CIITAÇÃO DE UNIDADES DA
FÔRÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946

(RESPEITADA A GRAFIA DA ÉPOCA)


11º REGIMENTO DE INFANTARIA


“A Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 11º Regimento de Infantaria, uma Unidade à altura de seu passado, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Regimento de escol, escreveu páginas que refulgirão na história militar do Brasil. Tomou parte, galhardamente, nas operações divisionárias nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale do Pó, onde concorreu para o espetacular episódio da rendição de Collecchio e Fornovo. Posteriormente atravessou o Rio do Pó, com meios de fortuna e ocupou a grande cidade de Cremona, tendo, num último lanço, ousadamente, levado seus elementos mais avançados até os Alpes, onde fez ligação com tropas do Exército Francês.

Entre os seus mais assinalados feitos, destacar-se-ão, para sempre, a sua ação no combate de Castelnuovo no qual concorreu, ardorosamente, para o arremate vitorioso das operações do Vale do Reno e a conquista da forte posição inimiga de Montese, em cujo combate constituiu, verdadeiramente, a mais áspera e rude jornada da Fôrça Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália.

O 11º Regimento de Infantaria confirmou, pois, nos campos de batalha do velho mundo, o acerto de sua escolha como participante da F.E.B., e o valor do infante da atual geração, habilmente dirigido por seus quadros, Estado Maior e Comando. Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

ELOGIO CONSIGNADO AO 6º REGIMENTO DE INFANTARIA
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946


6º REGIMENTO DE INFANTARIA


“A Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 6º Regimento de Infantaria, uma Unidade à altura de seu passado, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Regimento de escol, coube-lhe a primazia de entrar em ação. Participou, destacadamente, nas operações quer do Destacamento da F.E.B. ao norte de Pisa e no vale do Sercchio, quer nas operações divisionárias nos próprios Apeninos, do Reno ao Panaro e mais tarde no Vale do Pó.

Entre os mais assinalados feitos refulgirão para sempre a sua atuação contra Monte Prano e Braga, difíceis operações em montanha; contra a crista de Castelnuovo, em cujo combate concorreu, ardorosamente, para o arremate vitorioso das operações do Vale do Reno; a tenaz resistência oferecida na manutenção do baluarte de Serreto; e finalmente, sua oportuna atuação na manobra divisionária do rio Taro, onde lhe coube a ação principal e decisiva na trama que culminou com o espetacular episódio de rendição de Collecchio – Fornovo, por certo o mais sensacional feito d’armas brasileiras, no Teatro de Operações da Itália, em uma das fases mais empolgantes da manobra do IV Corpo de Exército Americano no Vale do Pó.

O 6º Regimento de Infantaria confirmou, pois, nos campos de batalha do velho mundo, o acerto de sua escolha como participante da F.E.B., e o valor do infante da atual geração, habilmente dirigido por seus quadros, Estado Maior e Comando. Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

ELOGIO CONSIGNADO AO 9º BATALHÃO DE ENGENHARIA
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946


9º BATALHÃO DE ENGENHARIA

“A Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 9º Batalhão de Engenharia, uma Unidade à altura de seu passado, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Unidade de escól, teve a feliz oportunidade de ter sido a primeira tropa a se engajada contra o inimigo.

Participou, sem conhecer canceiras e mostrando sempre o alto padrão de sua eficiência, de todas as operações de guerra afetas às tropas brasileiras, seja integrando o Destacamento da F.E.B. ao Norte de Pisa e no Vale do Sercchio, seja atuando no âmbito divisionário, desde os contrafortes da área de Porreta até o Vale do rio Pó.

Entre os seu mais assinalados feito sobrelevam-se indelevelmente as jornadas estafantes da preparação de estradas, reconstrução de pontes e a desobstrução do tunel de Castelacio que serviram para facilitar e consolidar as memoráveis vitórias que obtivemos no Vale do Sercchio; sobressaem-se pandas de glórias e sacrifícios as páginas que escreveu para a conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese, onde a sua colaboração foi particularmente eficiente, à despeito da ação mortífera e aproximada do inimigo, nas missões de acompanhamento, remoção e balisamento de campos minados e desobstrução das comunicações; mais tarde, já nas operações de exploração do êxito e perseguição, seus elementos avançados na árdua tarefa de busca e neutralização das minas esparsas e campos minados, proporcionaram às tropas brasileiras elementos de real valia na manobra divisionária que culminou com o aprisionamento da 148º D.I. alemã.

O 9º B.E. confirmou, portanto, nos campos de batalha da península itálica o acerto de sua escolha como participante da F.E.B e o valor inconfundível do moderno soldado de engenharia, dirigido e assistido por quadros capazes e um comando sereno e proficiente.

Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

ELOGIO CONSIGNADO AO REGIMENTO SAMPAIO
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946

REGIMENTO SAMPAIO


“A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no Regimento Sampaio, uma Unidade à altura de seu renome, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Regimento de escol e de gloriosas tradições na história militar do Brasil, tomou parte com galhardia nas operações divisionárias nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale do Pó, cujo rio atravessou com meios de fortuna, no cumprimento de missão, encerrando a campanha com a ocupação da histórica cidade de Lodi.

