1º Ten Pedro Prado Perez
Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial

DP/FEB

Natural do Rio de Janeiro - RJ

UNIDADE:
DP/FEB

POSTO OU GRADUAÇÃO:
1º Tenente R/1. Retornando ao Brasil, reintegrou-se as fileiras do Exército até ser transferido
para a reserva no posto de Major. Posteriormente foi promovido ao posto de Tenente-Coronel

CONDECORAÇÕES:
Medalhas de Campanha
Medalha de Guerra
Marechal Mascarenhas de Moraes.

Entrevistado pelo aluno Artur Inácio Giovanni da Silva.

UM ACONTECIMENTO QUE FICOU GRAVADO EM SUA MEMÓRIA

“Até hoje não sei se foi a beleza do panorama ou a cerimônia da despedida dos navios brasileiros que faziam parte da escolta que gravou tão profundamente em minha memória o acontecimento dia. Acredito que tenha sido as duas coisas, pois, se de um lado é encantadora a passagem pelo Estreito de Gibraltar, por outro lado, aquela típica solenidade marítima de despedida – vamos dizer assim – muda, movimentando as bandeiras com gestos de despedidas com votos de” BOA SORTE “e de” FELIZ RETORNO “tinha grande poder de comunicação e emocionou a todos que assistiram.

Um outro acontecimento que hoje, quando me recordo me faz vibrar a alma de ardor patriótico, foi o primeiro hasteamento do Pavilhão Nacional que assisti em solo italiano, ocasião m que ouvi, pela primeira vez aquele comando que tanto me comoveu:

- EM CONTINÊNCIA Á PÁTRIA DISTANTE!...
-APRESENTAR ARMAS!...

Para ser franco, devo dizer que a primeira vez que assisti o Hasteamento da Bandeira em solo italiano, não pude controlar a emoção que de mim se apoderou. As lágrimas rolaram pela minha face.”

NOTA: Na oportunidade da entrevista, o jovem entrevistador quis saber mais alguma coisa e o Tenente Coronel Peres mostrou-lhe algumas fotografias onde de via:

- Soldados em campo nevado
- Explosão de uma mina
- Um campo minado
- Cemitério de Pistoia
- O Vale do Pó
- Um capacete alemão
- Trajetória de um projétil traçante.

Além disso, o Tenente Coronel Perez, mostrou-lhe o retrato de seu ordenança com uma dedicatória de uma revista da época com fotografia da tropa embarcada nos avios com a seguinte inscrição: “Eram 25.000 brasileiros que foram e muitos não voltaram.” Tal revista tinha também fotografias de prisioneiros alemães.

Finalmente mostrou-lhe as medalhas que possuía, a plaqueta de identidade contendo seu nome, a sua identidade, o seu posto, o seu tipo de sangue e sua imunização. Esta plaqueta servia para orientar o pessoal de saúde no caso de ferimento ou falecimento e também, para identificação dos falecidos.

FONTE:
Do livro "Histórias de Pracinhas" Contadas por eles mesmos
Autor: Vet Maj Álvaro Duboc Filho

Matéria gentilmente enviada por
Zenaide Duboc
Filha do Vet Maj. Álvaro Duboc Filho
(Colaboradora do site)