 Meu
nome é Elza Cansanção Medeiros. Sou enfermeira
reformada do Exército. Fui a primeira voluntária brasileira
a se apresentar para a Segunda Guerra Mundial, tendo me alistado no
dia 18 de abril de 1943, por isso, fui chamada de louca.
Portal:
Foi chamada de louca por se alistar?
Major Elza: Porque diziam que o Brasil não iria
para guerra e eu queria brigar sozinha. Mesmo assim, a posteriori, os
americanos sentiram falta de enfermeiras e reclamaram ao Exército
brasileiro esta colaboração. Assim se tentou criar o Corpo
de Enfermagem com as alunas da Escola Anna Nery, mas a diretora da Escola,
dona Laís, disse que “enfermeira de Anna Nery não
se sujeitaria a ganhar os quatrocentos e vinte mil réis, então,
oferecidos. Deste modo, o Exército se viu na contingência
de, lembrando-se da “louca”, abrir um voluntariado. Ou seja,
o Corpo de Enfermeiras da Reserva do Exército foi todo criado
com voluntárias.
Portal: A senhora, portanto, foi a número um
da lista de voluntárias alistadas? Existe este documento aqui
no Arquivo Histórico?
Major Elza: Este documento ficou perdido em Recife,
porque, quando eu fui para o nordeste, levei uma carta do General Souza
Ferreira, dizendo que eu deveria ser encaixada, onde quer que eu estivesse.
Entreguei a carta na Sétima Região Militar e eles perderam.
O documento mais antigo referente à minha ligação
com o Exército é uma autorização do Hospital
de Recife, para que eu estagiasse na clínica de cirurgia do hospital.
De lá, quando criaram o Corpo de Enfermeiras, o General passou
um telegrama para mim – telegrama este que também se extraviou
– dizendo expressamente: “Aberto voluntariado enfermeiras
Exército. Caso continue de pé seu oferecimento, retorne
imediatamente”.
No dia seguinte, às quatro horas da tarde eu me apresentava aqui
no Ministério do Exército. Foi uma surpresa muito grande
para o General Souza Ferreira, pois, vim do Recife para o Rio em menos
tempo que o telegrama enviado, e ele disse: “Poxa, você
está com vontade mesmo, hein?”.
O General havia assumido comigo o compromisso de me mandar sempre na
frente para os lugares mais difíceis.
Portal: Por quê?
Major Elza: Porque eu queria brigar contra o alemão.
Portal: Algum motivo especial?
Major Elza: Eu, na verdade, tinha um problema pessoal
sério. Meu único irmão, meu padrinho, morreu por
causa do conselho de um alemão. O conselho consistia em que ele
colocasse a cabeça na água quente e na água fria.
Ele teve um derrame cerebral com 17 (dezessete) anos. Então,
desde menina, eu queria ver o diabo na minha frente, mas não
queria ver um alemão.
Mas, voltando ao assunto. Quando houve o curso preparatório para
as enfermeiras, o General me disse: “olha, agora vai depender
de você. Se você se classificar, continua de pé o
meu compromisso, se você não se classificar, nada feito”.
E eu disse: “Ok, deixa comigo”. Nós fizemos o curso
e de lá eu saí empatada com mais duas colegas, com a média
9,5 (nove vírgula cinco). As três em primeiro lugar.
Portal: Em que consistia o curso?
Major Elza: Foi um treinamento de 4 semanas, com as
coisas mais absurdas: microbiologia; francês (para trabalhar com
americanos); ordem unida; e o treinamento militar propriamente dito,
com a legislação militar, treinamento físico (na
Fortaleza São João). Pela manhã era o estágio
técnico e prático, no Hospital Central do Exército
e na Policlínica (na época só existia uma).
Portal: Todas já eram enfermeiras formadas?
Major Elza: Todas deviam ser portadoras de diplomas,
porque quando houve a recusa da Escola Anna Nery, eles se viram na necessidade
de aceitar qualquer diploma de enfermagem e fizeram esta reciclagem
dentro do Exército. Nós tínhamos, na época,
3 tipos de cursos: o de profissionais, de 3 anos; o de Samaritanas,
artigo 99 de enfermagem, ou seja, o supletivo de enfermagem, de 3 anos
em 1; e o de Voluntárias Socorristas, com duração
de 3 meses. O Exército se valeu destas enfermeiras. Nós
tivemos, da FEB, apenas 6 enfermeira profissionais, vindas de Alfredo
Pinto, Cruz Vermelha e uma de Anna Nery. Já a Aeronáutica,
ofereceu o salário de oficial, ou seja, 1 conto e duzentos, então
as enfermeira de Anna Nery foram para a Aeronáutica.
