Ditador alemão
considerado o único responsável pela 2ª Guerra Mundial.
Seu pai, Alois Schicklgruber, - Alois Hitler depois que assumiu o sobrenome
de seu pai natural, era funcionário da alfândega e, após
sua aposentadoria, foi com a família viver nas imediações
de Linz, a capital da Áustria Superior, e ali o futuro ditador
passou a maior parte da sua infância. Quando o pai faleceu em
1903, deixou uma pensão e economias suficientes para manter a
mulher e os filhos.
Hitler teve pouco rendimento na escola e não recebeu o certificado,
interrompendo os estudos aos 16 anos, em 1905. Por dois anos viveu ocioso
em Linz. Após a morte da mãe, Klara Hitler, em 1908, ainda
vivia de pequeno rendimento, com o qual se manteve em Viena. Desejava
ser estudante de arte, mas falhou duas vezes que tentou entra para a
Academia de Artes. Por alguns anos viveu só e isolado, conseguindo
uma pequena renda com a pintura de cartões postais e anúncios,
e vagando de um abrigo municipal para outro.
Em 1913 Hitler mudou para Munique. Foi chamado temporariamente a Áustria
para ser examinado para o exército (1914) e foi rejeitado como
inapto, mas quando começou a guerra de 1914, apresentou-se como
voluntário do exército alemão. Serviu durante a
guerra, foi ferido em 1916 e envenenado por gás dois anos depois.
Por bravura em ação foi duas vezes condecorado com a cruz
de ferro, uma condecoração rara para um cabo. Com alta
do hospital após a derrota alemã, ficou alistado no seu
regimento e designado como agente político, juntou-se ao pequeno
partido trabalhista alemão em Munique (1919).
Seduzido pela perspectiva de uma carreira política, em 1920 Hitler
deixou o exercito para devotar-se integramente à atividade partidária.
Foi encarregado da propaganda do partido, que este ano foi rebatizado
Nationalsozialistishe Deutsche Arbeiterpartei com a abreviação
Nazi.
O partido era pequeno, comprometido com um programa de princípios
nacionalistas e socialistas, de liderança dividida. Um de seus
membros era Ernest Röhm que, além de membro do partido,
fazia parte do comando distrital do exercito, e era responsável
por garantir a proteção do governo da Baviera, o qual
dependia do exército local para a manutenção da
ordem e tacitamente aceitava suas violações da lei e sua
política de intimidação.
De trato difícil, Hitler não foi logo bem aceito. Porém,
os dirigentes, conscientes de que o futuro do partido dependia do seu
poder de organizar a publicidade para conseguir fundos, deram-lhe a
presidência com poderes ilimitados, em julho de 1921. Desde logo
ele decidiu criar um movimento de massas.
Munique havia se tornado o lugar de encontro de antigos e insatisfeitos
soldados do exercito alemão, relutantes de retornar a vida civil,
e por agitadores políticos empenhados no tradicional separatismo
ou em protestos contra o governo republicado de Berlim. Visando esse
público, Hitler engajou-se em uma incansável propaganda
através do jornal do partido o Volkischer Beobachter ("Observador
popular") e por meio de uma sucessão de comícios
desenvolveu seu talento único para magnetizar e liderar massas,
rapidamente crescendo de uma audiência de uns poucos interessados
para milhares de seguidores.
Ao mesmo tempo, Röhm foi de grande ajuda. Foi ele quem recrutou
as esquadras, o chamado "braço forte", utilizadas por
Hitler para proteger os comícios do partido, atacar os socialistas
e os comunistas. Em 1921 estas foram formalmente organizadas sob as
ordens de Röhm em um exército privado do partido, o SA (Surmabteilung).
Hitler reuniu ao seu lado vários dos lideres nazistas que mais
tarde seriam julgados ou acusados de crimes de guerra: Alfred Rosenberg,
Rudolf Hess, Hermann Göring, e Julius Streicher.
