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"DAQUI
.SAIU .UM.
EXPEDICIONÁRIO" |
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Quando a nossa Força Expedicionária atravessou os mares traiçoeiros para integrar-se na incógnita dolorosa da guerra no solo europeu, alguém teve uma idéia bastante expressiva, assinalar os lares, as fábricas, as lojas, os escritórios que houvessem dado soldados às Unidades daquela força. Assim, aqui e ali puderam ser vistos pequenos lábaros com a Cobra Fumando e a legenda definidora: “Daqui saiu um Expedicionário”. O diminuto pedaço de papel adquiriu de pronto a feição enobrecedora de um brazão, dando majestade ao local marcado. E os pais, os parentes, os patrões, podiam ver nele algo de encher de orgulho. Mas também aqueles pequenos escudos coloridos infundiam a um mundo de corações, um mundo ainda maior de apreensões, de cuidados que rolavam no bojo triste da saudade constelado de lágrimas. Voltaria o Expedicionário que fora daquela casa? E se regressasse, seria o mesmo que havia partido, completo, perfeito, ou viria mutilado e cobertos de cicatrizes? Uma coisa, entretanto, teria que ser fatal, o soldado que partira, que saíra da casa não envergonharia o Brasil! Honraria a farda com que se vestira, dignificaria a Pátria que o chamara a servi-la, daria tudo para tanto, até a própria vida! E era precisamente por causa dessa certeza que os corações dos que os viram seguir para o desconhecido se engolfavam em cismas, ansiando pelo fim do horror do cataclismo. A Força Expedicionária em breves dias estará de regresso à Pátria, onde a espera o entusiasmo apoteótico dos brasileiros. Nem todos que partiram tornarão. A guerra não poderia deixar de abrir claros nas fileiras. Entretanto, ainda as nossas almas podem rejubilar-se com a constatação de que, relativamente, não foi dos mais acabrunhadores o número de baixas. Dos locais demarcados com o escudo, a quantidade dos
que poderão alegrar-se com o regresso dos soldados que deram,
é muitíssimo maior do que a dos que não puderam
ter esse consolo. Mãos invisíveis!... Ainda bem! Porque, pelo menos, ainda deixaram por muito tempo a esvoaçar nos corações aflitos a imagem confortadora da esperança... |
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