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"Na
madrugada de 21 de fevereiro de 1945 nossa artilharia começou
a bombardear o inimigo, distante mais ou menos um quilômetro e
protegido por casamatas nas encostas do Monte Castelo. Eu estava lá
com uma peça .50, na “ilha 12” e
tinha a missão de abrir fogo às 6 horas da manhã
daquele dia, para proteger a infantaria, que avançava por baixo
do fogo".
Quem relembra o dia-chave na Tomada de Monte Castelo pelos pracinhas
brasileiros na Segunda Guerra Mundial é o ex-combatente Manoel
Comarú Leães, então cabo-apontador do Exército,
hoje guarda judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da IV
Região em Porto Alegre.
"Eu tinha 24 anos e servia na Cia. de Comando do II Batalhão,
do 11º RI. como apontador, ou seja , o praça que fazia a
graduação das quotas de tiro das peças de artilharia
pesada, recebendo ordens dos oficiais superiores através de telefone.
Minha missão específica era dar cobertura estratégica
à infantaria”.
Comarú
recorda também que "ao meio-dia de 21 a 4ª e a 6ª
Companhias já estavam no Monte Castelo. Ás 4 horas da
tarde recebi a missão de me locomover para a casa M de Bombiana,
situada mais acima, na frente do monte Belvedere, mais alto que o Castelo.
“De 21 para 22 de fevereiro, os alemães contra-atacaram
desde Belvedere, buscando neutralizar nossa investida”, feita
juntamente com a 10ª Divisão de Montanha do exército
norte-americano. Nessa missão morreu um gaúcho o Cabo
Luiz Quevedo do 8º Regimento de Uruguaiana”.
ANIVERSÁRIO
Comarú passou em claro os dias 21, 22 e 23, fazendo proteção
com sua .50. “ Não dava para dormir e
muito menos comemorar o seu aniversário, que transcorreu no dia
22, no fragor da luta. Exatamente nesse dia Comarú Leães
tinha tarefas mais urgentes, dentre elas a de cavar trincheiras para
sua .50. Finda a guerra e de volta à vida civil,
Comarú foi ferroviário e trabalhou na Alfândega
de Uruguaiana sua cidade natal entre outras atividades. Há três
anos ocupa suas atuais funções no TRT em Porto Alegre.
O relato da guerra
foi dado ao jornal Zero Hora no ano de 1974/75 em Porto Alegre.
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Da esquerda
para a direita - Sd. Waldemiro Pelluci - Cb. Manoel Comarú
Leães
Cb. Luiz Josué de Paula - Sd. José Padua Sobrinho
e Sd. Ladislau Aracheski
Foto tirada em"MONTESE" num raro momento de descanso.
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| Inauguração
da estátua em homenagem aos Cb Luiz Quevedo,
na “Praça Cabo Luiz Quevedo" no pátio
do quartel do
8º Regimento de Cavalaria Mecanizada em Uruguaiana,
em fevereiro de 2002.
Os quatro que depositam as flores são ex-combatentes
(Manoel Comarú Leães é o que está
de terno)
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| Inauguração
da estátua em homenagem aos Cb Luiz Quevedo,
na “Praça Cabo Luiz Quevedo" no pátio
do quartel do
8º Regimento de Cavalaria Mecanizada em Uruguaiana,
em fevereiro de 2002.
Os quatro que depositam as flores são ex-combatentes
(Manoel Comarú Leães é o que está
de terno) |
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Inauguração
da estátua em homenagem aos Cb Luiz Quevedo,
na “Praça Cabo Luiz Quevedo" no pátio
do quartel do
8º Regimento de Cavalaria Mecanizada em Uruguaiana,
em fevereiro de 2002. |
FONTE:
Matéria gentilmente enviada
pelo
Sr. Claudio Tavares Leães, filho do
veterano.
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