Natural
de São João Nepomuceno - MG
UNIDADE:
III/11º Regimento de Infantaria
POSTO OU GRADUAÇÃO:
3º Sargento. Retornando ao Brasil, reintegrou-se às fileiras
do Exército,
permanecendo até ser transferido para a reserva no posto de
Major.
CONDECORAÇÕES:
Medalha de Campanha
Cruz de Combate de 1ª Classe
Militar de Bronze
Militar de Prata
Entrevistado pela aluna Inês Alves Gomes
UM ACONTECIMENTO QUE FICOU GRAVADO EM SUA MEMÓRIA
“O ataque feito às fortificações nazistas
nas imediações de Monte Castelo, precisamente na região
de Bombiana, no dia 29 de novembro de 1944, foi o “Batismo de
Fogo”, do meu Batalhão, o III/11º Regimento de Infantaria.
A minha Companhia (8ª de fuzileiros), sob o Comando do então
Capitão João Manoel de Faria Filho, se movimentava na
região de Bombiana até quando o primeiro, o segundo,
e o terceiro Pelotões foram detidos por fogos de todas as espécies
vindos de posições dominantes e próximas. A todo
o momento um elemento dos Pelotões encontra-se ferido porque
era vigorosa a hostilizarão.
Sentindo a impossibilidade dos Pelotões continuaram avançando,
o Capitão determinou que eu, com minha Seção
de Metralhadoras Leve me deslocasse para um local junto ao cemitério
a fim de tentar neutralizar a ação inimiga.
Quando consegui colocar as metralhadoras em posição,
um soldado atirador, SAULO LIMA DE VASCONCELOS, que se achava junto
a mim caiu ferido, atingido por um tiro que lhe varou o coração,
falecendo, instantes depois.
Foi a primeira morte que assistimos. Era um conterrâneo e, isto
doía mais ainda. Saulo Lima de Vasconcelos perdeu a vida, mas
a nossa Seção de Metralhadora, na posição
junto ao cemitério, serviu para facilitar o recuo dos Pelotões.
Este acontecimento ficou gravado em minha memória.”
NOTA:

SAULO LIMA DE VASCONCELOS
Cabo – Natural de São João Nepomuceno, (Descoberto),
filho de Álvaro Rabelo de Vasconcelos e de Maria José
Lima de Vasconcelos. Faleceu em ação, no dia 29 de novembro
de 1944, em Monte Castelo. Agraciado com as Medalhas de Campanha –
Sangue do Brasil – Cruz de Combate de 2ª Classe.
A Prefeitura e a Comarca de seu Município natal homenagearam
a sua memória, dando o seu nome a uma rua na Vila Carlos Alves.
A Revista
- ACADEMIA - JF, edição de setembro de 1945, publicou
uma extensa matéria, homenageando esse bravo expedicionário,
da qual extraímos um trecho:
ESCREVEU
UMA PÁGINA DE BRAVURA E CORAGEM: