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Na
sexta-feira, dia 13 de fevereiro, às 9h, foi celebrada, na Igreja
de São Francisco, a missa de clausura do processo de canonização
de Frei Orlando. A celebração, que foi presidida pelo
Bispo da Diocese de São João del-Rei, Dom Waldemar Chaves
de Araújo, contou com a presença de diversas autoridades
militares e religiosas. “Estamos encerrando a primeira etapa de
um processo que significa muito para nós. Pesquisamos a vida
de Frei Orlando, buscamos os detalhes. Li suas cartas, seus escritos,
suas homilias. Nós encontramos testemunhas, documentos, apesar
de já se ter passado tantos anos de sua morte” disse Pe.
Lindemberg Freitas Muniz, tenente coronel do Exército e postulador
da causa de Frei Orlando.
Durante a celebração dessa manhã, as autoridades
militares, os religiosos presentes e familiares de Frei Orlando assinaram
a Ata do processo, que foi lacrada em uma urna para ser enviada a Roma.
“Agora é esperar de Roma a aprovação e o
nada consta. Então, começaremos a procurar os milagres
que tenham acontecido pela interseção de Frei Orlando,
para que ele seja declarado beato o mais breve possível”
explicou Pe. Lindemberg. Já na Oferenda, os familiares de Frei
Orlando levaram seus restos mortais ao altar. Emocionado, José
Afonso Álvares Rodrigues, sobrinho do religioso, declarou já
acreditar na santidade do Frei. “Quando ele morreu, eu ainda era
menino. Tudo o que sei sobre ele, minha mãe que contava. A principal
característica era a alegria. Hoje, mais que nunca, tenho certeza
de que ele é um santo e não tem outra saída senão
beatificá-lo” acredita.
A
alegria de Frei Orlando, também é um dos motivos que levam
Pe. Lindemberg a crer em sua santidade. “É uma alegria
que se espalhou por toda a tropa, que certamente vinha de sua fé
e de sua união com Deus. Será que um homem, com suas próprias
forças é capaz de manter-se alegre e despertar alegria
entre os feridos da guerra? Ora, claro que não! Esse fato, aos
meus olhos, materializa a santidade de Frei Orlando. Ele era também
um homem extremamente caridoso. Ele criou a sopa dos pobres em São
João del-Rei. E durante a guerra, Frei Orlando escrevia as cartas
dos combatentes analfabetos. Às vezes virava a noite nessa atividade.
Para que vocês possam ter uma idéia, foram 42 capelães
para a guerra e somente Frei Orlando marcou o coração
dos combatentes. Ao retornarem da batalha, eles já pediam a beatificação
do frei” conta.
O Bispo da Diocese de São João del-Rei, Dom Waldemar Chaves
de Araújo, falou sobre o que motivou a abertura do processo,
que aconteceu no ano de 2003. “O General Ventura me pediu diversas
vezes para abrir o processo de beatificação de Frei Orlando.
Quis saber quais os motivos que o levavam a me pedir isso. Então
ele disse que acreditava muito na santidade daquele homem, que dava
assistência a todos e escolhia seus momentos de descanso para
estar com os soldados, levando palavras de conforto. Era ele quem assistia
espiritualmente e acompanhava as angústias e penúrias
daquela frota. Frei Orlando era aquela pessoa alegre, feliz, que passava
segurança a todos. Começamos esse processo no ano de 2003.
Hoje, com a celebração, encerramos essa etapa para mandar
a Roma, pedindo a beatificação”.
Além da homenagem ao capelão militar Frei Orlando, no
dia 13 de fevereiro, o Exército Brasileiro também comemora
o Dia do Serviço de Assistência Religiosa. “O dia
de hoje significa que a Igreja cumpre seu papel de orientar os homens
das Forças Armadas para Jesus, para que vivam sua vida terrena
fazendo o bem a todos. Por isso, foi acordada com o Vaticano, a regulamentação
do serviço dos padres e dos Bispos junto aos militares do Brasil
inteiro. Isso se chama serviço de assistência religiosa
ao Exército, à Marinha, à Força Aérea,
à Polícia Militar, aos Bombeiros” explica Dom Osvino
José Both, Arcebispo Militar do Brasil. Às sete da noite,
o Te Deum encerrou a solenidade.
ORAÇÃO PELA BEATIFICAÇÃO
DE FREI ORLANDO
Ó
Coração de Jesus, que com a vossa misericórdia
chamastes homens corajosos a fazerem parte do vosso sacerdócio,
escutai a nossa prece. Associastes o Vosso servo e nosso irmão,
Frei Orlando, ao Vosso sacerdócio, deixando-nos um exemplo
a ser seguido de amor aos pobres, fidelidade no exercício de
sua vida militar, semeando alegria, dignai-vos glorificá-lo
aqui na terra como já o premiastes no céu. Concedei-me
ainda, vos peço, ó Deus, a graça de ( pede-se
a graça), por intercessão de Vosso servo Frei Orlando.
Assim seja.
FOTOGRAFIAS
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| Sra.
Cândida M. J. Álvares, sobrinha de Frei Orlando. |
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| Presença
de famíliares do Frei Orlando
Dr. José Afonso Álvares Rodrigues, Sr. Pedro Alcântara
Álvares,
Sra. Maria da Conceição Melo e Sra. Cândida
M. J. Álvares |
FONTE:
Matéria gentilmente enviada pela
Sra. Cândida M. J. Álvares
sobrinha do Cap Frei Orlando |