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3º
SGT GERALDO SANT'ANA |
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Não há registro oficial a respeito de sua incorporação ao Exército Brasileiro. Na graduação de cabo e servindo no 10° Batalhão de Caçadores, sediado em Goiânia, Goiás, passou a freqüentar a Escola de Transmissões do Exército em 20 de fevereiro de 1942, onde concluiu o curso "B-1" em 30 de setembro do mesmo ano com o grau 8,9, o que lhe valeu a classificação em 1° lugar numa turma de 39 alunos. Foi promovido a 3° sargento conforme ato publicado no Boletim Interno do 10° Batalhão de Caçadores e no radiograma n° 100, de 22 de outubro de 1942, enviado ao Comandante da Escola de Transmissões do Exercito. A partir de 2 de outubro foi matriculado no Curso "C" da mesma Escola, curso esse que foi concluído em 12 de agosto de 1943 com o grau final 7,9 e classificação em 5° lugar na turma. Geraldo Sant'Ana recebeu referências elogiosas por não ter faltado nenhuma aula. Recebeu o distintivo do Curso de Transmissões para Sargentos. A 14 de setembro
de 1943, foi incluído no Quadro de Radiotelegrafistas do Exército
- QRE, sendo classificado na Escola de Transmissões do Exército,
onde já se encontrava. Foi designado como monitor da referida
Escola. Morreu em Porreta-Terme, nas operações de guerra do vale do Rio Reno, na Itália, no cumprimento do dever, conforme comunicação oficial enviada à sua esposa pelo General João Batista Mascarenhas de Morais, Comandante do 1° Escalão da FEB e da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária. Foi o primeiro radiotelegrafista brasileiro a tombar nos campos de batalha italianos. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro em Pistóia, na Itália, na Quadra "A", fileira n° 2, sepultura n° 142, Lenho Provisório. A vida de Geraldo Sant'Ana parece ter sido marcada pela premência do tempo pois, dois meses após a sua morte, a guerra terminava. A 8 de maio de 1945, o Chefe do Estado-Maior Alemão assinava, na França, o documento de rendição incondicional que determinava a vitória dos aliados. Mas para Geraldo Sant'Ana e para sua família, a rendição chegava com algum tempo de atraso. O fim da guerra marcava o início das operações de retorno ao Brasil, a alegria e a consagração do povo brasileiro aos seus heróis. A 3 de outubro de 1945, viajando a bordo do navio americano "James Parker”, chegavam ao Brasil os últimos integrantes da FEB. Na Itália, ficavam os corpos dos companheiros que morreram em combate. Em 1960, 15 anos depois do término da guerra, os restos mortais dos pracinhas brasileiros foram transladados para o Brasil e depositados no Mausoléu do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra, no aterro da Glória, no Rio de Janeiro. Ã Geraldo Sant'Ana coube o jazigo n° 39, na Quadra "L". Geraldo
Sant'Ana recebeu as seguintes condecorações, todas "post-mortem"
: Em 18 de maio de 1945, em solenidade realizada na Vila Militar, foi dado o nome de Geraldo Sant'Ana a uma das ruas daquela Guarnição. A cerimônia, conforme ofício enviado à dona Eliza Cruz Sant'Ana pelo General Renato Paquet, tinha por fim "perpetuar no bronze numa das ruas desta Guarnição, o nome do 3° sargento Geraldo Sant'Ana, que nos campos de batalha da Europa, junto a FEB, foi morto honrosamente em defesa da Pátria brasileira. Tal homenagem lembrará aos que se dedicam à carreira das armas, os feitos honrosos, que servirão de orgulho e incentivo à mocidade de nossa terra”. Por proposição do vereador Jorge Goularte, em exposição de motivos no processo n° 466/76 da Câmara Municipal de Porto Alegre, quando era presidente da mesma, o vereador José César de Mesquita, e o então Prefeito Municipal Guilherme Sócias Villela sancionou a Lei 4145, de 9 de julho de 1976, denominando de rua Sargento Expedicionário Geraldo Santana a antiga rua "D", no Jardim Bento Gonçalves, no Partenon. Dizeres da placa indicativa: "Rua Sargento Expedicionário Geraldo Santana, Herói da 2ª Guerra Mundial". Fonte: "Geraldo Santana - Sua história e sua gente" Eni Melero e José Melero |