. O comandante tratou de providenciar o desembarque da tripulação em quatro baleeiras, deixando o navio com todas as luzes acesas. Duas horas depois, os náufragos viram o submarino U-156 disparar dezoito tiros de canhão e mais dois torpedos. Os nazistas faziam questão de não deixar provas.
01.06.1942
Vidal de
Negreiros
Desconhecido
U-156
0
-

Foi torpedeado entre as ilhas Santa Lucia e São Vicente, Antilhas no Caribe. Transportava café, cacau e óleo de mamona.

.05.06.1942
Paracuri
Desconhecido
U-159
-
-
Torpedeado no Atlântico Norte
26.06.1942
Pedrinhas
Ernesto Mamede Vidal
U-203
-
48
Navio pertencente à Companhia de Comércio de Pernambuco. Pesava 3,666 toneladas e viajava de Recife para Nova York. Próximo a Porto Rico, foi torpedeado. A tripulação foi salva arribando em Porto Rico.
26.06.1942
Tamandaré
José Martins
de Oliveira
U-66
4
48
Antes da partir, o mercante brasileiro recebeu informações de que a zona em que iria navegar estava infestada de submarinos. O Capitão resolve então modificar sua rota. A viagem transcorria tranquila quando os brasileiros são alertados de que um submarino alemão avariado navegava na superfície. Verificada a rota do inimigo, o Tamandaré achou que podia enfrentá-lo com a artilharia de bordo, um recurso que estava sendo utilizado pela Marinha de Guerra brasileira para minimizar os ataques sofridos pelos mercantes. Feito os cálculos, preparou-se o ataque. Vários disparos foram feitos do navio brasileiro, mas os alemães se defendiam com manobras rápidas. Na madrugada desta data, quando se preparava para novo ataque, os brasileiros são surpreendidos pelo ataque de outro submarino alemão o U-66 e acaba sendo afundado.
28.07.1942
Petroleiro Piave
Renato Ferreira
da Silva
U-155
1
34
O navio viajava de Belém para Porto Carapito, nas Antilhas, quando o comandante Adolf Cornelius Pienig ordena, a partir do submarino U-115, o torpedo fatídico. Emergindo a cerca de 1,5 milhas do Piave, os alemães disparam rajadas de metralhadora sobre a tripulação brasileira, que tenta desesperadamente se salvar. Apesar de tudo, perde-se apenas um tripulante.
28.07.1942
Barbacena
Aécio Teixeira
da Cunha
U-66
6
56
O navio havia saído de Recife com destino a Port of Spain quando foi torpedeado.
15.08.1942
Baependy
João Soares
da Silva
U-507
270
36
O Baependy foi torpedeado às 19:12. O navio afundou em dois minutos. Os passageiros tinham acabado de jantar e comemoravam o aniversário do imediato, Antônio Diogo de Queiroz. Uma orquestra tocava no salão. Com a explosão, as luzes de apagaram e o pânico começou.
16.08.1942
Anibal Benévolo
Henrique Jacques Mascarenhas
da Siveira
U-507
130
4
É torpedeado e afundado nas costas de Sergipe.
17.08.1942
Araraquara
Lauro Augusto Teixeira de Freitas
U-507
131
11
.
17.08.1942
Itagiba
José Ricardo Nunes
U-507
36
145
Partiu do Rio de Janeiro com 181 pessoas a bordo, entre elas a tripulação do navio, militares do Exército Brasileiro pertencentes a 3ª Bateria de Tiro 7 ° Grupo de Artilharia de Dorso e civis. O destino era Recife, com escalas em Vitória e Salvador.
No dia 15 de agosto zarpa de Vitória navegando próximo ao litoral. No dia 17, estando a 13 milhas náuticas do morro de São Paulo, litoral da Bahia, na posição de 13° 20’ S e 39° 40’ W é torpedeado, as 10:49 Hs, pelo submarino alemão U-507.
O navio levou 10 minutos para afundar, e quando o fez levou consigo alguns náufragos que não mais retornaram a superfície. O total de mortos foi de 39 pessoas.