Entre os seus mais assinalados feitos, porém, refulgirão para sempre, primeiro, a conquista da forte posição inimiga de Monte Castelo, em cujo ataque, na manobra da Divisão, desempenhou com ardor a ação principal e decisiva e depois sua denodada resistência no combate de La Serra, que constituem, sem dúvida, as passagens mais dignificantes e de maior emoção vividas pela Fôrça Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália. Nesses árduos combates, contra um inimigo obstinado e aguerrido, os soldados do 1º Regimento de Infantaria fizeram reviver as virtudes militares dos soldados de Sampaio.

O Regimento Sampaio confirmou, pois, nos campos de batalha do velho mundo, suas tradições guerreiras e o valor do infante da atual geração, habilmente dirigido por seus quadros, Estado Maior e Comando. Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

ELOGIO CONSIGNADO AO 1º BATALHÃO DE SAÚDE
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946

1º BATALHÃO DE SAÚDE


“A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 1º Batalhão de Saúde, uma Unidade à altura de suas pesadas responsabilidades, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Unidade completamente nova na organização do nosso Exército, cedo afirmou a sua proficiência e satisfez cabalmente a sua finalidade, em todas as operações de guerra, quer integrando o destacamento da F.E.B., no vale Sercchio, quer nas operações divisionárias envolvidas nos Apeninos, do Reno ao Panaro, e mais tarde no Vale do Pó.

Dentre os seus mais assinalados feitos destacam-se, mesmo suportando baixas nas suas fileiras, a perfeição e regularidade da evacuação dos feridos e o desvelo no tratamento dos feridos, seja na fase defensiva do último inverno, seja nas duras e gloriosas jornadas de Monte Castelo, Montese e Castelnuovo, seja finalmente na movimentada fase de perseguição que culminou com a espetacular rendição inimiga na área de Colecchio – Fornovo.

O 1º Batalhão de Saúde confirmou, portanto, o alto preparo técnico da sua tropa habilmente dirigida por quadros capazes e dedicados, por um Comando operoso e proficiente.

Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

ELOGIO CONSIGNADO A 1ª COMPANHIA DE TRANSMISSÕES
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946

1ª COMPANHIA DE TRANSMISSÕES


“A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 1ª Companhia de Transmissões, uma Unidade à altura de suas inúmeras responsabilidades, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Unidade de escól, afirmou sua proficiência e satisfez a sua finalidade em todas as operações cometidas às tropas brasileiras, seja integrando o destacamento da F.E.B. ao norte de Pisa e no vale do Sercchio, seja atuando nos Vales do Reno, Panaro e Pó.

Dentre os seus mais assinalados feitos, destaca-se indelevelmente a atuação profícua e destemerosa durante a fase defensiva do último inverno, quando teve mesmo de suportar pesados claros nas suas fileiras; sobreleva-se, também o trabalho dedicado e afanoso que realizou nas duras jornadas que culminaram nas explêndidas vitórias de Monte Castelo e Montese, quando concorreu para que todos os órgãos da Divisão se mantivessem em intima ligação, levando aos elementos mais avançados a ordem superior e trazendo desses pontos as informações, através dos mais diversos canais.

A 1ª Companhia de Transmissões, confirmou, por conseguinte, o acerto da sua escolha como participante da F.E.B. e o alto preparo técnico da sua tropa brilhantemente dirigida por quadros capazes e um Comando operoso e proficiente.

Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

ELOGIO CONSIGNADO AO 1º ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946

1º ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO


“A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 1º Esquadrão de Reconhecimento, uma Unidade à altura das responsabilidades, nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.

Unidade de escól, atuou com galhardia nas operações divisionárias desenvolvidas nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale do Pó, cujo rio atravessou em cumprimento de missão, finalizando a campanha no sopé das cordilheiras Alpinas, em ligação com as fôrças francesas que operavam a NW da importante cidade e Turim.

Entre os seus maiores assinalados feitos, destaca-se a intervenção oportuna e ousada no aproveitamento do bom êxito do baluarte de Montese às margens do Panaro e sobreleva-se o combate de Marano Sull Panaro, onde confirmou as tradições ofensivas da cavalaria Brasileira, e que foi o remate vitorioso de uma retomada de contacto, através campos minados e armadilhas; finalmente, refulge a sua atuação magnífica e ousada, como tropa de perseguição, segurando, a despeito da flagrante inferioridade de meios, a vanguarda inimiga em Colecchio, desfechando golpes de sonda na região de Fornovo, cooperando, sem dúvida para a rendição espetacular de Colecchio – Fornovo, o mais sensacional feito d’armas da Fôrça Expedicionária Brasileira.

O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou, por conseguinte, o acêrto da sua escolha como participante da F.E.B. e as explêndidas qualidades do cavalariano brasileiro, dirigido por quadros capazes e um Comando proficiente, enérgico e ousado.

Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

OBS: Todos estes elogios foram enviados pelo Cmt da FEB com Ofício nº 312, de 7 de dezembro de 1945, fichado sob o nº 51.844 de 7 de dezembro de 1945 da Secretaria Geral do Ministério da Guerra.

FONTE: Material gentilmente enviado pelo 2º Sgt Art ANDRÉ DA SILVA CASTRO


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