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Sd
Oswaldo Laferrera 6º
RI - Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga |
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O
"Pracinha" OSWALDO LAFERRERA, nasceu em 22 de Agosto de
1920, no bairro do Bom Retiro/SP; o terceiro, de quatro filhos, de
um casal de imigrantes Italianos, Sr Antonio e Dona Angelina Laferrera,
cresceu humilde, estudou pouco e logo começou a trabalhar como
mecânico, nas Oficinas da Região; serviu no Tiro de Guerra
em Santana/SP (zona norte) e logo após, ingressou no efetivo
da Prefeitura de São Paulo para trabalhar nas oficinas da frota
municipal. Aos 24 anos foi convocado para servir no Teatro de Operações da Itália deixando no Brasil, com muito orgulho, pela missão que lhe fora confiada, sua família e sua querida noiva, minha madrinha, Dona Domingas (irmã de minha mãe), também "in memorian", com quem, mais tarde, após seu glorioso regresso, se casou em 1947. Me lembro de uma história, de uma passagem, que ele (meu padrinho) contava, que um dia foi visitar minha madrinha quando minha avó, apreensiva que estava pela possibilidade de um de meus tios estar na relação de convocados, pediu-lhe para ler o jornal quando então ele teria informado, "olha ... o nome do filho da senhora não está na lista, mas o meu está", e a partir daí inciou-se um novo capítulo, entre tantos, de glória, na sua vida. Ainda tenho uma caderneta onde ele anotou os nomes de algumas cidades e locais por onde passou, na Itália: Nápoles, Porreta Terme, Collecchio e Fornovo, Pistóia, Montese, San Paolo, Monte Castelo (famoso) e outras. Logo que retornou, deu baixa do Exército e voltou a trabalhar na Prefeitura onde se aposentou como "Artífice" pelos idos de 1968. Meus padrinhos nunca tiveram filhos, naturais ou adotados, porém, na qualidade de sobrinho e afilhado pude preencher tal espaço na vida deles que também souberam me amar e me orientar. Infelizmente, acometido de uma parada cardíaca, em 17 de abril de 1980, aos 59 anos, fazendo um serviço na casa de uma outra tia (irmã de minha madrinha), faleceu antes mesmo de chegar ao hospital. Meu padrinho, foi sensacional além de que era possuidor de grande caráter, bondade, dignidade, honestidade, voluntarismo, enorme gosto por carros e também grande sensibilidade no trato com as pessoas. Na rua em que morava, na Água Fria (Zona norte de SP) todos os vizinhos lhe tinham grande estima, pois estava sempre disposto a ajudar. Tudo o que sou hoje, pessoalmente e profissionalmente devo a ele e à minha madrinha. Falar dele...gostar dele... é fácil, pois dele emanava a bondade, o carinho e o amor; por isso e por tantas outras coisas é que ele foi, e sempre será, pra mim, o meu amigo, o meu "pai" e o meu Herói; a imagem dele estará sempre no meu coração. FONTE:
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