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João José Rodrigues da Silva 6º
RI - Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga |
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O soldado Expedicionário João, nasceu em 17 de abril 1919. Casou-se com Maria Dutra no dia 12 de fevereiro 1947. A árvore genealógica do casamento de quase 60 anos está garantida por três gerações: são dois filhos, nove netos e cinco bisnetos. Dona Maria revela o segredo do sucesso no matrimonio: "o amor e o respeito, meu filho!". Antes de se tornar um pai e avô exemplar, João tinha sido designado por Deus para ser herói. A missão foi muito bem cumprida, pois se apresentou voluntariamente no 11º RC, seguindo o exemplo dos irmãos. Quando deu baixa não sabia que seria por pouco tempo, porém, quando foi convocado para guerra respondeu outra vez o chamado com o mesmo entusiasmo da primeira vez. Agora a missão era muito mais difícil. João recorda que seguiu para Itália no 1º Escalão: "para quem nunca tinha visto o mar, encarar uma viagem daquela já era uma aventura em tanto". Do outro lado do Atlântico, recebeu a função de soldado atirador da 4ª Cia do 2º Batalhão do 6º RI.
Durante
a permanência da FEB na Itália, João conta que ficou
quase o tempo inteiro em combate. A única vez que saiu do front
para gozar 10 dias de descanso em Roma, foi o tempo suficiente para
escapar vivo do conflito. João rememora o retorno da dispensa: "Particularmente, considero o morteiro uma das armas mais mortais daquela guerra. Quando escutávamos aquele assovio todo mundo se abaixava. Perdi muitos amigos e outros foram feridos. Por pouco não fui vítima dessa arma. Se não tivesse aceitado a dispensa provavelmente não estaria aqui para contar a história. Agradeço muito a Deus por não ter sofrido nada". Depois que voltou para o Brasil, três lembranças são guardadas com carinho até hoje: primeiro, a oportunidade de poder rever os pais. Depois, a alegria de ter casado com amiga e paixão de infância, Dona Maria, com quem vive até hoje. E, por último, a serenidade de não ter se entregado as bebidas, como muitos amigos o fizeram. Na parede da sala de sua casa, diplomas, fotos e homenagens confirmam os feitos do herói. Conversar com o homem que assistiu de perto a Tomada de Montese; que abriu mão de uma promoção para beneficiar um amigo; que escapou ileso de uma guerra que vitimou milhares; que demonstrou na prática como se constitui uma família e que recebeu um desconhecido (EU) em sua casa como se fosse seu filho, significa e confirma a nobreza da minha tarefa mensal de escrever sintéticos perfis sobre verdadeiros heróis.
FONTE: Página Principal - www.anvfeb.com.br
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