Portal: Quantas enfermeiras foram enviadas para a Segunda
Guerra?
Major Elza: Foi um total de 73 mulheres: 67 do Exército
e 6 da Aeronáutica.
Portal: Quando vocês chegaram lá, quais
as dificuldades por que passaram?
Major Elza: A primeira delas foi a barreira da língua.
Seguiram do Brasil 5 enfermeiras antes da tropa, das 3 que tiraram o
primeiro lugar eu era a terceira, por conta da idade, mas na hora de
embarcar, como o General Souza Ferreira havia assumido um compromisso
comigo, eu fui primeiro. Lá chegando, a nossa situação
foi muito difícil, pois, nós não tínhamos
posto. Saímos com um “tracinho” no braço.
Éramos enfermeiras de Terceira Classe da Reserva do Exército:
Círculo de Oficiais. Isso não existe, foi uma coisa louca
que criaram, em função da mulher do Dutra, dona Santinha.
Esta senhora era contra nós e não permitiu darem-nos posto,
dizia que éramos “prostitutas que iam para a guerra fazer
a vida”. Imagine, ganhando quatrocentos e vinte, depois, quinhentos
e vinte mil réis.
A situação instaurada acarretou problemas muito sérios
durante toda a nossa viagem: não podíamos ir para o restaurante
de oficiais, por não sermos oficiais; não podíamos
ir para o de praças, por não sermos praças; para
os restaurantes de civis não íamos porque éramos
militares; a solução mais simples era ficarmos sem comer,
mesmo.
Quando fui ao nordeste me despedir, recebi de presente do Presidente
da Cruz Vermelha de Recife, dono da fábrica de biscoitos Pillar:
duas caixas de biscoito de 5 kg e uma pilha de caixinhas de papelão
com petits fours e salgadinhos, com isso nos valemos até chegar
em Alger.
Ao chegar em Alger, estava lá o Embaixador Vasco Leitão
da Cunha, com os dois assistentes dele, os Gurgel Valente, Maurinho
e Mozart, filhos do dentista que tratava da minha mãe, quer dizer,
amizade de família desde o meu pré-nascimento, e Vasco
Leitão da Cunha, amicíssimo de meu pai, que não
saía lá de casa. Quando me viram fizeram um escândalo:
“O que você está fazendo aqui? Como é que
seu pai deixou?”. E eu respondi: “Ele não deixou.
Cortou relações comigo”. Daí eu contei para
o Vasco tudo o que estava acontecendo, os problemas que enfrentávamos.
Ele providenciou, então, um hotel para nós, com todo o
conforto, embora no quarto dos empregados.
No dia 14 de junho, dia do desfile dos franceses livres, os alemães
vieram pelo rádio dizer que se encontravam e Alger as enfermeiras
brasileiras, e deram nossos nomes, dizendo que tínhamos destino
à Nápolis. Desta forma nós soubemos para onde íamos.
Veja, o inimigo que nos deu a notícia. Coisas de brasileiros
desorganizados.
Portal: Qual foi a realidade do serviço das
enfermeiras durante a Guerra?
Major Elza: As guerras evoluem conforme o progresso
mundial. A Primeira Guerra foi uma guerra de trincheira, a Segunda foi
uma guerra de patrulha, ou seja, as incursões no front eram feitas
com patrulhas que guerreavam entre si, atingindo seus objetivos. As
patrulhas saíam e os batalhões acompanhavam na retaguarda,
tomando as posições. Não é a guerra que
se vê em cinema, não. É diferente.
