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Natural
de São João da Serra - MG
UNIDADE:
III/11º - Regimento de Infantaria
POSTO OU GRADUAÇÃO:
Soldado.
Foi ferido durante a Campanha e esteve baixado ao Hospital de Livorno.
Foi transferido para um Hospital nos Estados Unidos para recuperação
dos movimentos de um
dos braços. Retornando ao Brasil, foi julgado incapaz definitivamente
e reformado como 2º Sargento.
Posteriormente foi elevado a 1º Sargento.
CONDECORAÇÕES;
Medalhas de Campanha
SANGUE DO BRASIL.
Entrevistado pela aluna Maria Aparecida de Souza Mota
UM ACONTECIMENTO QUE FICOU GRAVADO EM SUA MEMÓRIA
Eu era – disse
- um rapaz forte e sadio quando segui para Itália como integrante
da gloriosa Força Expedicionária Brasileira.
Durante o desenrolar da campanha, procurei cumprir com meus deveres
de soldado até que, no dia 21 de fevereiro de 1945, fui gravemente
ferido e, conseqüentemente evacuado para o Hospital.
Fui ferido quando, por ocasião do ataque a Monte Castelo, em
uma casa abandonada onde procuramos nos abrigar em virtude de estarmos
sendo muito hostilizados pelo inimigo. Parece-me, entretanto, que o
inimigo observou nossa manobra e dirigiu tiros de morteiros sobre a
dita casa. Uma granada caiu justamente em cima do telhado da casa e
feriu vários companheiros. O meu ferimento foi o mais grave.
Evacuado para o Hospital, permaneci baixado por vários meses
até que fui transferido para um Hospital nos Estados Unidos para
recuperação do movimento em um dos meus braços.
Retornando ao Brasil, fui julgado incapaz definitivamente e reformado.
As marcas que tenho no corpo, não permitem que me esqueça
desse acontecimento. Mas eu me orgulho muito de ter sido um febiano
e acredito que, em situação idêntica a de 1942,
época em que foram torpedeados os nossos pacíficos navios
em nosso próprio litoral, não me esquivaria de cumprir
com o dever de cidadão.
FONTE:
Do livro "Histórias de Pracinhas" Contadas por eles
mesmos
Autor: Vet Maj Álvaro Duboc Filho
Matéria
gentilmente enviada por
Zenaide Duboc
Filha do Vet Maj. Álvaro Duboc Filho
(Colaboradora do site)
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