Solenidade Alusiva aos 64 anos da
TOMADA DE MONTE CASTELO


12º BI
Belo Horizonte - MG.

Gen Div José Mário Facioli, Ten Cel João Marcos Machado de Oliveira, Ten Cel Joel Lopes Vieira e Ten Ary Victorino.

Foi realizada no dia 18 de fevereiro no 12º BI em Belo Horizonte, solenidade alusiva aos 64 anos da Tomada de Monte Castelo. Estavam presentes o General-de-Divisão José Mário Facioli, Comandante da 4ª Região Militar, General-de-Divisão RM Amaury Sá Freire de Lima, Ten Cel João Marcos Machado de Oliveira, Comandante do 12º BI, Ten Cel Joel Lopes Vieira, Presidente da ANVFEB, Seção Regional em Belo Horizonte e Tenente Ary Victorino, Presidente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Seção Regional do Belo Horizonte.

A solenidade contou com a presença dos seguintes Veteranos da FEB, acompanhados de seus familiares:





Ten Cel Joel Lopes Vieira
(Presidente da ANVFEB, Seção Regional de Belo Horizonte)
Ten Cel Cássio Abranches Viotti
Cap Divaldo Medrado (Diretor Secretário da ANVFEB, Seção Regional de Belo Horizonte)
Cap José da Mota
Cap Alberto Chaves
Ten Geraldo Campos Taitson (Diretor de Cultura da ANVFEB, Seção Regional de Belo Horizonte)
Ten Enf. Carlota Mello
Ten Luiz Ávila de Oliveira
Vet. Otávio Vieira
Vet. Hélio do Espírito Santo
Vet. Rafael Inácio Braz
Vet. Cláudio Soares da Silva
Vet. Geraldo Gomes dos Reis
Vet. Josino Aguiar Filho
Vet. Giovani Costa
Vet. Waldevino Zacarias Marques
Vet. João Rodrigues Neves
Vet. João Batista Moreira
Vet. Rui Santos Coutinho
Vet. José Camilo
Vet. Arnaldo Xavier
Vet. Eduardo Augusto dos Santos
Vet. Luiz Rodrigues de Oliveira

Durante a cerimônia foi executado o Hino Nacional, Canção do Expedicionário e o Toque de Presença de Ex-Combatente.

Ten Cel Joel Lopes Vieira
fez a leitura do texto abaixo:

 

MONTE CASTELO

Texto: Ten Cel Joel Lopes Vieira
Presidente da Seção Regional da FEB em Belo Horizonte.
Ten Cel Joel Lopes Vieira no momento da leitura

Comemoramos, nesta data, uma das mais importantes Vitórias da Força Expedicionária Brasileira nos Campos de Batalha da Itália, durante a 2ª Guerra Mundial.

No dia 21 de fevereiro de 1945, a FEB recebeu a missão de mais uma vez atacar e desalojar o inimigo instalado em Monte Castelo.

Monte Castelo era uma elevação nos contrafortes apeninos e que era muito bem fortificada e ferrenhamente defendida pelo inimigo.

Postados à sua frente havia campos de minas antipessoal e anticarros, um perfeito cruzamento de fogos de armas automáticas, barragens de morteiros e artilharia, e o inimigo tinha perfeito conhecimento das condições e possibilidades do terreno à sua frente, o que o tornava um baluarte quase inexpugnável.

Por todas estas condições que lhes eram favoráveis e pela bravura e pertinácia do inimigo que o defendia, Monte Castelo já havia rechaçado quatro ataques das tropas brasileiras, impondo-nos pesadas perdas humanas e materiais.

Por esse motivo, Monte Castelo tornou-se como que um espinho cravado na garganta do brasileiro e a sua conquista teria que ser realizada, por nós, a qualquer preço.

O Soldado Brasileiro soube tirar proveito dos reveses sofridos. Agora, já mais maduro nos campos de batalha e afeito às artimanhas do inimigo, tornou-se um combatente à altura de revidar as derrotas sofridas.

A jornada de 21 de fevereiro de 1945 assinalaria, de qualquer modo, a captura de Monte castelo.

O Ataque desembocou à hora prefixada e as reações inimigas fizeram-se sentir enérgicas e crescentes, dando margem a lances imprevistos e flutuações inevitáveis.

Tirando partido da precisão e violências da nossa Artilharia, o ataque brasileiro redobrou de fúria e impulsão. A tenacidade, a coragem e a vontade de vencer conseguiram dobrar a resistência do inimigo, valente e pertinaz. E, assim, Monte Castelo passou para as mãos brasileiras.

Para os Pracinhas brasileiros, no entanto, esta vitória representa um Símbolo e um Marco na vida de nossa tropa em terras ultramar.

Assinalou o início de uma série de vitórias esplendidas para nossas armas, vitórias que elevaram o nome do Brasil e o prestígio do nosso Exército.

A história de Monte Castelo, nossos reveses, a defensiva de inverno, a inolvidável vitória final, constituem páginas de ouro da história militar do Brasil: é uma história de fé, de energia, de tenacidade, de estoicismo e de bravura, a ser contada a nossos filho e a nossos netos, que se orgulharão, ao ouvi-las, de serem brasileiros e vestirem a farda verde oliva do Glorioso Exército Brasileiro.

Excelentíssimas autoridades presentes, Senhoras e Senhores: Estão presentes nesta formatura alguns daqueles Pracinhas que na sua juventude atravessaram os mares e foram lutar ao lado dos exércitos aliados, em defesa da liberdade, da democracia, contra a opressão e para revidar as agressões sofridas, quando nossos navios desarmados e transportando pessoal e material, em nossas águas territoriais, foram covardemente torpedeados e afundados.

Estes Veteranos aqui presentes são aqueles pracinhas que como um tigre, se arremeteram e conquistaram Castelnuovo, Monte Castelo, Soprassasso, Montese, Fornovo, fazendo inúmeros prisioneiros, para depois conduzi-los como crianças amigas a quem tudo se dá.

São aqueles Pracinhas que morriam tentando resgatar o corpo do companheiro, porque o brasileiro não aceitava deixar no chão do combate seus companheiros feridos ou mortos.

São aqueles Pracinhas que viam os seus companheiros gravemente feridos, nos estertores da morte, pedir socorro e ele nada mais podia fazer.

São aqueles Pracinhas que gravemente feridos procuravam sufocar a dor, não gemendo, pra não permitir o inimigo localizar as nossas posições.

Hoje aqui estão plácidos anciões, cabelos brancos, que nos faz lembrar a neve dos apeninos, passos vagarosos, mas dentro do peito de cada um pulsa, ainda e sempre o mesmo coração vibrante de patriotismo e satisfação pelo dever cumprido.

Muitos não voltaram à Pátria querida; sacrificaram a sua vida no cumprimento do dever; e é em memória a alma desses heróis, que solicito a todos os presentes, um minuto de silêncio, enquanto ouviremos o respectivo toque.

Para terminar estas minhas palavras, permitam-me que leia, em homenagem aos companheiros que lá tombaram, os versos magníficos de um poeta inglês.

“Estamos mortos porque não quisemos viver e desonrar a nossa Pátria. Certo, a vida não vale grande coisa, mas para os moços vale, e nós éramos moços”.

Fotografias da Solenidade

Ten Geraldo Campos Taitson, Cap Divaldo
Medrado
e Ten Luiz Ávila de Oliveira
Cap José da Mota e Vet Rafael Inácio Braz
Ten Cel Cássio Abranches Viotti,
Ten Enf Carlota Mello e Vet Arnaldo Xavier
Cap José da Mota, Cap Divaldo Medrado
Aposição de uma corbelha de flores junto ao
retrato do Mal J. B. Mascarenhas de Moraes

Gen Div Amaury Sá Freire de Lima, Gen Div
José Mário Facioli,
Ten Cel Joel Lopes Vieira
Corbelha de flores
Gen Div Amaury Sá Freire de Lima, Gen Div
José Mário Facioli,
Ten Cel Joel Lopes Vieira
e Ten Ary Victorino
Vet Eduardo Augusto dos Santos, Vet Rafael
Inácio Braz
e Vet Waldevino Zacarias Marques
Vet Giovani Costa, Vet João Ferreira
e Vet José Camilo
Vet Otávio Vieira, Vet Rui Santos Coutinho
e Vet Cláudio Soares da Silva
Cap José da Mota, Vet Josino Aguia Filho
e Ten Geraldo Campos Taitson
Vet Otávio Vieira, Vet Rui Santos Coutinho
e Vet Cláudio Soares da Silva
Vet Giovani Costa e Vet João Ferreira
Cap José da Mota, Vet Josino Aguia Filho
e Ten Geraldo Campos Taitson
Vet Claudio Soares da Silva e Vet José Camilo
Vet João Rodrigues Neves
Ten Cel Joel Lopes Vieira sendo entrevistado
pela Rádio Itatiaia
Vet Waldevino Zacarias Marques, Vet Rui
Santos Coutinho
, Cap Alberto Chaves
e Vet Geraldo Gomes dos Reis
Gen Div José Mário Facioli cumprimentando o
Cap Divaldo Medrado
Gen Div José Mário Facioli cumprimentando a
Ten Enf. Carlota Mello
Gen Div José Mário Facioli cumprimentando o
Cap José da Mota
Gen Div José Mário Facioli cumprimentando o
Vet Cláudio Soares da Silva
Gen Div José Mário Facioli cumprimentando o
Vet Otávio Vieira
Cap José da Mota e o Maj Ferreira
Vet Cláudio Soares da Silva
Cap RM Joel Carvalho, Vet Cláudio Soares da
Silva e Roberto R. Graciani
Cap RM Joel Carvalho, Vet Cláudio Soares da
Silva e ST Aurélio José Silva Filho




FOTOGRAFIAS:
Roberto R. Graciani

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