Transcrição do livro
HISTÓRIAS DE “PRACINHAS”
CONTADAS POR ELES MESMOS


AUTOR: VETERANO MAJOR ÁLVARO DUBOC FILHO

Coletadas pelo Veterano da FEB Álvaro Duboc Filho, durante sua gestão como Presidente e Vice-Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB - Seção Regional de Juiz de Fora, nos anos de 1975/76 e 1981/1982, respectivamente. O livro foi publicado em 07 de abril de 1991.

Clique no nome do veterano para saber o acontecimento que
ficou gravado em sua memória durante a 2ª Guerra Mundial.

NOME DO VETERANO
NATURALIDADE
CIDADE
UF
Lima Duarte
MG
Agostinho Leite de Oliveira
Rosário de Minas
MG
Alceste Ribeiro Belo
Ouro Preto
MG
Alfeu de Paula Oliveira
Três Rios
RJ
Aloísio Odemar Lopes
Salvador
BA
Altivo Antônio Izidoro
Juiz de Fora
MG
Álvaro Duboc Filho.. (Autor do Livro)
Valença
RJ
Antônio Álvares da Silva
Moravânia
MG
Rio Novo
MG
Antônio Marcelino do Nascimento
São João da Serra
MG
Antônio Olímpio Duarte
Barbacena
MG
Celso de Andrade Mendes
Campinas
SP
David Ferreira Dâmaso
Ribeirão Vermelho
MG
Euclídes Geraldo Pires
São João del-Rei
MG
Everaldo José da Silva
Niterói
RJ
Felisberto de Paula Andrade
Guiricema
MG
Fidelcino Filgueira de Matos
Maripá
MG
Firmo Gomes de Carvalho
Juiz de Fora
MG
Francisco Albino Moreira
São João del-Rei
MG
Francisco José Afonso
Manaus
AM
Francisco Meroto
Juiz de Fora
MG
Gabriel Mendes da Cunha
Palma
MG
Geraldo Costa
Ubá
MG
Abaeté
MG
Geraldo Teixeira Rodrigues
Além Paraíba
MG
São João del-Rei
MG
Ivo Zanetti
Juiz de Fora
MG
João Afonso Pinheiro
Matias Barbosa
MG
João Franklin de Ataíde
Triqueda
MG
José da Fonseca e Silva
Ponte Nova
MG
Guarani
MG
Além Paraíba
MG
José Luiz da Silva
Matias Barbosa
MG
José Maria
Piau
MG
Levindo Elói Vieira
Juiz de Fora
MG
Mário Pereira de Mello
Muriaé
MG
Moacyr Alves de Mendonça
Descoberto
MG
Necy Alves de Azevedo
São João Nepomuceno
MG
Orlando Ragazzi
Simão Pereira
MG
Osório Leopoldo da Costa
São Simão
MG
Oswaldo Ferreira lage
Santos Dumont
MG
Pedro Prado Perez
Rio de Janeiro
RJ
Rubens de Andrade
Rio de Janeiro
RJ
Sebastião Ferreira de Oliveira
Itaocara
RJ
Sebastião Rodrigues
Bom Sucesso
MG
Vigilio de Souza
São José
SC
Waldomiro Rodrigues da Costa
Ubá
MG
Natividade
RJ

CONCLUSÃO


Para que se possa compreender e avaliar o que foi a participação “Família Febiana” na Campanha da F.E.B., na Itália, vamos reproduzir o que disse uma então, jovem estudante, filha de um veterano da Força Expedicionária Brasileira, na solenidade de inauguração de ATOS E FATOS HISTÓRICOS DA F.E.B., nas vitrines da “CASA REGENTE”, em Juiz de Fora, no dia 25 de agosto de 1958.

“Meu pai – diz o menino – o que é a guerra?... Que lhe fez ela para te tornar pálido, nervoso, enrijecido e em sua e em tua testa gravar-se uma longa ruga quando ela é mencionada?

Fez-me filho, uma grande chaga em minha alma, e no corpo o cansaço de tudo ter dado para que hoje vivas tua infância sob um céu belo e imaculado como o nosso.

A guerra é a destruição. É a concórdia na discórdia reinante.

- Pai, paizinho, eu rezei pra você voltar... Eu ouvi tua voz no rádio falando com a mamãe. Deus ouviu minha oração, não é?