A nossa situação foi muito difícil, pois, tivemos
um treinamento da Guerra de 14-18, guerra de trincheira. Nós
tínhamos no Brasil a Missão Militar Francesa nos treinando,
portanto, o aprendizado daqui não valeu para lá, nós
tivemos que aprender tudo de novo. Inclusive o armamento era completamente
diferente. O armamento usado aqui era o Garand, lá era a Springfield,
a bazuca, o morteiro. O morteiro era uma arma desgraçada, para
mim é a pior arma de uma guerra. O morteiro é de uma rapidez
muito grande de tiro. O que você nada mais tem que fazer é
pegar a granada e colocar na boca do tubo e tirar a mão fora.
Não tem que puxar gatilho nem coisa nenhuma. É soltar,
ela bate embaixo e sai. Eram chuvas de morteiro noite e dia.
Os ferimentos que chegavam ao hospital eram os mais estranhos possíveis,
coisas com as quais não tivemos contato durante o treinamento,
claro. Os mais graves eram as mutilações, estes eram levados
para o Field Hospital, o hospital mais avançado da linha de frente.
Os feridos que vinham para a retaguarda eram de segunda instância.
Portal: Como a senhora se relacionava com os alemães
feridos?
Major Elza: É o seguinte, o ferido não
tem posto nem nacionalidade. Quem tem prioridade é a doença.
Eu fui lutar contra os alemães, mas a saúde do ser humano
é outra coisa. Eu fui contra a mentalidade e a idéia alemã.
Na verdade, os alemães eram os feridos mais obedientes e mais
tranqüilos que nós tínhamos. Porque eles estão
acostumados a obedecer. Para exemplificar, naquela época o remédio
principal era, além da penicilina, a sulfa. Para cada grama de
sulfa se dava dois gramas de bicarbonato. Cada pílula de sulfa
era de meio grama e de bicarbonato meio grama. Então a primeira
dose de sulfa a se dar são oito gramas, portanto, dezesseis comprimidos
de sulfa e trinta e dois de bicarbonato, que o desgraçado precisava
tomar de uma vez só. O brasileiro sempre reclamava, o alemão
não. Você entregava o monte de comprimidos, ele arregalava
os olhos, pegava a caneca de líquido, enchia a boca e engolia
tudo de uma vez.
Portal: Qual a maior dificuldade que a senhora enfrentou?
Major Elza: Olha, vou te dizer, eu não enfrentei
dificuldades porque meu pai era médico. Eu fui criada acompanhando
papai em tudo. Eu conhecia a parte de medicina mais que a enfermagem.
Além do mais, eu estava na função de enfermeira
chefe. A maior dificuldade foi controlar minhas ilustres colegas.
Portal: Como assim?
Major Elza: Sempre tem a dor de cotovelo no meio, não
é? Nós tínhamos algumas colegas funcionárias
do Ministério do Exército, que se achavam, por isso, no
direito de certas prioridades, regalias. O nível social não
era homogênio. Sei que tivemos alguns problemas e eu me vi obrigada
a dar vinte dias de cadeia para quatro colegas.
Portal: O que elas fizeram?
Major: Elas saíram com a viatura do hospital
e com o subchefe do hospital para a inauguração do hotel
brasileiro em Florença, levando um passe para voltar até
às duas horas da manhã do dia seguinte. Acontece que no
dia seguinte elas não apareceram. Os americanos me ligaram perguntando
sobre as enfermeiras. Eu fui perguntar ao subchefe. Ele virou-se para
mim e disse: “você é a chefe, você que tem
de dar conta”. E eu disse: “Então está bem”,
passei a mão no telefone e liguei para a polícia americana,
dizendo: “Prenda quem está na rota”. O subchefe ficou
apavorado, não esperava que eu mandasse prendê-las. Com
isso, elas pegaram vinte dias de cadeia e oito de reclusão na
área hospitalar. Não podia admitir irresponsabilidade.
Portal: Como a senhora chegou ao posto de Major?
Major Elza: Bem, eu era Primeiro Tenente, passando
para a Reserva, obtive uma promoção a Capitão e,
finalmente, por invalidez – como sofri um acidente numa cratera
durante a Guerra – cheguei a Major.
Portal: O cineasta Vinícios Reis fez o documentário
“A cobra fumou”, concentrando o tema no que representou
para a vida de cada voluntário a participação na
Segunda Guerra. O que representou a Guerra para a senhora?
Major Elza: A libertação do meu país.