O clímax desse rápido crescimento do partido nazista na
Bavária veio com a tentativa de golpe para tomada do poder, o
atentado de Munique (Hall da Cerveja) em novembro de 1923, quando Hitler
e o general Erich Luderndorff tentaram forçar o comando do exército
a proclamar um revolução nacional. Quando levado a julgamento
Hitler tirou vantagem da imensa publicidade que o acontecimento lhe
deu. Ele também tirou uma lição do golpe - que
o movimento precisava chegar ao poder por meios legais. Foi sentenciado
a prisão por cinco anos, mas ficou preso somente nove meses,
e isto com suficiente conforto para preparar o primeiro volume do seu
Mein Kampf.
Ele considerava a desigualdade entre as raças e os indivíduos
como parte de um imutável ordem natural e exaltava a raça
ariana como o único elemento criativo da humanidade. Toda moralidade
e verdade era julgada por este critério: se era de acordo com
o interesse e preservação do povo. A unidade do povo encontrava
sua encarnação no Führer, dotado de autoridade absoluta.
Abaixo do Führer o Partido formado dos melhores elementos do povo
e também seu guardião. O maior inimigo do Nazismo era
o rival Marxismo. Além do Marxismo ele via o maior inimigo de
todos, os Judeus, que era para Hitler a própria incarnação
do mal.
A Alemanha não poderia encontrar seu destino sem o Lebensraum
("espaço vital"), terras para abrir e alimentar a crescente
população alemã. O espaço vital deveria
ser encontrado na Ucrânia e nas terras do leste Europeu, terras
a serem tomadas ao povo eslavo, que ele classifica de untermenschen
(subumanos), e governado por uma conspiração judeu-comunista
com sede em Moscou.
Hitler percebia mais rapidamente que qualquer um como podia tirar vantagem
de uma situação. Após sua saída da prisão
suas rendas derivavam ao azar do provimento pelos fundos do partido
e de escrever em jornais nacionalistas. A crise de 1929 abriu um período
de instabilidade econômica e política. Hitler pode pela
primeira vez alcançar uma audiência nacional quando teve
a ajuda das organizações e jornais do partido Nacionalista,
associado aos nazistas. Recebia doações dos industriais,
ansiosos por usá-lo para estabelecer uma forte ala direita, anti-trabalhista,
recursos que colocaram o partido em base financeira sólida, permitindo
que ele fizesse seu apelo emocional para a classe média baixa
e os desempregados, baseada na proclamação de sua fé
de que a Alemanha acordaria de seus sofrimentos para retomar sua grandeza
natural.
Colocado em posição forte pelo grande apoio popular, em
novembro de 1932 Hitler propalou, por todos os artifícios de
sedução de massas e com a habilidade de um ator, que a
chancelaria era o único cargo que aceitaria, e isto por meio
constitucional, não revolucionário. Em janeiro de 1933
o presidente Hindenburg, do partido nacionalista, convidou-o para primeiro
ministro da Alemanha e ele assumiu o cargo.
Ele era indiferente a roupas e comida, nunca fumando ou bebendo chá,
álcool, porém não tinha inclinação
pelo trabalho regular. Ele continuou, mesmo mais tarde, como Führer,
a rebelar-se contra a rotina, uma característica que ele atribuía
ao seu temperamento artístico. Sua meia irmã Ângela
Raubal e suas duas filhas passaram a viver com ele. Hitler apaixonou-se
por uma das sobrinhas, Geli, mas mostrou-se tão obsessivamente
ciumento que isto levou a moça ao suicídio em 1931. Hitler
ficou inconsolável. Depois interessou-se por Eva Braum, que se
tornou sua amante. Ele raramente permitia que ela aparecesse em público
e disse não casar-se porque prejudicaria sua carreira.
Uma vez no poder, Hitler tratou de estabelecer uma ditadura absoluta.
O incêndio no palácio (Reichstag), uma noite de 1933, aparentemente
provocado por um comunista holandês, Marius van der Lubbe, deu-lhe
a desculpa para um decreto suspendendo todas as garantias de liberdade
e para uma intensificada campanha de violência. Ele nunca pensou
em desapropriar os líderes da indústria alemã,
uma vez que servissem os interesses do estado nazista.Nestas condições,
o partido chegou a uma votação expressiva nas eleições
daquele ano.
O velho amigo Ernst Röhm, como cabeça da SA, era visto com
grande desconfiança pelo exército. Göring e Heinrich
Himler estavam ansiosos por remover Röhm, mas Hitler hesitava.
