HISTÓRIAS
DE “PRACINHAS” CONTADAS POR ELES MESMOS
Dedicatória
Este
trabalho é dedicado à memória de meu pai Álvaro
de Oliveira Duboc e a de minha primeira esposa, Débora Tavares
Duboc, já falecidos.
Foi pensando no sofrimento e nas noites mal dormidas de meu pai e
de minha primeira esposa que deixei em Juiz de Fora com três
filhas pequeninas – Zoraydes Izabel – Débora Zoe
e Zilma dos Anjos – e, também no sofrimento das famílias
dos meus queridos companheiros de Campanha, que encontrei ânimo
para realizar, este despretensioso trabalho.
A esses heróis incógnitos, que nenhuma, condecoração
receberam, minhas comovidas homenagens.
Mas não posso deixar de homenagear minha segunda esposa Neusa
Dantas Duboc que tão bem soube compreender e “aturar
a minha neurose de guerra”, ajudando-me a continuar a luta e
a manter unida a família que Deus me confiou; a minha cunhada
Dora, esposa de meu irmão Silvio, que soube enfrentar corajosamente
a situação; ao meu irmão Silvio e minha querida
cunhada Lenalda, queridos companheiros da memorável Campanha
da FEB e, finalmente a meus filhos, meus netos, meus companheiros
de sangue e irmãos Febianos.
Também não posso deixar de aproveitar a oportunidade
para render homenagem a minha TERRA NATAL e a minha TERRA DE ADOÇÃO.
Eu nasci no belo vale que os índios coroados divisaram do alto
da Serra do Mar, quando, fugindo do litoral, procuravam um lugar para
constituírem sua aldeia. Ao divisarem aquele vale coberto de
vegetação verde, regado pela umidade, que se desprendia
das folhas das árvores ali existentes e que foram designadas
de “arvoredo dos que choram”, os coroados – assim
designados porque cortavam os cabelos procurando imitar os Padres
Jesuítas – exclamaram: - GLÓRIA!
Essa aldeia de índios, mais tarde passou a ser chamada por
ALDÉIA DE VALENÇA, não sabemos o porquê,
e quando foi organizada PARÓQUIA, foi consagrada a NOSSA SENHORA
DA GLÓRIA.
Tenho muito entusiasmo por ter nascido em Valença, onde aprendi,
através de exemplos edificantes, a amar a Deus, a família
e a Pátria. Um dia, entretanto, atravessei o Rio Preto e cheguei
a JUIZ DE FORA. Gostei do lugar e solidarizei-me com seus habitantes.
Constitui, família, e, com o passar do tempo, transformei-me
em um autêntico juizforano.
De Juiz de Fora, saí por força de transferência
durante minha vida militar, mas meu desejo sempre foi o de retornar
à terra que passei a considerar minha.
Transferido para a reserva do Exército, retornei a Juiz de
Fora e aqui pretendo ter a minha última morada.
Minhas homenagens, pois, a estas duas cidades, que ocupam lugares
distintos em meu coração.
Sou, não posso negar, um juizforano de Valença.
FONTE:
Do livro HISTÓRIAS DE “PRACINHAS” CONTADAS
POR ELES MESMOS
AUTOR:
VETERANO MAJOR ÁLVARO DUBOC FILHO
Matéria
gentilmente enviada por
Zenaide Duboc, Filha
do Veterano Álvaro Duboc Filho
Barbacena, MG
(Colaboradora do site)

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