Nós vivíamos numa ditadura. Indo libertar a Itália
da ditadura, nós nos libertávamos. Eu sempre fui muito
patriota. Eu tenho de hereditariedade o patriotismo. Na minha família
tem uma coincidência muito engraçada: de quatro em quatro
gerações surge uma mulher guerreira. A primeira foi Miraubí,
Maria do Espírito Santo Arcoverde, a princesinha Tabajara, que
lutou por seu homem: Gerônimo de Albuquerque, cunhado de Dom Duarte
Coelho, da Capitania de Pernambuco.
Em quarta geração de Miraubí vem dona Gerônima
de Almeida, esta lutou contra os holandeses, foi presa e condenada à
morte e teve a vida trocada por dez pães de bom açúcar.
O açúcar naquela época valia mais que ouro. Um
pão de açúcar tem o feitio desse morro (morro do
Pão de Açúcar) invertido na forma de madeira, onde
se colocava o melaço para decantar; depois viravam e ficava no
feitio do Pão de Açúcar. Daí o nome deste
morro ser Pão de Açúcar.
Em quarta geração de dona Gerônima vem dona Ana
Lins de Vasconcelos, a guerreira alagoana, mãe do Barão
de São Miguel e de vários outros. Ela foi o último
baluarte da Revolução Nacionalista de 1824, nas Alagoas.
Dona Ana lutou até o último dedal de pólvora e
foi presa, levada a pé até a cidade de Alagoas (hoje,
Marechal Deodoro). Por toda parte em que ela passava levantava o povo,
de modo que ficou pouco tempo presa. A única benesse que ela
pediu foi a de ficar com o filho, que veio a ser o Visconde de Sinibu,
Primeiro Ministro do Império, ocupando todas as pastas, exceto
a da Marinha. Tenho muita admiração por ele.
Em quarta geração de Dona Ana sou eu. E já nasceu
uma outra, Maria Antônia, que está fadada a ser a quinta
guerreira.
Portal: Major, com o que a senhora trabalha hoje?
Major Elza: Eu tenho dois trabalhos sérios:
um é este da preservação da memória histórica,
que eu faço captando a imagem fotográfica, a história
através da fotografia. O segundo é um museu em Maceió,
que eu criei. O museu era meu até a semana passada. Eu consegui
agora implantá-lo no Exército e passou a ser um museu
militar: Museu da Segunda Guerra Mundial, em Maceió.É
o Museu da Segunda Guerra e não só da FEB, pois, eu tenho
um materia retirado do fundo do mar do navio Itapajé, torpediado
em Maceió. Então, como também tenho material da
Marinha, não posso dar ao museu só o nome da FEB. Este
museu iniciou em uma sala de 5 x 8. Vê se pode. Armei 12 painéis
em labirintos com as fotos e as armas embaixo dos painéis. Hoje
estou numa sala de 90m2, que não me cabe porque o museu cresceu
muito, hoje eu tenho cerca de setecentas peças, fora as fotos.
Portal: Que maior riqueza, em memória, a senhora
guarda no Museu do Rio de Janeiro?
Major Elza: Aqui? Aqui não tenho nada. Tudo
eu levo para Maceió. Em Maceió tem peças preciosíssimas.
Portal: O que há no Museu do Rio de Janeiro?
Major Elza: Aqui eu tenho a parte fotográfica,
cerca de cinco mil e poucas fotos.
Portal: Como é feita a recolha dos documentos
para o acervo?
Major Elza: Vou pedindo às pessoas amigas fotos
que me emprestem. As fotos emprestadas eu trago para cá. Fotografo
tudo com uma magnum 3000, preparo os negativos, devolvo os originais
e arquivo os negativos.
Portal: E o seu trabalho como escultora? Sabemos que
há bustos de militares famosos, inclusive o seu, no Brasil e
em outros países.
Major Elza: Olha, só do Marechal Mascarenhas
eu tenho umas 40 esculturas por aí afora. Aqui mesmo, me roubaram
uma, agora, na Praça Itália. Tenho o busto do Marechal
do Ar, Eduardo Gomes, em Bronze, nos seguintes locais: Base do Galeão,
Base dos Afonsos e Rio Grande do Norte - Cidade de Eduardo Gomes; e
a Estatueta representando uma enfermeira em continência (auto-retrato),
prêmio oferecido às primeiras colocadas da Escola de Administração
do Exército.
