Nasceu
em São Paulo Capital, no dia 18 de dezembro de 1914. É
filho de Ignácio Eugenio Junqueira
e Carolina Reale Forastiere. Seu curso primário
foi realizado numa Escola Municipal e no Grupo Escolar Dr. Melo Viana,
em São Lourenço, MG.
Estava cursando o Ginásio
São Sebastião, em Cruzília, MG, quando foi convocado
para a prestação do Serviço Militar. Preferiu
servir numa das Unidades do Rio de Janeiro, para continuar seus estudos,
à noite, no I.S.P. (Instituto Superior de Preparatórios).
Foi
incorporado no 3º RI, em 1º de novembro de 1933. Tomando
gosto pelas Armas, fez diversos cursos, que lhe deram acesso aos quadros
de hierarquia militar, tendo atingido, ao longo de sua carreira o
posto de Tenente-Coronel. É Veterano da 2ª
Guerra Mundial, tendo embarcado no 2º Escalão da FEB,
em 20 de Setembro de 1944. Encerrou a carreira Militar, a pedido,
aos 30 anos de efetivo serviço, em 26 de abril de 1963. Tendo
saído relativamente moço do serviço ativo do
Exército, dedicou grande parte de sua vida, a São Lourenço,
comunidade que o acolheu na infância. Aqui, exerceu várias
atividades, de cunho estritamente social, entre as quais: Provedor
do Hospital “Casa de Caridade São Lourenço”,
Presidente do Conselho da “Sociedade São
Vicente de Paulo”, fundador do serviço
de Obras Sociais - SOS, do qual foi também
Presidente. Foi um dos fundadores do 1º Grupo de “Alcoólicos
Anônimos de São Lourenço”.
Na década de 70, elegeu-se Vereador,
tendo recebido uma expressiva votação, que o colocou
em 2º lugar entre os eleitos. Mais recentemente, dedicou-se à
Literatura e como ensaio escreveu “Pouso Alto -
Sua gente e sua História” - 1992. “Genealogia
das Famílias Junqueira e Forastiere” -
1994. “Força Expedicionária Brasileira
- Fragmentos de História” -
1995 e “Exaltação a São Lourenço”
- 2000.
Títulos honorários:
em 1992, recebeu da Rádio Cruzeiro do Sul, de Passa Quatro,
o título de “Personalidade do Ano”,
na área de Literatura. Em 1993, recebeu o Diploma
de Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico
de campanha. Agraciado: em 1996, com a Medalha
Marechal “Mascarenhas de Moraes”; em 2000
com o título de “Cidadão Honorário
de São Lourenço”, e em 2001, “Cidadão
Honorário de Pouso Alto”.
Carta
de um Expedicionário de São Lourenço
O
Sargento-ajudante Leonel Junqueira, filho de São
Lourenço, atualmente no front italiano, enviou a Carolina,
dileta filhinha do nosso confrade Sinésio Fagundes, da qual
é padrinho, a carta que abaixo transcrevemos, e em cujas
linhas percebe-se a tristeza que reina na Europa, onde as criancinhas
inocentes sofrem pela ambição de homens de coração
endurecido que fazem da guerra pretexto para hegemonias políticas.
De
algum ponto da Itália, 9 de fevereiro de 1945.
Querida
afilhada.
Hoje,
muito longe do teu padrinho, na tua feliz e modesta casinha, à
margem do Rio Verde, vês passar mais um aniversário
natalício; a tua tenra idade não te permitirá
ler nem compreender o que ora te escrevo, porém algum dia
compreenderás a razão destas palavras que teu padrinho
te escreveu de tão distante; e se esse dia ele não
estiver presente, se ele tiver ficado por aqui como tantos outros,
não lamentes, orgulha-te de teres tido na família
alguém que semeou com o próprio sangue a paz e a liberdade
para o teu futuro.
Há
bem poucos meses, eu não acreditava que em outra parte do mundo
houvesse milhares de inocentes como tu, muitos dos quais, quem sabe,
vêem passar também hoje o seu aniversário, a tiritar
de frio e a morrer de fome; entretanto, para que eu visse com os meus
próprios olhos, o cumprimento do dever colocou-me diante desse
quadro vivo, criado por homens ambiciosos, que para satisfazer um
desejo de conquista não vacilaram em transformar a Europa num
monte de escombros, trazendo a milhares de crianças a orfandade
e a miséria. É por isso, minha querida afilhada, que
hoje mais do que nunca peço a Deus que te abenções,
bem como a todas as crianças do Brasil, que tiveram a felicidade
de nascer sob esse Cruzeiro do Sul, sem nunca conhecer o terror da
fome e sem ver os horrores da guerra.
Teu
tio e padrinho,
Leonel
Últimas
Referências Elogiosas
Ao ser transferido
para a reserva do Exército, por despacho publicado no DO
da União de 26 de abril de 1963, o Ten Cel Leonel Junqueira
foi elogiado pelo Sr. Chefe da 13ª CR, Coronel Moacir de Araújo
Lopes, nos seguintes termos:
"Tenente
Coronel R/1 - Leonel Junqueira. Por ter sido transferido para a
reserva no posto de Tenente Coronel, louvo-o e agradeço pelos
serviços prestadosa esta CR como delegado de recrutamento
da 7ª DR ( Itanhandu-MG); oficial trabalhador, disciplinado,
concorreu para para que sua DR atingisse elevado nível de
produção em reservistas e alistamentos, demonstrando
alto espírito de compreensão e tirocínio na
aplicação da legislação sobre o Serviço
Militar. Passou por todas as graduações e postos da
hierarquia militar de seu Quadro - atingindo, mercê de seu
esforço, dedicação e capacidade, o oficialato,
primando pela correção de atitudes, disciplina, educação
civil e militar, amor ao trabalho e eficiência. Os que tiveram
o prazer de conviver com o atual tenente Coronel JUNQUEIRA, sabem
de suas reais qualidades profissionais e pessoais, sobejamente demostradas
em suas atitudes. Assim, lamentamos o afastamento do nosso meio,
deste militar amigo, pois dentro do Exército, por méritos
seus, soube fazer amigos.
Esta
Chefia, fazendo votos de que continue unido, pelos laços de
amizade, a seus camaradas de ontem, almeja ao Tenente Coronel JUNQUEIRA
felicidades nesta nova fase de sua vida - o merecido aconchego do
lar".
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| Capa
do Livro sobre a FEB |
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Dedicatória
no livro oferecido ao autor do site: "Ao
amigo Roberto R. Graciani, filho de um herói nacional
o saudoso Veterano Raul Graciani, dedico estas memórias
sobre a F.E.B. - L. Junqueira - Autor - BH. 29/07/2008.
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Fotografia
tirada na ANVFEB - Seção
Regional de Belo Horizonte em 01/08/2008.
Roberto R. Graciani, Ten Cel Leonel
Junqueira e o Cap Divaldo Medrado |
FONTE:
Matérias extraídas do livro
"Força Expedicionária Brasileira
- Fragmentos de História”
de autoria do Veterano da FEB, Tenente
Coronel Leonel Junqueira

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