O
soldado Benvindo de Brito, Identidade Militar N° 4G-65.125 embarcou
para a Itália no dia 23.11.1944 no navio "Gen Meigs"
que partiu do porto do Rio de Janeiro transportando 4.691 homens que
formavam o 4º Escalão da FEB. Sua chegada no porto de
Nápoles na Itália aconteceu no dia 07.12.1944 de onde
seguiu por via terrestre até Livorno e em seguida para o DP/FEB
(Depósito de Pessoal da Força Expedicionária
Brasileira) que ficava na cidade de Stafolli, cidade nas proximidades
de Livorno. Seu retorno ao Brasil aconteceu em 19.09.1945 quando embarcou
no porto de Nápoles no navio "James Parker" e sua
chegada ao porto do Rio de Janeiro ocorreu em 03.10.1945. Foi agraciado
com a Medalha de Campanha.
Nascido em 23 de fevereiro de 1920, natural de Congonhas do Campo,
MG. Serviu como soldado até 21 anos, e depois foi reconvocado
para a 2ª Guerra Mundial aos 24 anos de idade, segundo relatos
dele. Foi atirador de elite tendo até recebido uma medalha
de Honra ao Mérito por tal fato. Houve época na Itália
que o mesmo era o encarregado do paiol de munição que
ficava sob sua inteira responsabilidade.
Ele levou para o front uma imagem de Santo Antônio de mais ou
menos 30cm de altura, tendo permanecido com ele durante todo o período
de guerra e esta imagem retornou com ele no final guerra, o que mostra
sua fervorosa devoção por Santo Antônio, esta
imagem encontra-se bem conservada por sua esposa Dagmar
de Abreu Brito e tem um valor histórico e sentimental
muito grande.
Trouxe também a benção do Papa da época,
PIO XII, abençoando a ele e toda
a sua família. Esta benção está em um
quadro na sala da casa de sua esposa como relíquia de valor
inestimável para a família.
Ele contava que foram 15 dias de viagem até Nápoles,
na Itália. O navio preparado para guerra possuía acomodações
tipo beliche. Contava ainda que viu muitos de seus amigos e colegas
sucumbirem na guerra metralhados, ou por pisarem em minas. O que ele
mais reclamava era da ração que tinha que comer, pois
toda a comida era americana, segundo ele horrível. Contava
que passava muito frio nas trincheiras, tinha que comer comida gelada
se não quisesse morrer de fome. Faleceu em 20 de junho de 1982.


FONTE:
Matéria e fotos enviadas por Marcio de Abreu Brito
e Marisa de Abreu Brito, Filhos do Veterano.