Portal: A senhora sabe que sua farda repleta de medalhas
causa forte impressão. Ao todo são 35 medalhas, não
são? Quais as mais significativas?
Major Elza: Ao todo, entre militares e paramilitares:
36. As mais importantes:
Ordem do Mérito Militar - Grau Cavaleiro –
1979.
Medalha da Ordem do Mérito Militar - Promovida a Oficial em 1989.
Medalha de Campanha da Força Expedicionária Brasileira.
Medalha do Mérito Tamandaré – Ministério
da Marinha.
Meritorius Service United Plaque - Exército Americano - USA –
1944.
Medalha de Guerra –1945.
Medalha do Soldado Polonês Livre.
Medalha Ancien Combatant du Tatre du Operacion du L’Orope –
França. Fui a única mulher a receber.
Portal: O que representa para a senhora guardar a memória
da Segunda Guerra?
Major Elza: Deixar uma página da História
do Brasil para o futuro, porque, infelizmente, o brasileiro tem memória
curta. Ele não preserva a sua História.
Portal: A senhora possui uma autorização
especial para utilizar a sua farda?
Major Elza: Eu como Oficial da Reserva não teria
direito ao uso da farda, mas aí eu falei com o General, no tempo,
General Tinoco, que era o Ministro, expliquei a situação,
e ele disse: “Não, você tem que se apresentar mesmo,
porque você representa a FEB”. Então ele me deu uma
autorização para que eu usasse a farda em toda e qualquer
ocasião em que eu representasse a FEB. Eu sou, digamos assim,
um representante da FEB, mas com o friso de Oficial da Reserva na platina
como pede o regulamento. Há pouco tempo eu falei com o General
Gleuber sobre a necessidade de renovar essa autorização,
porque muita gente não acredita. E ele mandou renovar, mantendo
a condição de eu usar a farda representando a FEB. Não
ando na rua fardada, geralmente eu a levo num cabide e visto na hora
de entrar em cena. Acabou o que tenho de fazer, troco na mesma hora
de roupa. Eu ando com a cópia do boletim (de autorização)
no bolso, se houver dúvida eu tenho um comprovante mostrando
que estou autorizada. Hoje em dia ninguém mais me questiona sobre
o uso da farda. Todo mundo sabe, todo mundo conhece meu trabalho, sabem
que eu procuro levar o nome da FEB, do Exército Brasileiro, o
mais alto possível.
Portal: O que representa para senhora todo esse trabalho
em nome do Exército Brasileiro?
Major Elza: Isso aqui é a minha casa. Agora
vou fazer um testamento com as minhas últimas vontades. Eu quero
ser velada aqui. Aqui dentro que passei o maior tempo da minha vida.
Quero ser cremada e enrolada na Bandeira Brasileira. Metade das cinzas
vão para Maceió e a outra metade fica aqui.
Major Elza
Cansanção Medeiros concedeu esta entrevista ao Portal
de Educação do Exército Brasileiro, no dia 07 de
outubro de 2003, há 14 dias do seu aniversário de 82 anos.
Livros
de autoria de Major Elza Cansanção Medeiros:
Nas
Barbas do Tedesco - Premiado e editado pela Biblioteca do Exército,
em 1955.
E
Foi Assim Que A Cobra Fumou - Editora Imago, 1987 - já na 4ª
edição.
Dicionário
de Alagoanês - Impresso na Universidade Federal de Alagoas, 1997.
Eu
Estava Lá - Editora Ágora da Ilha, 2001.
1...
2... Esquerda... Direita... Acertem o Passo - Edição Fundação
Municipal de Ação Cultural de Maceió – Alagoas,
2003
Fonte: Exército Brasileiro - Portal de Educação
www.ensino.eb.br
Autorizado pela Maj Elza Cansanção Medeiros e pelo Portal
de Educação do Exército Brasileiro.
Conforme
informação recebida da Major Elza através de e-mail,
no dia 5 de fevereiro de 2004, ela assumiu a Cadeira número 3 da
ACADEMIA MACEIOENCE DE LETRAS, em Alagoas, tornado-se
assim a primeira mulher Militar a se tornar IMORTAL.
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