Finalmente, em 1934, ele chegou a uma decisão e Röhm e outros
foram executados sem julgamento. Satisfeitos por verem a SA aniquilada,
os chefes militares apoiaram as ações de Hitler. Quando
o presidente Paul von Hindenburg morreu eles consentiram na fusão
do cargo de primeiro ministro ou chanceler com o da presidência
da república o que colocava todos os poderes nas mãos
de Hitler, inclusive o comando das forças armadas. Os militares,
oficiais e soldados, passaram a fazer juramento pessoalmente a Hitler.
No plebiscito Hitler teve 90 por cento de apoio. Por desinteresse em
assuntos de rotina e por interessar-se mais pelos grandes lances de
política que havia delineado no seu livro Min Kampf, Hitler deixou
a administração inteiramente aos cuidados de seus subalternos,
que agiam arbitrariamente em todas as questões internas de sua
esfera de mando. A reunião em um único país de
todas as regiões onde viviam alemães era sua principal
diretriz de conquista.
Antes que suas planejadas conquistas se tornassem possíveis,
era necessário remover as restrições que o Tratado
de Versalhes impunha à Alemanha. Hitler usou toda a arte possível
de propaganda para que a Europa o visse como o campeão contra
o odiado comunismo soviético e insistiu que ele era um homem
de paz que apenas desejava remover as injustiças do Tratado de
Versalhes. Retirou a Alemanha da Liga das Nações no mesmo
ano de sua confirmação como Führer, ao final de 1933,
despertando um novo ânimo nos alemães, que impulsionaria
o desenvolvimento do país nos cinco anos seguintes.
A aliança com a Itália, já prevista no Mein Kampf,
rapidamente tornou-se realidade como resultado do ressentimento dos
italianos contra a Inglaterra e a França pela oposição
feita à ocupação italiana da Etiópia. Em
outubro de 1936 estava formado o "eixo" Roma-Berlim e pouco
depois o pacto contra a Rússia assinado com o Japão, e
um ano mais tarde esses dois pactos referendados em um pacto único,
o Eixo Tóquio-Roma-Berlim.
Em novembro de 1937 Hitler delineou seus planos de conquista em um encontro
secreto com seus líderes militares, a começar pela Áustria
e a Checoslováquia. Três anos antes, em meados de 1934,
ele havia estimulado uma revolta entre os nazistas da Áustria,
que reivindicavam a anexação à Alemanha. Com o
apoio da embaixada alemã, organizaram um golpe e assassinaram
o chanceler Engelbert Dollfuss. Porém Mussolini, o ditador italiano,
havia mobilizado tropas para intervir contra o golpe, que fracassou.
Hitler voltou à carga no início de 1938, assegurando-se
primeiro do apoio da Itália. Quando o chanceler Kurt von Schuschnigg
decidiu efetuar um plebiscito sobre a reclamada anexação,
Hitler imediatamente ordenou a invasão da Áustria pelas
tropas alemãs. Entrou gloriosamente em Viena, e proclamou então
uma gratidão imorredoura a Mussolini por este não haver,
desta vez, interferido.
Seguiu-se
a anexação da Checoslováquia, onde o nazismo também
tinha seus adeptos e agitadores entre a minoria alemã. A questão
pareceu solucionada com a interferência da França e Inglaterra,
e do amigo Mussolini, que propuseram a integração à
Alemanha da parte do país cujos habitantes eram de origem alemã.
Com esta solução, Hitler adiou apenas temporariamente
seu plano de anexação, apenas até a desordem popular
estimulada pelos nazistas lhe fornecer motivo para invadir o país
proclamando sua anexação em março de 1939. Imediatamente
após, suas ameaças fizeram que o governo Lituano cedessem
parte de seu território na fronteira com a Prússia Oriental,
um enclave alemão no norte da Polônia.
Concluídas as anexações, Hitler procedeu às
conquistas necessárias a criar o "espaço vital"
que desejava para a Alemanha. Seu primeiro objetivo era a Polônia.
