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11º REGIMENTO DE INFANTARIA
“A Divisão
de Infantaria Expedicionária teve, no 11º Regimento de Infantaria,
uma Unidade à altura de seu passado, nesta campanha da Itália,
em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.
Regimento de escol, escreveu páginas que refulgirão na
história militar do Brasil. Tomou parte, galhardamente, nas operações
divisionárias nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale
do Pó, onde concorreu para o espetacular episódio da rendição
de Collecchio e Fornovo. Posteriormente atravessou o Rio do Pó,
com meios de fortuna e ocupou a grande cidade de Cremona, tendo, num
último lanço, ousadamente, levado seus elementos mais
avançados até os Alpes, onde fez ligação
com tropas do Exército Francês.
Entre os seus mais assinalados feitos, destacar-se-ão, para sempre,
a sua ação no combate de Castelnuovo no qual concorreu,
ardorosamente, para o arremate vitorioso das operações
do Vale do Reno e a conquista da forte posição inimiga
de Montese, em cujo combate constituiu, verdadeiramente, a mais áspera
e rude jornada da Fôrça Expedicionária Brasileira
no Teatro de Operações da Itália.
O 11º Regimento de Infantaria confirmou, pois, nos campos de batalha
do velho mundo, o acerto de sua escolha como participante da F.E.B.,
e o valor do infante da atual geração, habilmente dirigido
por seus quadros, Estado Maior e Comando. Concorreu, assim, brilhantemente,
para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo
entre as Nações que velarão pela paz vindoura e
futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”
ELOGIO
CONSIGNADO AO 6º REGIMENTO DE INFANTARIA
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946
6º REGIMENTO
DE INFANTARIA
“A Divisão
de Infantaria Expedicionária teve, no 6º Regimento de Infantaria,
uma Unidade à altura de seu passado, nesta campanha da Itália,
em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.
Regimento de escol, coube-lhe a primazia de entrar em ação.
Participou, destacadamente, nas operações quer do Destacamento
da F.E.B. ao norte de Pisa e no vale do Sercchio, quer nas operações
divisionárias nos próprios Apeninos, do Reno ao Panaro
e mais tarde no Vale do Pó.
Entre os mais assinalados feitos refulgirão para sempre a sua
atuação contra Monte Prano e Braga, difíceis operações
em montanha; contra a crista de Castelnuovo, em cujo combate concorreu,
ardorosamente, para o arremate vitorioso das operações
do Vale do Reno; a tenaz resistência oferecida na manutenção
do baluarte de Serreto; e finalmente, sua oportuna atuação
na manobra divisionária do rio Taro, onde lhe coube a ação
principal e decisiva na trama que culminou com o espetacular episódio
de rendição de Collecchio – Fornovo, por certo o
mais sensacional feito d’armas brasileiras, no Teatro de Operações
da Itália, em uma das fases mais empolgantes da manobra do IV
Corpo de Exército Americano no Vale do Pó.
O 6º Regimento de Infantaria confirmou, pois, nos campos de batalha
do velho mundo, o acerto de sua escolha como participante da F.E.B.,
e o valor do infante da atual geração, habilmente dirigido
por seus quadros, Estado Maior e Comando. Concorreu, assim, brilhantemente,
para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo
entre as Nações que velarão pela paz vindoura e
futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”
ELOGIO
CONSIGNADO AO 9º BATALHÃO DE ENGENHARIA
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946
9º BATALHÃO
DE ENGENHARIA
“A
Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 9º
Batalhão de Engenharia, uma Unidade à altura de seu passado,
nesta campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente,
as armas brasileiras.
Unidade de escól, teve a feliz oportunidade de ter sido a primeira
tropa a se engajada contra o inimigo.
Participou, sem conhecer canceiras e mostrando sempre o alto padrão
de sua eficiência, de todas as operações de guerra
afetas às tropas brasileiras, seja integrando o Destacamento
da F.E.B. ao Norte de Pisa e no Vale do Sercchio, seja atuando no âmbito
divisionário, desde os contrafortes da área de Porreta
até o Vale do rio Pó.