17.08.1942
Arará
José Coelho Gomes
U-507
20
15
Era um vapor de 1075 Ton. pertencente a Companhia Serras de Navegação e Comércio. As 10:50 Hs avista na sua rota, a 6 milhas náuticas, um navio afundando e, de imediato, se dirigi para o local. Ao chegar percebe grande quantidade de destroços e náufragos a bombordo e a boreste. O comandante determina que as máquinas fossem paradas e manda arriar duas baleeiras, com cinco homens em cada. Inicia-se o salvamento dos náufragos do Itagiba.
As 13:10 Hs, já com 18 náufragos a bordo, o comandante José Coelho Gomes avista um torpedo aproximando-se do seu navio e em ato continuo ocorre a explosão. Em um minuto afundava o vapor Arará e com ele o seu comandante preso aos destroços. Com algum esforço o comandante consegue se desvencilhar dos destroços, retornando em seguida à tona, quando percebe que seu navio não mais flutuava.
Dos 35 tripulantes do navio 14 foram mortos e com eles, segundo relato do próprio comandante, os 18 náufragos recolhidos do Itagiba.
O submarino que lançou o torpedo de encontro ao Arará foi o U-507.
19.08.1942
Jacira
Norberto Hilário
dos Santos
U-507
-
6
Foi torpedeado próximo a Barra de Itacaré, quando transportava piaçava, garrafas e peças para caminhão.
27.09.1942
Ozório
Almiro Galdino
de Carvalho
U-514
5
34
.
27.09.1942
Pelotasloide
Jony Pereira Máximo
U-590
.
.
Navio torpedeado a 5 milhas ao norte do porto de Salinas. Transportava carvão, motores e peças de avião.
27.09.1942
Lajes
Osvaldo Simões
da Silva
U-514
3
46
.
28.09.1942
Antonico
Capitão Américo
de Moura Medeiros
U-516
16
24
.
03.11.1942
Porto Alegre
Capitão José Francisco Pinto
de Medeiros
U-504
1
40
.
22.11.1942
Apalóide
Capitão José
dos Santos Silva
U-163
3
52
.
18.02.1943
Brasilóide
Eurico Gomes
de Souza
U-518
-
50
.

02.03.1943

Afonso Pena
Euclides de Almeida Brasílio
Barbarigo
125
117
.
30.06.1943
Tutóia
Acácio de
Araújo Faria
U-513
7
30
.
04.07.1943
Pelotaslóide
Jony Pereira Máximo
U-590
5
37
.
31.07.1943
Bagé
Artur Monteiro Guimarães
U-185
26
106
O Navio do Loyd Brasileiro foi torpedeado quando navegava a 40 milhas da costa sul de Aracajú com destino ao Rio de Janeiro.
27.08.1943
Changri-lá
Desconhecido
U-199
10
-
Navio pesqueiro torpedeado. Fato que não se tem plena certeza.
26.09.1943
Itapagé
Antônio da Barra
U-161
22
84
O navio foi torpedeado não muito distante do porto de Santos.
27.09.1943
Cisne Branco
Desconhecido
U-161
4
6
O navio transportava sal para Fernando de Noronha e foi torpedeado próximo a Canoa Quebrada.
23.10.1943
Campos
Mário Amaral Gama
U-170
12
51
5 milhas ao sul da Ilha de Alcatraz.
16.07.1944
Vital de Oliveira
João Batista
de Medeiros Guimarães Roxo
U-861
99
145
Navio da Marinha do Brasil. Foi torpedeado quando transportava material bélico
19.07.1944
Suilóide
João Batista Medeiros
U-861
100
-
Atacado por um porpedo próximo ao Farol de São Tomé.
21.07.1944
Corveta Camaquã
Gastão Monteiro Moutinho
Tempestade
34
-
Naufragou devido às péssimas condições do tempo, às 9:30 h a cerca de 12 milhas a nordeste de Recife (PE), quando na escolta do comboio JT-18. Além de seu comandante, Capitão-de-Corveta Gastão Monteiro Moutinho, morreram 33 homens, sendo os sobreviventes resgatados pelos CS Jutaí - CS 52 e Graúna - G 8, que faziam parte do mesmo Grupo de Escolta. Até essa data havia escoltado em serviço de guerra mais de 600 navios mercantes.
04.06.1945
 Cruzador Bahia
Garcia D’Ávila  
Explosão
336
36
O cruzador Bahia foi alvo de uma grande tragédia que vitimou 336 homens, salvando-se somente 36 homens. Quando executava, logo ao término da guerra, um exercício de tiro em mar alto, uma rajada de metralhadora atingiu acidentalmente suas bombas de profundidade depositadas no convés, levando o navio a explodir e a naufragar rápido.

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