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"Armamento
histórico da FEB poderá ser destruído." |
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"São as armas que nossos pais, tios, avôs e amigos carregaram na tomada de Monte Castello. São as mesmas armas que, empunhadas pelos homens dos três regimentos de Infantaria da FEB, adentraram a cidade de Montese sob bombardeio alemão. Muitas têm nomes de namoradas de soldados e de batalhas gravadas em suas coronhas. Algumas foram utilizadas por soldados que tombaram, sendo recolhidas e postas de novo na luta montanha acima. Desde simples baionetas até fuzis como o imponente Browning, este material permaneceu preservado nos depósitos militares por seis décadas. No entanto, no último dia 8 de Maio, uma portaria publicada pelo Exército anunciou a destruição de um enorme lote de armamento histórico, tido como “inservível e inutilizável.” Entre o material a ser destruído, incluem-se exatamente as armas que os expedicionários brasileiros usaram para conquistar inúmeras montanhas na Itália. A lista completa
do material separado para destruição pode ser conferida
aqui: É lamentável
que a notícia tenha sido divulgada no dia 8 de Maio, que já
chegou a ser feriado nacional. Seja do ponto de vista histórico,
seja pelos aspectos tecnológicos da evolução
das armas, não há uma única boa razão
para se permitir que o armamento da FEB tenha este fim indigno. É
certo que, no futuro, gerações vindouras terão
mais consciência da importância de museus e centros de
referência da história não apenas do Exército,
mas também do Brasil. A condição de uma peça
histórica transcende a simples idéia de utilidade e
serventia. Essas armas, embora não tenham mais emprego militar,
permanecem sendo símbolos de um relevante episódio da
história de nosso país. FONTE: |
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