ANVFEB
Seção Regional - Fortaleza, CE

Criação da Medalha Heróis Expedicionários do Ceará

ANVERSO
VERSO

A ANVEFB-CE, tem a honra de anunciar aos amigos, companheiros febianos, pracinhas e colaboradores desta nobre e patriótica causa, que em 08 de Abril de 2008, em Assembléia Geral, criou a MEDALHA HERÓIS EXPEDICIONÁRIOS DO CEARÁ. Esta honraria, tem por finalidade agraciar todo(s) aquele(s), que contribuem direta ou indiretamente para a difusão da memória da FEB e de seus feitos militares nos campos de batalha europeu.

A Medalha já foi cadastrada no Almanaque de dados do DGP - Exército Brasileiro - Código - C19. Em breve será disponibilizado o layout do Diploma.

Miniatura para Barrete

 

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS VETERANOS DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA
REGIONAL DE FORTALEZA - CE

Considerada de Utilidade Pública pela Lei Municipal
Nº 4.986 de 20/03/1978 e Lei Estadual Nº 10.272 de 21/06/1979.
Sede Própria: Av Carapinina, 2608 - Benfica - CEP: 60015-060 - Fortaleza - CE - Brasil



MEDALHA HERÓIS EXPEDICIONÁRIOS DO CEARÁ

HISTÓRICO

Porque homenagear através desta Medalha os Heróis cearenses da Força Expedicionária Brasileira?

Porque durante longos meses de agonia e sobressalto eles resumiram e transportaram a honra, a dignidade e a esperança da Pátria. Porque eles preservaram a nossa soberania, desagravaram a nossa bandeira e vingaram os nossos mortos. Porque eles enfrentaram e sobrepujaram um inimigo astuto, rancoroso e aparelhado para a luta e a conquista e tido como o soldado mais resistente e combativo do mundo. Porque eles enfrentaram um clima hostil, que nunca haviam experimentado antes, mas nem a lama os imobilizou nem a neve os entorpeceu. Porque eles participaram de feitos imortais e ajudaram a conduzir acontecimentos decisivos da história da humanidade.

O Ceará contribuiu com 377 combatentes para a Campanha vitoriosa do Exército brasileiro na Segunda Grande Guerra, em operações na Itália; quantitativo equivalente a 1,617% do total de 25.334 homens, cuja avaliação, no entanto, deve considerar o desempenho, além da circunstância de cerca da quinta parte do efetivo em apreço corresponder a oficiais, de competência e bravura comprovadas, entres eles o Marechal Castelo Branco, Chefe da seção de operações e planejamento do Estado Maior da Primeira Divisão de Infantaria Expedicionária, como já foi visto pelas citações das folhas de serviço e outras referências.

Soldados, cabos e sargentos cearenses da Força Expedicionária Brasileira somaram trezentos combatentes, mais ou menos, ensejando uma comparação com aqueles bravos das Termópilas, comandados por Leônidas, os quais enfrentaram heroicamente, as forças muitas vezes mais poderosas do invasor persa, dando, ao sacrificarem a própria vida, um exemplo para sempre admirável de amor à Pátria e a liberdade.

Brindados com o carinhoso tratamento de pracinhas, eram os combatentes cearenses em apreço, na generalidade jovens das classes médias e inferior, conforme as faixas de rendas de suas famílias, procedentes de quase todos os Municípios do Estado, em comprovação de um idealismo comum à população respectiva; sendo certamente exageradas apreciações a respeito da exclusão de convocados, por interferência de parentes e protetores de influencia junto às autoridades responsáveis,e de voluntários arrependidos, simuladores de enfermidades com o objetivo de serem reprovados na inspeção de saúde.

Embora a Legião Brasileira de Assistência-Seção do Ceará, anunciasse a prestação de assistência a 520 famílias de expedicionários cearenses, assim como os jornais noticiassem, levados por informações extra-oficiais, um total de cerca de 300 integrantes do contingente saído de Fortaleza para o Rio de Janeiro por ultimo, em 22 de dezembro de 1944, na verdade a redução do quantitativo da tropa se deveu à certeza de estar próximo o fim da guerra, dispensando esforços maiores de participação do Brasil.

As três centenas de pracinhas cearenses na Campanha da Itália, lutando em condições muito diferentes das características próprias da natureza do Ceará, portaram-se, todos, como heróis autênticos, e, por conseguinte, os seus nomes devem ficar registrados na lembrança da geração atual e das futuras.

Por isso nossa preocupação de homenagear esses heróis,que cumpriram com dever de justiça; estes bravos cearenses que derramaram sangue, suor e lágrimas pela liberdade dos povos e pela dignidade das pessoas.

FONTE:
Gustavo Augusto de Araújo Chaves Pereira - 1º Ten QCO
VICE - PRESIDENTE DA ANVFEB-CE