- Sim filhinho, você não só rezou. Você rezou lutou comigo, estavas bem junto de mim, quando metralhas esvoaçavam estilhaços pelos ares; estavas comigo na espreita do inimigo, porque a oração transpassa os limites que o homem não pode atingir.

Um Santo, fundador de uma Ordem Religiosa, acolhia todos os degredados da sorte que encontrava e, quando alguns deles, incapacitados para o trabalho, se lastimavam por nada poder fazer, respondia-lhe: - Vá à frente do Santíssimo, curva-te e pede que nada vos falte e estarás fazendo mais que tuas débeis mãos poderiam fazer:

- Assim, afirmo-te, estavas comigo: ”

“Quem vos fala, não enfrentou face a face o inimigo, porém sofreu desde a angústia de longos meses de espera, de oração parar rever o seu o seu paezinho, para não trazê-lo derrotado e muito menos covarde.

Estive na guerra, em uma guerra que meu pequeno ser não compreendia; em uma guerra onde não se vê desgraças, mas se sente saudade. E hoje, bendigo aos céus, porque trouxe a mim, não só a ele, como também muitos daqueles que lutaram em prol de um bem comum.

A PAZ é o suave refrigério, a profunda serenidade, a ausência da discórdia; é a estabilidade, quase embriagues, em fazer penetrar o humano ao sobrenatural para conciliar o inconciliável.

Disse-nos alguém: “num país onde há guerras, a paz só se estabelece fazendo entrar os agitadores no caminho do dever. E, eis que o dever se apresenta como chefe. Um chefe absoluto, que vem debater as condições de um tratado”.

Esta, pois a paz na submissão às leis, e na vigia constante à nossos direitos.

Nada mais justo que no dia dedicado a CAXIAS, o grande pacificador, vir trazer um dos feitos dos soldados, do seu Exército. Deste Exército que jamais foi e nem será derrotado, visto a capacidade de seus componentes.

Eis pois, representado nesta vitrine que ora inauguramos, nesta casa que é o orgulho do comércio desta cidade, alguns dados e fatos da última guerra mundial, quando puderam os soldados brasileiros, mostrar de momento a momento exemplos de bravura, perspicácia, coragem e, acima de tudo, fidelidade à Pátria distante.

Outrora, jovens, recém-saídos da adolescência e hoje, pais de família, trazem à cabeça já orvalhada pelas marcas indeléveis do tempo e no semblante a máscara plácida do cumprimento do dever.

O soldado não foi feito unicamente para guerrear, e se é forçado a isto, distancia-se dos seus, corre de encontro a ela, para que esta não venha impor-se em seus domínios onde sua mãe, suas irmãs ou mesmo seus filhos vivem.
È ele o cabedal da Nação; o suporte de nossas riquezas e o mantenedor de nossos direitos.”

NOTA: O jornal “Tribuna do Município”, de Matias Barbosa, edição de 07/09/58, publicou na íntegra o que disse a jovem estudante Zoraydes Izabel Tavares Duboc, filha de um veterano da F.E.B., por ocasião da inauguração de ATOS E FATOS HISTÓICOS DA F.E.B., na vitrine da Casa Regente, em 1958.



EXPLICAÇÃO. E. HOMENAGEM

A idéia de colocar no site o livro de meu querido pai, Vet Maj Álvaro Duboc Filho "Histórias de "Pracinhas Contadas por Eles Mesmos, partiu do autor do site Roberto R. Graciani. Fiquei muito surpresa e emocionada por esta iniciativa, e aceitei o "desafio."

Sendo assim, iniciei o trabalho de digitação entre os dias 24/12/07 a 31/12/07. Em cada relato sentia (apesar de não ser nascida na época da guerra), que retornava a um tempo, não vivido por mim, e constatava o quanto foi difícil, penosa sofrida, a participação dos nosso valentes "Pracinhas" nossos campos da Itália.

Se meu pai estivesse entre nós (falecido em 19 de abril deste ano), com toda certeza estaria vibrando e agradecendo esta iniciativa. Sendo assim, em nome de meu pai e em meu nome:

gostaria de oferecer o nosso trabalho à memoria do bravo Vet. Raul Graciani, que soube tão bem representar a fibra a coragem e a deteminação do SOLDADO BRASILEIRO...

E a você, meu estimado amigo, Roberto Graciani o meu carinho, consideração e respeito.

Muito Obrigada,..........
Zenaide Maria Tavares Duboc