|
O
3º Sgt Motta, pertencente ao 1º Esquadrão de Reconhecimento
embarcou para a Itália em 22 de setembro de 1944 no 2º
Escalão e retornou em 28 de julho de
1945.
Foi
Diretor da Rádio Patrulha do antigo Estado da Guanabara. Quando
completou 25 anos de serviço ativo, no Exército, ele já
era major quando foi convidado por um General para deixar o Exército
e trabalhar com ele, no Estado. Ele foi nomeado Diretor da ex Guarda
civil e eu fui nomeado pelo Governador, na época, Dr. Negrão
de Lima, para dirigir a Rádio Patrulha, um tipo de Polícia
que havia sido criado para agir em todo o Estado,sem jurisdição
e sem fronteiras. Fiquei lá três anos. Depois, em 1967,
foi nomeado Diretor de Transportes da Secretaria de Segurança
Pública, cargo que exerceu até 1974.
|
| 1º
Esquadrão de Reconhecimento - Este retrato
foi um dos primeiros, ainda no aquartelamento
da Colina do Capistrano (Vila Militar, no Rio de Janeiro), logo
depois da sua organização.
O círculo vermelho indica o 3º Sgt Jumar
Gomes Motta - Identidade Militar Nº 1G-336328
|
 |
Sr.
Jumar Gomes Motta
Diretor da Rádio Patrulha do antigo Estado da Guanabara |
| |
 |
| 1-
Tempo de Serviço - (Prata 25 anos)
2- Medalha de Guerra
3- Medalha de Campanha
4- Cruz de Combate
Maior Condecoração do Alemão:
Cruz de ferro - Essa eu tirei de um
prisioneiro malcriado.
Medalhas
Comemorativas:
1- Antonio Luiz de Freitas Pereira
2- Marechal
Caetano de Faria
3- Marechal Hermes
|
 |
| Placa
de Identificação |
| História
de um Amigo |
Quero contar
uma história diferente. Lá na Itália, quando
tivemos os primeiros dias de descanso (repouso), fomos para
os Alpeninos, onde ficamos alguns dias para reabilitação
"Granaglione". Lá conheci um italiano, "partigiano",
tínhamos naquela época, 25 anos. Ele era Tenente
do Exército Italiano. Por causa dos fascistas, ele e
outros abandonaram o exército e formaram um outro exército
para combater os próprios compatriotas. Juntaram-se a
nós e pelo conhecimento que possuíam da geografia
do terreno, foram de grande utilidade para nós. Naqueles
dias difíceis e diante do perigo eminente, acabamos nos
tornando amigos.
Depois a guerra prosseguiu e cada um tomou destino diferente.
Resumindo: de volta para o Brasil ainda mantinha contato com
ele através de cartas. O tempo passou, eu fui para a
Escola, casei-me e perdi contato com ele. Eu sempre tentei por
todos os meios de que dispunha para encontrá-lo. Não
consegui. Não desisti. Estava sempre tentando de alguma
forma encontrá-lo. Assim se passaram 60 anos. Há
pouco tempo, passou pelas minhas mãos, um e-mail onde
existia um internauta com o seguinte endereço: Viajando
pelo mondo.
Não perdi tempo: entrei em contato com ele e pedi para
verificar a possibilidade de um e-mail na Itália com
quem eu pudesse me comunicar. A resposta veio quase que instantânea.
"Jumar, diga logo o que queres que talvez eu possa te ajudar.”
Eu contei a história. No dia seguinte recebi um e-mail
de alguém que me disse. “Fulano me pediu para te
ajudar. Estou indo para a Itália. Diga logo o que queres
e seja claro.” Resumindo: uma semana depois essa pessoa
já havia descoberto meu amigo, vivo e gozando boa saúde.
Ficamos atônitos. Eu pensava que não era ele e
ele também ficou em dúvida. Apos trocarmos algumas
cartas, a dúvida acabou. Finalizando: esta semana ele
mandou para mim, pela internet, cópia de duas cartas
e três fotos que eu lhe havia mandado em i946. Estavam
intactas, como no dia que ele recebeu. Agora temos uma correspondência
regular, por carta, pela internet e pelo telefone. Encontrar
esse amigo foi a maior vitória que eu tive em minha vida.
Maior até do que a vitória que tivemos na Guerra.
Essa história eu conto todos os dias aos meus filhos,
netos e bisnetos, com muito orgulho. Não poderia deixar
passar esta oportunidade também.
|
Abaixo
fotografias e correnspondências
enviadas ainda na década de 40 |
 |
| Foto
1 |
 |
| Foto
2 |
 |
| Foto
3 |
 |
 |
 |
| Verso
da foto 1 |
Verso
da foto 2 |
Verso
da foto 3 |
 |
 |
| |
 |
 |
|