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Joaquim Marçal Rodrigues Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial 6ª Cia do 6º RI - Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga Caçapava - SP |
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Filho de Gregório Marçal Rodrigues e Maria da Costa Duarte Rodrigues. Entrou para as fileiras do Exército no ano de 1940, incorporado-se ao 10° RI, na época sediado em Belo Horizonte, onde cumpriu seu período obrigatório e acabou ficando quase dois anos, dando baixa em seguida. Após seu desligamento do Exército ingressou na Companhia Força e Luz, em Belo Horizonte, onde exerceu a profissão de condutor de bonde. Foi quando recebeu a notícia de sua convocação para a guerra, tendo então que retornar ao 10º RI no ano de 1943 e logo em seguida foi transferido para o 11º RI, em São João del-Rei/MG. Chegando no 11º RI, os treinamentos se intensificaram e no início de 1944, veio outra transferência, desta vez para a cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Deodoro, local que sua Unidade continuou os preparativos e outros extenuantes treinamentos, até com tiros reais na Vila Militar, Morro do Capistrano. Neste período outras Unidades também se preparavam no Morro do Capistrano, e uma delas era o 6º RI, Unidade de Caçapava, interior paulista, esta Unidade, nas vésperas do seu embarque, constatou que não tinha o número de homens suficiente, foi quando o 11º RI cedeu vários de seus homens para compor o Regimento paulista. Entre estes homens estava o soldado Joaquim Marçal Rodrigues, que deixou a 1ª Cia (do Cap Cotrim) do 11º RI para se juntar a 6ª Cia do 6º Regimento de Infantaria e assim, embarcou no dia 02 de julho de 1944 no navio de transporte norte-americano, Gen Mann, que foi o 1º Escalão a seguir para a Itália.
Porém, no dia 18 de abril de 1945, sua sorte não foi a mesma. Conta que seguia em Montese, com um tenente e outro soldado quando ouviram os disparos dos canhões inimigos, instantaneamente se jogaram ao chão, mas mesmo assim, foi atingido no rosto pelos estilhaços. O tenente também foi ferido no olho, mas não perdeu a visão e o soldado infelizmente não sobreviveu, um estilhaço atingiu seu peito e teve morte imediata. Até hoje o Veterano Joaquim Marçal Rodrigues carrega em seu rosto os estilhaços, não quis tirá-los e são facilmente sentidos nas pontas dos dedos, quando tateamos sua face na proximidade do queixo. Retornou da guerra em 17 de setembro de 1945, desligando-se do Exército e ficando desempregado. Com o dinheiro que trouxe da Itália, comprou uma carroça e começou a vender leite de porta em porta na Capital mineira. Tempos depois vendeu a carroça para o irmão mais novo, alegando que tomava muita chuva. Ficando desempregado novamente.
Casou-se em 1965 com a Sra. Maria Weter Campos Rodrigues e tiveram seis filhos: Alfredo, Frederico, Lídia, Nivia, Silvio e Joaquim Marçal Rodrigues Junior. Atualmente, aos 91 anos de idade, o Sr. Joaquim Marçal Rodrigues, comparece, acompanhado de sua inseparável e dedicada esposa, no Museu da FEB, pelo menos duas vezes ao mês, onde exerce a função de plantonista, acompanhado os visitantes e passando para eles todos as informações da gloriosa participação da Força Expedicionária Brasileira em solo italiano, mantendo assim viva a memória dos feitos heróicos. O Vet Joaquim Marçal Rodrigues é um exemplo de cidadão a ser seguido em todos os sentidos. Acervo Fotográfico
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