O próprio
comandante da FEB, (Força
Expedicionária Brasileira) General
Mascarenhas de Moraes fez questão
de deixar um marco indelevil, na terra que hospedara
por quase 15 anos os restos mortais dos pacinhas mortos
nas batalhas da Linha Gótica, logo ao norte
da nossa cidade.
Foi projetado
por Olavo Redig de Campos,
da turma do arquiteto Oscar Niemayer
(projetista de Brasília) e construído
entre 1964 e 1967, quando foi exatamente inaugurado.
Presenciou
o evento o então Secretario da
Defesa Francesco Cossiga, que junto
às Autoridades, tanto brasileiras quanto da
cidade, entre os quais o Embaixador Francisco
d’Alamo Lousada, que deram vida
a uma comemoração faustuosa, com a presença
de varias centenas de pessoas.
No ano
seguinte o sub-tenente Miguel Pereira,
histórico guardião do Monumento, resgatou
em Montese, local de uma das mais áspera batalhas
enfrentada pelos brasileiros, os restos mortais de
um soldado que foi inumado no Monumento, pois à
certeza que tratava-se de um brasileiro havia em contraposição
a falta de uma identidade certa, que ficou como
“Soldado Desconhecido”, em representancia
de todos os irmãos mortos, e transformando
de fato o local um Sacrário.
Muitas
personalidades passaram neste 40 anos a render homenagem
aos mortos brasileiros, entre os quais dois Presidentes
da Republica Federativa do Brasil, vários Embaixadores,
Cônsules, comandantes das Forças Armadas
brasileiras, e mesmo uma continua pelegrinagem de
pessoas, que vem a render a justa homenagem aos irmãos
deste longínquo Pais da América do Sul,
o único que participou às operações
bélicas.