Assegurou-se do apoio italiano, que inclusive lhe forneceria tropas,
com um novo acordo em maio de 1939, e celebrou em agosto outro pacto
de conveniência, com a Rússia, para que esta não
interferisse no seu projeto. A invasão da Polônia foi efetuada
antes do inverno daquele ano.
Isto precipitou uma reação que Hitler não desejava
para tão cedo: a Inglaterra e a França declararam guerra
à Alemanha. Obrigado a voltar sua atenção imediatamente
para o oeste europeu, tentou negociar a paz com os novos inimigos, sem
resultado. Iniciou então sua ofensiva contra a França
e a Inglaterra indiretamente, invadindo primeiro a Dinamarca e a Noruega,
em abril de 1940, países antes não envolvidos e apanhados
de surpresa pelas forças alemãs. Pelo norte apanhou de
surpresa também a França, cujas linhas de defesa fortificadas
no leste ficaram sem efeito. Entusiasmado, Mussoline também entrou
na guerra em apoio aos alemães.
A resistência a Hitler na França foi comandada por De Gaulle,
de Londres. Inicialmente, para resistir ao ataque alemão iniciado
em maio de 1940, o presidente da França, Paul Reynaud, apelou
para um herói francês da primeira guerra mundial, o marechal
Petain, que foi nomeado primeiro ministro. O marechal concluiu porém
que o exército francês não tinha chances contra
a moderna máquina de guerra alemã, e pediu o armistício.
Hitler assinou um armistício com a França vingando as
arrogantes exigências dos franceses colocadas no tratado de Versalhes,
na capitulação da Alemanha em 1918.
Como preço pelo armistício, Hitler exigiu o pagamento
em matérias primas e alimentos para o esforço de guerra
alemão. O Armistício incluía uma cláusula
de trabalhos forçados dos jovens franceses nas fábricas
alemãs, o que levou a juventude francesa a refugiar-se nos campos.
Alguns deles se arriscaram e vários perderam a vida como heróis
da resistência ao invasor, principalmente em atos de sabotagem
contra o transporte de trabalhadores franceses e produtos para a Alemanha.
O General Charles De Gaulle fugiu para a Inglaterra, de onde exortou
os compatriotas a resistirem aos nazistas. De Gaulle voltaria, após
a guerra, para governar a França.
Petain instalou seu governo em Vichy, na parte sul que restou à
autonomia francesa, abaixo de uma linha imaginária entre a fronteira
com a Suíça, na altura de Genebra, a um ponto a 19 km
a leste de Tours e dali para sudoeste até a fronteira com a Espanha,
seguindo por 48 quilômetros até o a costa mediterrânea.
No verão de 1940 Hitler iniciou uma preparação
a longo prazo para a invasão da Rússia. mas alguns contratempos
para esse projeto surgiram. Primeiro, Mussolini, sem saber das intenções
de Hitler, adiantou-se na captura da Grécia. Como resultado desta
e de outras aventuras, precisou do socorro dos alemães tanto
nos Balcãs, como também no Norte da África. Outro
imprevisto foi o golpe de Estado na Iugoslávia em março
de 1941, depondo um governo que havia feito um tratado com os alemães.
Considerando isto um insulto à Alemanha e a ele próprio,
Hitler ordenou imediatamente a invasão da Iugoslávia.
Tudo isto representou um desfalque no seu ataque contra a Rússia,
que lançou em junho do mesmo ano. Apesar de tudo, estava tão
confiado no sucesso que não providenciou roupas de inverno para
as tropas, prometendo aos soldados que estariam de volta ao lar antes
do inverno.
A campanha porém,
não teve o mesmo êxito de todas as invasões anteriores,
prolongando-se até o inverno para o qual as forças alemãs
não estavam nem um pouco preparadas. No auge do frio, em dezembro
do mesmo ano, os russos, apesar de inferiores em armamento e técnica
de combate, começaram a contra atacar com êxito. Ao mesmo
tempo, ocorreu o até hoje incompreensível ataque Japonês
a Pearl Harbor. Sem querer por em risco o tratado que tinha com o Japão
e que era uma esperança de conduzir os russos a lutar no leste
e no oeste, Hitler declarou prontamente guerra aos Estados Unidos, ao
lado do Japão. Acreditando piamente na superioridade racial germânica,
Hitler não levou em conta a força que uma mobilização
total dos Estados Unidos poderia significar, mesmo pressionado em duas
frentes pelo Eixo, pela ameaça que vinha tanto pelo Atlântico,
da Europa nazificada, quanto pelo Pacífico, do leste fanatizado.