Entre os seu mais assinalados feito sobrelevam-se indelevelmente as
jornadas estafantes da preparação de estradas, reconstrução
de pontes e a desobstrução do tunel de Castelacio que
serviram para facilitar e consolidar as memoráveis vitórias
que obtivemos no Vale do Sercchio; sobressaem-se pandas de glórias
e sacrifícios as páginas que escreveu para a conquista
de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese, onde a sua colaboração
foi particularmente eficiente, à despeito da ação
mortífera e aproximada do inimigo, nas missões de acompanhamento,
remoção e balisamento de campos minados e desobstrução
das comunicações; mais tarde, já nas operações
de exploração do êxito e perseguição,
seus elementos avançados na árdua tarefa de busca e neutralização
das minas esparsas e campos minados, proporcionaram às tropas
brasileiras elementos de real valia na manobra divisionária que
culminou com o aprisionamento da 148º D.I. alemã.
O 9º B.E. confirmou, portanto, nos campos de batalha da península
itálica o acerto de sua escolha como participante da F.E.B e
o valor inconfundível do moderno soldado de engenharia, dirigido
e assistido por quadros capazes e um comando sereno e proficiente.
Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria
fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que
velarão pela paz vindoura e futura reconstrução
de um mundo livre e feliz.”
ELOGIO
CONSIGNADO AO REGIMENTO SAMPAIO
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946
REGIMENTO
SAMPAIO
“A 1ª
Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no Regimento
Sampaio, uma Unidade à altura de seu renome, nesta campanha da
Itália, em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.
Regimento de escol e de gloriosas tradições na história
militar do Brasil, tomou parte com galhardia nas operações
divisionárias nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale
do Pó, cujo rio atravessou com meios de fortuna, no cumprimento
de missão, encerrando a campanha com a ocupação
da histórica cidade de Lodi.
Entre os seus mais assinalados feitos, porém, refulgirão
para sempre, primeiro, a conquista da forte posição inimiga
de Monte Castelo, em cujo ataque, na manobra da Divisão, desempenhou
com ardor a ação principal e decisiva e depois sua denodada
resistência no combate de La Serra, que constituem, sem dúvida,
as passagens mais dignificantes e de maior emoção vividas
pela Fôrça Expedicionária Brasileira no Teatro de
Operações da Itália. Nesses árduos combates,
contra um inimigo obstinado e aguerrido, os soldados do 1º Regimento
de Infantaria fizeram reviver as virtudes militares dos soldados de
Sampaio.
O Regimento Sampaio confirmou, pois, nos campos de batalha do velho
mundo, suas tradições guerreiras e o valor do infante
da atual geração, habilmente dirigido por seus quadros,
Estado Maior e Comando. Concorreu, assim, brilhantemente, para que à
nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações
que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução
de um mundo livre e feliz.”
ELOGIO
CONSIGNADO AO 1º BATALHÃO DE SAÚDE
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946
1º
BATALHÃO DE SAÚDE
“A 1ª
Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 1º
Batalhão de Saúde, uma Unidade à altura de suas
pesadas responsabilidades, nesta campanha da Itália, em que participaram,
vitoriosamente, as armas brasileiras.
Unidade completamente nova na organização do nosso Exército,
cedo afirmou a sua proficiência e satisfez cabalmente a sua finalidade,
em todas as operações de guerra, quer integrando o destacamento
da F.E.B., no vale Sercchio, quer nas operações divisionárias
envolvidas nos Apeninos, do Reno ao Panaro, e mais tarde no Vale do
Pó.
Dentre os seus mais assinalados feitos destacam-se, mesmo suportando
baixas nas suas fileiras, a perfeição e regularidade da
evacuação dos feridos e o desvelo no tratamento dos feridos,
seja na fase defensiva do último inverno, seja nas duras e gloriosas
jornadas de Monte Castelo, Montese e Castelnuovo, seja finalmente na
movimentada fase de perseguição que culminou com a espetacular
rendição inimiga na área de Colecchio – Fornovo.
O 1º Batalhão de Saúde confirmou, portanto, o alto
preparo técnico da sua tropa habilmente dirigida por quadros
capazes e dedicados, por um Comando operoso e proficiente.
Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria
fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que
velarão pela paz vindoura e futura reconstrução
de um mundo livre e feliz.”
ELOGIO
CONSIGNADO A 1ª COMPANHIA DE TRANSMISSÕES
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946
1ª
COMPANHIA DE TRANSMISSÕES
“A 1ª
Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 1ª
Companhia de Transmissões, uma Unidade à altura de suas
inúmeras responsabilidades, nesta campanha da Itália,
em que participaram, vitoriosamente, as armas brasileiras.
Unidade de escól, afirmou sua proficiência e satisfez a
sua finalidade em todas as operações cometidas às
tropas brasileiras, seja integrando o destacamento da F.E.B. ao norte
de Pisa e no vale do Sercchio, seja atuando nos Vales do Reno, Panaro
e Pó.
Dentre os seus mais assinalados feitos, destaca-se indelevelmente a
atuação profícua e destemerosa durante a fase defensiva
do último inverno, quando teve mesmo de suportar pesados claros
nas suas fileiras; sobreleva-se, também o trabalho dedicado e
afanoso que realizou nas duras jornadas que culminaram nas explêndidas
vitórias de Monte Castelo e Montese, quando concorreu para que
todos os órgãos da Divisão se mantivessem em intima
ligação, levando aos elementos mais avançados a
ordem superior e trazendo desses pontos as informações,
através dos mais diversos canais.
A 1ª Companhia de Transmissões, confirmou, por conseguinte,
o acerto da sua escolha como participante da F.E.B. e o alto preparo
técnico da sua tropa brilhantemente dirigida por quadros capazes
e um Comando operoso e proficiente.
Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria
fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que
velarão pela paz vindoura e futura reconstrução
de um mundo livre e feliz.”
ELOGIO
CONSIGNADO AO 1º ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO
BOLETIM DO EXÉRCITO DE 12 DE JANEIRO DE 1946
1º
ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO
“A 1ª
Divisão de Infantaria Expedicionária teve, no 1º
Esquadrão de Reconhecimento, uma Unidade à altura das
responsabilidades, nesta campanha da Itália, em que participaram,
vitoriosamente, as armas brasileiras.
Unidade de escól, atuou com galhardia nas operações
divisionárias desenvolvidas nos Apeninos, do Reno ao Panaro e,
depois, no Vale do Pó, cujo rio atravessou em cumprimento de
missão, finalizando a campanha no sopé das cordilheiras
Alpinas, em ligação com as fôrças francesas
que operavam a NW da importante cidade e Turim.
Entre os seus maiores assinalados feitos, destaca-se a intervenção
oportuna e ousada no aproveitamento do bom êxito do baluarte de
Montese às margens do Panaro e sobreleva-se o combate de Marano
Sull Panaro, onde confirmou as tradições ofensivas da
cavalaria Brasileira, e que foi o remate vitorioso de uma retomada de
contacto, através campos minados e armadilhas; finalmente, refulge
a sua atuação magnífica e ousada, como tropa de
perseguição, segurando, a despeito da flagrante inferioridade
de meios, a vanguarda inimiga em Colecchio, desfechando golpes de sonda
na região de Fornovo, cooperando, sem dúvida para a rendição
espetacular de Colecchio – Fornovo, o mais sensacional feito d’armas
da Fôrça Expedicionária Brasileira.
O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou, por conseguinte,
o acêrto da sua escolha como participante da F.E.B. e as explêndidas
qualidades do cavalariano brasileiro, dirigido por quadros capazes e
um Comando proficiente, enérgico e ousado.
Concorreu, assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria
fosse reservado um lugar de relevo entre as Nações que
velarão pela paz vindoura e futura reconstrução
de um mundo livre e feliz.”
OBS:
Todos estes elogios foram enviados pelo Cmt da FEB com Ofício
nº 312, de 7 de dezembro de 1945, fichado sob o nº 51.844
de 7 de dezembro de 1945 da Secretaria Geral do Ministério da
Guerra.
FONTE:
Material gentilmente enviado pelo 2º Sgt Art ANDRÉ
DA SILVA CASTRO

www.anvfeb.com.br
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