|
2º
Sgt Américo de Souza |
![]() |
|
Um ano depois, promovido à graduação de Cabo, foi transferido para o 1º Regimento de Infantaria (Regimento Sampaio), onde foi destacado para o 2º Batalhão. Em 12 de julho de 1932, integrou o efetivo que seguiu para São Paulo a fim de participar das operações de guerra contra as forças revolucionárias atuantes em Vargem Alegre, Resende e Itatiaia. Ferido em combate a 6 de agosto, permaneceu baixado à Formação de Saúde Divisionária por uma semana, logo retornando à área de combate. Pelos relevantes serviços prestados durante aquelas operações de guerra, foi promovido à graduação de 3º Sargento, sendo elogiado por sua atitude exemplar durante um bombardeio ocorrido na noite de 28 de setembro de 1932, quando projetis inimigos caíram a um metro de distância das trincheiras. Em 1935, entrou em prontidão com o 2º Batalhão em razão dos levantes comunistas em Natal e Recife, vindo a ser empenhado como Comandante de Grupo de Combate em 27 de novembro no episódio ocorrido na Escola de Aviação Militar. Em 1938, casou-se com a Srª Florência de Souza Tinoco. Tiveram cinco filhos: Lea (1941), Wilson (1944), João (1946), Ana Maria (1950) e Willian Américo (1954). Exímio atirador de canhão, o então Segundo-Sargento Américo de Souza foi destacado para a Força Expedicionária Brasileira, deixando a família morando em casa alugada no bairro de Mesquita, no Rio de Janeiro, onde havia adquirido dois sítios. Embarcou com a Companhia de Comando do 3º Batalhão (FRANKLIN) em 22 de setembro de 1944 no navio da Marinha de Guerra norte-americana “W.A.MANN”, rumo a Nápoles.
A 12 de dezembro, participou do ataque a Monte Castello e no período entre 12 e 19 de janeiro de 1945, comandou o Pelotão Anti-Carro na região de Bombiana, em razão de impedimento de seu Comandante efetivo. Sob o comando do Coronel Aguinaldo Caiado de Castro, participou do ataque vitorioso a Monte Castello ocorrido em 21 de fevereiro de 1945, recebendo elogio individual por suas qualidades combativas e pela bravura de seus feitos. Em seguida, quando o 1º R.I. passou a fazer parte do Grupamento Oeste, participou dos trabalhos de construção de redes de arame e campo de minas antitanque e antipessoal.
De 5 a 14 de abril de 1945, novamente comandou o Pelotão Anti-Carro no Monte Belvedere, em razão de novo impedimento do Comandante efetivo, merecendo elogio individual pela forma com que organizou as posições de combate do Pelotão Anti-Carro. Elogio individual concedido ao 2º Sargento Américo de Souza, pelo Comandante do Regimento Sampaio, Coronel Aguinaldo Caiado de Castro, em 30 de junho de 1945, ao término da Campanha da Itália:
De
volta ao Brasil, após receber o título de membro honorário
do IV Corpo de Exército e a Medalha de Campanha, foi matriculado
no Curso Regional de Aperfeiçoamento de Sargentos e, em seguida,
transferido para a Escola de Motomecanização, sendo
incluído no efetivo da Companhia de Carros de Combate, ministrou
instruções por dois anos e meio e exerceu as funções
de Sargenteante e Subtenente, sob o comando do Major José Bezerra
Pessoa.
Recebeu a Medalha de Guerra em 20 de maio de 1949, mesma data em que foi promovido à graduação de 1º Sargento, o que acarretou em sua movimentação para o Parque Central de Motomecanização. Logo em seguida, promovido à graduação de Subtenente, foi aprovado nas provas de equitação realizadas em 26 de junho de 1950 no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas para fins de ingresso no Quadro Auxiliar de Oficiais. Os últimos anos de sua carreira militar foram marcados pelo recebimento da Medalha do Pacificador, quando servia no Depósito Central de Material Bélico, pelo nascimento de seu quinto filho Willian Américo em 1954, e, ainda, pelo falecimento de sua esposa Florência, em 16 de outubro de 1955. Transferido para o Depósito Central de Armamento, passou à Reserva de 1ª Classe em 20 de agosto de 1956, sendo promovido na inatividade ao posto de Major, com os vencimentos integrais deste último posto. Foi desligado de sua organização militar em 20 de agosto de 1956. Faleceu em 11 de dezembro de 1981, no Rio de Janeiro. FONTE: Pesquisa realizada pelo Subtenente Édison Amancio, especialista em História Militar Brasileira pela Universidade Federal do Estado do Rio Janeiro (UNIRIO) e em História do Brasil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo como base as Folhas de Alterações do Major R/1 Américo de Souza, com autorização de sua filha, Lea de Souza da Fonseca. Matéria gentilmente enviada pelo Subtenente Édison Amancio. |