As batalhas se multiplicaram em várias frentes na Europa, no
Atlântico, na África, na Ásia e no Pacífico.
Apesar de ocupado com uma conflagração mundial, Hitler
estava confiado em que imporia uma nova ordem mundial e Himmler foi
encarregado de preparar a nova Europa. Os campos de concentração
foram ampliados e a eles acrescentados campos de extermínio como
os de Auschwitz e Mauthausen, assim como criadas unidades móveis
de extermínio. Os judeus da Alemanha e dos países ocupados
foram aprisionados e executados, fuzilados ou mortos em câmaras
de gás. A conta geralmente apresentada é de 5 a 6 milhões
de pessoas sacrificadas, no que Hitler chamou de solução
final para o problema judeu. Milhares morreram também em experiências
médicas alucinadas, e nas execuções indiscriminadas
de reféns, de adversários políticos e de membros
da resistência nos países ocupados. A propaganda utilizava
o rádio e o cinema. A atriz sueca Kristina Süderbaum tornou-se
uma estrela dos filmes de propaganda do partido; sua figura nórdica
loura encarnou a ideologia racial Nazista. Casada com Veit Harlan, um
dos principais diretores de filme da era nazista, Süderbaum estrelou
em vários de seus trabalhos, incluindo o profundamente anti-semítico
Jud Süss, de 1940.
Ao final de 1942 as derrotas na África, em el-Alemein, e na Rússia,
em Stalingrado, e mais o bombardeio dos aliados, Inglaterra e Estados
Unidos, sobre o território da própria Alemanha, indicavam
uma reviravolta na guerra desfavorável aos nazistas. Hitler porém
recusava-se a visitar as cidades bombardeadas e a ler ou acreditar nos
relatórios de seus generais. Guando Mussolini foi preso, tentou
uma operação para resgatá-lo, e enviou tropas para
ocupar as posições das tropas italianas que haviam se
rendido. Continuou a resistir ao avanço russo às custas
de grandes perdas para o exército alemão, tanto em número
de mortos quanto em unidades aprisionadas. A batalha naval também
perdeu fôlego, na medida que o inimigo aprendeu a combater com
êxito e destruir os submarinos alemães.
Apesar de escapar a vários atentados contra a sua vida, o mais
perigoso dos quais por explosão de uma bomba colocada sob a sua
mesa de reunião com seus generais no quartel de comando na Prússia
Oriental (parte da atual Polônia), Hitler não esmoreceu.
Em lugar de tentar uma paz que permitiria salvar ainda boa parte da
Alemanha, retirou-se para uma fortaleza subterrânea em Berlim,
cidade que pretendia defender com os últimos recursos de seu
exército, ao qual negou permissão para que se rendesse.

Quando
as tropas soviéticas entraram na Capital a luta nas ruas e os
bombardeios aéreos reduziram a cidade a ruínas. Só
então Hitler entendeu que era o fim e tomou duas providências:
casar-se oficialmente com Eva Braum e ditar o seu testamento aos seus
auxiliares. Em seu testamento político conclamou o povo a continuar
a luta contra os judeus e apontou Karl Dönitz como chefe do estado
e Josef Goebbels como primeiro ministro. Recolheu-se com a mulher aos
seus aposentos e esta tomou veneno, e ele ou tomou veneno ou atirou
em si mesmo. Seus corpos foram em seguida incinerados.
Na França, após a libertação de Paris pelas
tropas aliadas, De Gaule declarou nulo o governo de Vichy e o marechal
Petain, levado pelos alemães para um abrigo na Alemanha, depois
retornou à França voluntariamente para ser julgado; faleceu
na prisão em 1951, aos 95 anos de idade. Na Itália, libertada
pelas tropas americanas junto às quais um contingente brasileiro
teve presença marcante, Mussoline foi executado. O Japão
assinou a rendição após os ataques atômicos
realizados pelos americanos contra Hiroshima e Nagasaki, em 1945.