CONCLUSÃO
Para
que se possa compreender e avaliar o que foi a participação
“Família Febiana” na
Campanha da F.E.B., na Itália, vamos reproduzir o que disse
uma então, jovem estudante, filha de um veterano da Força
Expedicionária Brasileira, na solenidade de inauguração
de ATOS E FATOS HISTÓRICOS DA F.E.B.,
nas vitrines da “CASA REGENTE”,
em Juiz de Fora, no dia 25 de agosto de 1958.
“Meu
pai – diz o menino – o que é a guerra?... Que
lhe fez ela para te tornar pálido, nervoso, enrijecido e
em sua e em tua testa gravar-se uma longa ruga quando ela é
mencionada?
Fez-me filho, uma grande chaga em minha alma, e no corpo o cansaço
de tudo ter dado para que hoje vivas tua infância sob um céu
belo e imaculado como o nosso.
A guerra é a destruição. É a concórdia
na discórdia reinante.
- Pai, paizinho, eu rezei pra você voltar... Eu ouvi tua voz
no rádio falando com a mamãe. Deus ouviu minha oração,
não é?
- Sim filhinho, você não só rezou. Você
rezou lutou comigo, estavas bem junto de mim, quando metralhas esvoaçavam
estilhaços pelos ares; estavas comigo na espreita do inimigo,
porque a oração transpassa os limites que o homem
não pode atingir.
Um Santo, fundador de uma Ordem Religiosa, acolhia todos os degredados
da sorte que encontrava e, quando alguns deles, incapacitados para
o trabalho, se lastimavam por nada poder fazer, respondia-lhe: -
Vá à frente do Santíssimo, curva-te e pede
que nada vos falte e estarás fazendo mais que tuas débeis
mãos poderiam fazer:
- Assim, afirmo-te, estavas comigo: ”

“Quem
vos fala, não enfrentou face a face o inimigo, porém
sofreu desde a angústia de longos meses de espera, de oração
parar rever o seu o seu paezinho, para não trazê-lo
derrotado e muito menos covarde.
Estive na guerra, em uma guerra que meu pequeno ser não compreendia;
em uma guerra onde não se vê desgraças, mas
se sente saudade. E hoje, bendigo aos céus, porque trouxe
a mim, não só a ele, como também muitos daqueles
que lutaram em prol de um bem comum.
A PAZ é o suave refrigério, a profunda serenidade,
a ausência da discórdia; é a estabilidade, quase
embriagues, em fazer penetrar o humano ao sobrenatural para conciliar
o inconciliável.
Disse-nos alguém: “num país onde
há guerras, a paz só se estabelece fazendo entrar
os agitadores no caminho do dever. E, eis que o dever se apresenta
como chefe. Um chefe absoluto, que vem debater as condições
de um tratado”.
Esta, pois a paz na submissão às leis, e na vigia
constante à nossos direitos.
Nada mais justo que no dia dedicado a CAXIAS, o grande pacificador,
vir trazer um dos feitos dos soldados, do seu Exército. Deste
Exército que jamais foi e nem será derrotado, visto
a capacidade de seus componentes.
Eis pois, representado nesta vitrine que ora inauguramos, nesta
casa que é o orgulho do comércio desta cidade, alguns
dados e fatos da última guerra mundial, quando puderam os
soldados brasileiros, mostrar de momento a momento exemplos de bravura,
perspicácia, coragem e, acima de tudo, fidelidade à
Pátria distante.
Outrora, jovens, recém-saídos da adolescência
e hoje, pais de família, trazem à cabeça já
orvalhada pelas marcas indeléveis do tempo e no semblante
a máscara plácida do cumprimento do dever.
O soldado não foi feito unicamente para guerrear, e se é
forçado a isto, distancia-se dos seus, corre de encontro
a ela, para que esta não venha impor-se em seus domínios
onde sua mãe, suas irmãs ou mesmo seus filhos vivem.
È ele o cabedal da Nação; o suporte de nossas
riquezas e o mantenedor de nossos direitos.”
NOTA:
O jornal “Tribuna do Município”,
de Matias Barbosa, edição de 07/09/58, publicou na
íntegra o que disse a jovem estudante Zoraydes
Izabel Tavares Duboc, filha de um veterano da F.E.B.,
por ocasião da inauguração de ATOS E FATOS
HISTÓICOS DA F.E.B., na vitrine da Casa Regente, em 1958.

EXPLICAÇÃO.
E. HOMENAGEM
A
idéia de colocar no site o livro de meu querido pai, Vet
Maj Álvaro Duboc Filho "Histórias de "Pracinhas
Contadas por Eles Mesmos, partiu do autor do site Roberto R. Graciani.
Fiquei muito surpresa e emocionada por esta iniciativa, e aceitei
o "desafio."
Sendo assim, iniciei o trabalho de digitação entre
os dias 24/12/07 a 31/12/07. Em cada relato sentia (apesar de não
ser nascida na época da guerra), que retornava a um tempo,
não vivido por mim, e constatava o quanto foi difícil,
penosa sofrida, a participação dos nosso valentes
"Pracinhas" nossos campos da Itália.
Se meu pai estivesse entre nós (falecido em 19 de abril deste
ano), com toda certeza estaria vibrando e agradecendo esta iniciativa.
Sendo assim, em nome de meu pai e em meu nome:
gostaria de oferecer o nosso trabalho à memoria do bravo
Vet. Raul Graciani, que soube tão bem representar a fibra
a coragem e a deteminação do SOLDADO BRASILEIRO...
E a você, meu estimado amigo, Roberto Graciani o meu carinho,
consideração e respeito.
Muito Obrigada,..........
Zenaide Maria Tavares Duboc